sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Diário - Feliz Natal e Feliz Ano! | por Jamill

Hoje é a última postagem do ano, pois estou indo viajar... Todos os anos da minha vida foram assim bem especiais e toda noite quando rezo eu agradeço a Deus por cada instante. Até acho graça quando relembro alguns episódios dos anos que passaram, quando paguei mico...[risos]... Mas, na verdade, o que já passou não importa nada, porque não volta, não tem mais o que se fazer. Se já passou, então acabou. O importante é viver fazendo o que se gosta e ao lado de quem gosta de nós. Então, as recordações se eternizam de várias maneiras: adoro gravar na minha cabeça algum elogio sincero, uma boa acolhida numa casa, um gesto bonito para comigo. Tenho uma fidelidade fora de série com quem gosta de mim e que me trata bem. Também sei expressar meu amor, quando escrevo uma carta ou pinto um retrato. Eu acho isso muito importante: o cultivo de boas coisas. Muitos amigos meus ficam tristes nessa época, talvez porque todo fim é triste e traz recordações – alguns não têm boas recordações do ano, porque passaram por problemas de saúde ou mudaram-se, contra a vontade, de cidade, de país. Eu sempre sou otimista e passo esse exemplo para os meus amigos e para você que está aqui visitando meu blog. O Natal deve ser celebrado em família, com amigos que estão sozinhos e com as crianças. Vivemos em cidades cada vez maiores, cheias de violência e crueldades inimagináveis. Porém, é no Natal e réveillon que nossos corações se cobrem de um sentimento otimista: “tudo vai ser melhor”. É, pode parecer perda de tempo esperar que as coisas no Brasil melhorem, porque somos uma nação jovem (500 e poucos anos). Mas, alguma coisa tem de ter para que se consiga dar um primeiro passo: a esperança. Antes de viajar, verei a alegria dos fogos em Copacabana e no exato momento da explosão de alegrias, agradecerei a Deus, como sempre faço, por ter tantos amigos do meu lado, por sempre conseguir superar as barreiras que me apareceram e por acreditar que mesmo o réveillon sendo uma data de festa, que não passa de uma mudança de calendário, acaba sendo uma fonte de muita energia positiva, quando todos estão mais felizes. Que nós tenhamos um Natal muito feliz, com saúde, alegrias, paz, prosperidade. Que as pessoas que fazem caridade, ajudando a combater a fome no mundo, que essas pessoas se multipliquem. Que as crianças e os idosos sejam mais respeitados, que tenham comida, escola e cultura. Que os animais sejam mais respeitados, amados, cuidados. Que nós possamos aprender com nossos erros e que possamos vencer cada dificuldade que nos aparece. Porque temos Deus conosco, temos nossa família, temos nossos amigos e temos a nossa determinação. Desejo que você, eu e todos nós tenhamos bons acontecimentos, que nos surpreendamos com tantas alegrias. Feliz Natal e Feliz Ano!

Moda - Modismo Europeu Para o Réveillon Brasileiro | Réveillon 2007/2008


A moda está tão confusa que dá até tristeza. Complica também você aceitar ir ver um desfile, mesmo nos maiores centros da moda no Brasil, porque é tudo sempre a mesma receita. Se você acompanha o prêt-à-porter internacional, tudo que passa no Brasil acaba não sendo novidade. Então, mesmo assim, você vai e aplaude, mas tem sempre a sensação de que falta alguma coisa... Talento talvez? Pode ser, mas pode estar na questão da informação dos consumidores de moda. Então, você vai num casamento e vai ver uma pessoa de jeans, um decote grande, outro com as costuras do terno descendo pelos braços. A situação está muito complicada. Está cada vez mais difícil manter o ‘chique’, seguindo tudo que aparece hoje em dia. Bom, como sempre sou otimista, vamos ao que interessa: o figurino para o final de ano. Não é pelo Natal e réveillon que você vai dar prioridade a cor branca. Se você é católico, a superstição não existe. O que existe é a beleza, o bem-estar. Se você vai numa festa temática que pede branco ou vai atirar flores no mar como fazem no Rio e Salvador, você vai acabar no branco, porque ficou uma coisa assim quase de tradição e não de superstição – qualquer coisa como colocar fardamento e ir para escola, digamos. As sugestões são ideais para Rio, São Paulo, Recife, Brasília, Salvador e Belo Horizonte. Então, mesmo sendo bem complicado comentar uma coisa que já veio uma, duas, vinte vezes; vamos aos comentários individuais:
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1 – Esse vestido Diane von Furstenberg é aquela coisa balonê, muita mulher não gosta, mas esse modelo está bem simpático. Só cabe bem na mulher muito magra. Ideal para cidades como Rio e Salvador, para você ir numa festa particular de réveillon. A perna de fora faz essa moda sexy;
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2 – Vestido Emporio Armani que não é nenhuma novidade, porque isso já vem batendo há décadas. Mas, se permanece é porque é bem bonito. E é bonito mesmo. Fica ótimo para a mulher que vai passar no Rio, Recife, Guarujá. Atualmente é tudo muito curto, parece uma revolução contra os comprimentos mais longos;
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3 – Eis um vestido muito simples com estampa de joaninha, que para meu gosto é dos mais bonitos insetos e já foi tema de várias coleções de jóias feitas por mim. Claro que você pode jogar fora a joaninha e usar vestido com gato, borboleta, o que você mais gostar. Gostei da simplicidade, gostei ainda mais da idéia do bicho estampado desse Diane von Furstenberg. Você até pode achar que visualmente é uma coisa bem mulambenta, mas é bem prático para quem vai entrar 2008 com muita tranqüilidade numa casa de praia longe da cidade, ou mesmo num apartamento na Atlântica, porque a simplicidade sempre cabe em qualquer lugar;
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4 – Outro Diane von Furstenberg muito simples e bonito. Funciona como o modelo com a joaninha, porém, é uma coisa de ‘Turma da Mônica’. Esse vestido fica muito bem para São Paulo, Rio, Recife, todas as cidades, porque é clássico e tudo que é clássico é perfeito;
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5 – Esse Carolina Herrera é uma produção bem bonita e sexy para uma festa social. Novamente é um modelo que entra em qualquer cidade, porque tem linhas clássicas e o comprimento, assim como todos os outros, varia de acordo com a vontade da cliente e as meias dão um toque de sofisticação à roupa;
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6 – É bem bonito esse modelo da Emporio Armani. Já vi a Paris Hilton com um desse numa revista americana. É um modelo simples, mas funciona para a mulher sexy aceitar convite para festa particular, uma coisa bem bonita em volta da piscina, com vista para o mar. Ou mesmo num grande salão paulista, longe da água. Tem atmosfera novaiorquina;
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7 – A sandália é horrível e é feia a produção com meia rasgada. Acho muito feio mulher com os dedos de fora. Mas, como o assunto é réveillon... E muita gente passa na praia mesmo, na areia... Enfim, uma sandália mais delicada ou mesmo descalça para atirar flores no mar de Copacabana, no mar da Bahia. Mas esse vestido Anna Sui não é específico para ficar na areia, Entra muito bem numa festa particular do tipo open-house;
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8 – O vestido clássico Diane von Furstenberg está bem bonito – mesmo com sandália. Funciona como o número 2, a beleza simplificada, ideal para o verão e tem esse brilho dourado que é uma tendência para esta estação;
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9 – Procurei uma coisa nacional que entrasse bem para uma festa social de réveillon e esse vestido Ronaldo Ésper, apesar de ser engordativo com essas listras horizontais, é um modelo simples e bonito para uma festa social. Claro que por conta das listras, a mulher tem de ser muito magra, a menos que ela não se importe em parecer mais gorda. A cauda é sinal de que só se usa se for festa black-tie (homens de smoking), algo como o baile que acontece no Copacabana Palace, digamos;
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10 – O vestido Chanel é bonito e entra bem em qualquer cidade, mas essa calça por baixo está uma produção bem feia. Com brincão, meia e sapato de salto alto, entraria nas mesmas festas do vestido de número 5;
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11 – Uma coisa esportiva e despreocupada esse Balenciaga, ideal para quem adora cor e tem personalidade bem atrevida – porque mesmo que a pessoa não seja atrevida, vai passar a ser usando um vestido tão estampado. Gosto muito de tudo que o Ghesquière faz e ele é para mim um dos mais importantes estilistas da atualidade. Sem contar que é um dos mais elegantes homens de Paris. Eu aconselharia colocar sapatilhas;
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12 – Outro vestido Emporio Armani, bem simples, na linha do número 6. Gostei de tudo: cores, produção. Está perfeito. Só que raramente funciona para a mulher comprometida, porque não acho que são todos os namorados que se sentiriam bem com uma mulher tão decotada e com as pernas de fora. Claro que os tempos são de uma liberdade bem aparente em tudo e você conhece seu namorado, marido;
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13 – Outro vestido Carolina Herrera, mais longo, bonito para ir numa festa em qualquer cidade, num casamento, é um vestido muito fácil;
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14 – Muito dourado, cromado, listras claras e escuras como recurso para alargar o quadril nesse Dolce & Gabanna. É uma produção que combina bem com a fashion victim brasileira, porque fica uma coisa bem enfeitada para uma festa ou evita os colares e os brilhos e sai para jantar com o namorado. É um vestido bonito, simples, ao mesmo tempo em que alarga o quadril, ele alonga o pescoço, só que tem linhas que derrubam os ombros.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Diário - Lembrando o Amigo Márcio Bertola | por Jamill

Hoje recordei meu querido e inesquecível amigo Márcio Bertola, que morreu recentemente aos 52 anos e foi um dos mais importantes jornalistas sociais e escritores de Minas Gerais, com trânsito livre em todas as principais reuniões da alta sociedade mineira, carioca e paulista. Amante das artes, das boas maneiras, amigo de pessoas muito especiais como o simpático Governador Aécio Neves, o chique Carlinhos Ferreira que saiu de Minas Gerais para brilhar na moda em Nova York, a sempre elegante e simpática Ângela Gutierrez, os tradicionalíssimos das famílias Andrada e Bia Fortes e muita gente bacana. Sempre educadíssimo e muito elegante, Márcio gostava da minha arte e me incentivava aceitar convites para expor e ser publicado em tudo que aparecia em Minas Gerais. Eu achava divertido. Quando fiquei sabendo de sua morte eu fiquei estático (!). A lembrança de seu nome me veio numa conversa, logo fui reler o livro “É Proibido Esquecer”, que ele escreveu e que tenho devidamente autografado – a capa é uma pintura do Mário Mendonça, ‘O Vento da Tarde’, de 1983. Uma das coisas que eu mais admirava no Márcio como figura social era a pontualidade que ele tinha e a objetividade em tudo. Se ele me mandava um cartão, fax ou fazia telefonema convidando ou avisando sobre algo, era sempre simpático e tudo bem prático, curto e suficiente. Com um bom humor memorável. É quando pessoas queridas, como o Márcio, se vão, que vem a certeza da importância de que devemos viver o máximo possível ao lado dos nossos amigos. Nós sabemos quando somos bem-vindos, quando somos queridos; então, vamos conviver mais com nossos amigos, aprender com eles e guardar boas recordações. Porque, é isso que vale.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Click & Jet Set - Maria Mayrink Veiga, a Neta de Carmen, no Baile de Debutantes do Hotel Crillon, em Paris | por Jamill Barbosa Ferreira

Todo mundo estava em pura ansiedade para ver a jovem Maria Mayrink Veiga Frering, 16 anos e 1,80m, neta da jet-setter brasileira Carmen Mayrink Veiga – considerada a mulher mais elegante da América do Sul e uma das mais elegantes do mundo –, no sofisticado Baile de Debutantes do Hotel Crillon, em Paris. Não é nada fácil receber convite... Para entrar no grupo, as jovens precisam ser descendentes de celebridades internacionais, o top do top, de várias áreas. Maria herdou da mãe, Antonia (casada com o megaempresário Guilherme Frering), e da avó Carmen a extrema beleza que foi somada aos olhos azuis paternos. Fotografada para as principais revistas e jornais do mundo, ela usou um luxuoso vestido rosa da alta costura de Valentino e foi apadrinhada pelo costureiro em pessoa. Nada mais natural, pois além de vestir sua avó, sua mãe e ela mesma, Valentino é amigo íntimo dos Mayrink Veiga. Do Brasil, além da Maria, só mais uma brasileira estava no baile: Gemima McMahon, de 16 anos, filha de Assíria Nascimento e enteada do Pelé – que não foi ao baile –, ela usou um lindo vestido Elie Saab e bastante elegante, assim como a Maria, representou muito bem o Brasil. A presença da jovem Maria nesse baile - ela com toda a carga genética de elegância -, nos faz reviver um mundo de pura sofisticação que aos poucos vai voltando, como se nossa geração jamais tivesse experimentado uma fase vazia de bailes, luxo e muita beleza.
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Fotografias: Jornal do Brasil e ABACA Press.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

"Soy Cafona!" | Viajando com Malas Novas

Não há coisa mais cafona, em matéria de viagem, do que usar mala nova – se é viagem internacional, então, o negócio piora. Aliás, qualquer acessório com cara de novo é muito, mas muito cafona. Até hoje, uso as mesmas malas de quando eu era adolescente. Quando uma pessoa compra um conjunto de malas para ostentar a grife, acaba não sabendo que a grife representa qualidade e não ostentação. Então, não é coisa descartável, que tenha de trocar todo o tempo; é para a mala durar muito mesmo, só isso. Há muita coisa na vida que é para sempre: sapato, roupa, mala. Se você está começando agora, no meio dessa onda "nouvelle riche", e acabou de comprar uma mala bem nova, trate de envelhecê-la. Qualquer coisa vale. Ligue para alguém em Manaus ou Porto Alegre, combine tudo, encha a mala com papel de embrulho e despache-a para lá muito bem embalada. Em seguida, a pessoa contatada despacha de volta. Ou, quando tiver de ir ao supermercado, ponha a mala nova no porta-malas com as compras por cima. Encher a mala de coisas bem pesadas e atirá-la escadaria abaixo duas vezes, três, quatro vezes. Cada um que encontre uma saída. Depois de bem surrada, marcada, aí sim, você mantém ela bem guardada para as viagens, recheada com papel. Uma beleza! Agora, se você adora usar mala nova, coisa reluzente de tão nova, fazendo toda essa questão de mostrar que acabou de comprar e que está viajando, que acha isso uma coisa assim sensacional, é um direito seu; mas, trate de colocar um dente de ouro para entrar bem no clima.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Moda - Versace Para o Armário do Homem Brasileiro | Primavera/Verão 2008

Não sou muito fã de azul, mas gosto de preto. Na coleção primavera/verão 2008 da Versace, Alexandre Plokhov apresentou muita coisa azul e preta. Gostei de tudo. Calças em cintura alta, camisas em estilo polo e casacos de um só botão. Um dos detalhes que mais me desagradou foi que há muita coisa justa, calças e camisas. Ninguém deveria usar roupa justa, a menos que seja por trabalho, que faça montaria ou vá pilotar uma moto, por exemplo, que a roupa não pode ser folgada para impedir que prenda e aconteça um acidente. Muitos colarinhos sem botão, apropriados para cerimônias mais formais. Mas, há também a gola padre, que é esporte. Gostei da pouca inovação nas cores dos sapatos, quase tudo marrom e preto – mas, havia um sapato caramelo aqui e ali, que é uma cor horrorosa para sapato de homem. Sugestões clássicas, com combinações de cores simples causando um efeito chique. Selecionei 11 modelos da coleção, os que mais me agradaram e que combinam com o clima brasileiro. Vamos às fotos:
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1 – Apropriado para o homem moderno que acaba de fazer uma palestra em Brasília e já voa para São Paulo porque tem de fazer uma entrevista, por exemplo. As cores são simples, mas não menos chiques por isso. Combinações perfeitas e confortáveis. É uma roupa que entra de manhã e à noite com a mesma atmosfera e facilita muito, porque a camisa e a gravata podem ser de qualquer cor. E os sapatos podem variar facilmente entre preto e marrom;
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2 – Essa é uma coisa muito chique. Note a calça com brilho acetinado, que é uma tendência de sempre na moda, que deixa a roupa muito mais bonita e que acabou voltando em muitas coleções como, por exemplo, a apresentada recentemente pela Dolce & Gabbana para os homens. É fácil imaginar, com essa combinação, o homem ir numa exposição em São Paulo e depois sair para almoçar ou mesmo jantar com a namorada. Gostei muito dessa produção;
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3 – É novamente uma sugestão chique para o dia-a-dia, ideal para homens com trabalho corrido, que vai pegar metrô e tem de estar bem apresentável em qualquer lugar. Os bolsos com zíperes e o tecido impermeável revelam o conforto e a tranqüilidade de poder cumprir todos os compromissos com tudo bem protegido da pressa, movimentos bruscos e incidentes de percurso. O detalhe na gola faz ótima diferença, dando mais sofisticação visual;
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4 – Um dos prediletos dessa coleção, absolutamente simples, confortável, chique. Mas, eu substituiria a calça por uma risca-de-giz. É roupa banal, para o dia-a-dia;
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5 – Tem todo um ar esportivo. Os sapatos caramelo eu não aconselho para ninguém, melhor seria um mocassim marrom (sem meia, sempre). Ideal para personal trainer bem alinhado e moderno do Rio, São Paulo, Recife, que sai da academia, do trabalho, põe uma roupa bem bacana e vai almoçar com a namorada ou vai numa loja escolher um presente para ela;
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6 – Funciona igual ao modelo anterior, é roupa apropriada para homens esportivos. Precisa ter um braço bonito para usar. Como é roupa sem mangas, nada de sair para almoçar sem um casaco;
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7 – Resolvi colocar esse aqui para explicar a funcionalidade que é. Com essa produção você vai em casamento de manhã ou a noite. Pode e deve repetir o mesmo terno pela vida toda, enquanto ele estiver muito conservado. Com a facilidade da escolha de camisa e gravata na cor que quiser. Pode ir para o escritório, sair para jantar com sua mulher, namorada ou com um grupo empresarial para fechar um novo negócio. Ainda há possibilidade de substituir a calça por uma cinza para compromissos durante o dia (mesmo para ir num casamento). Para ocasiões menos formais, use camisa com botão no colarinho. É uma roupa indispensável no armário de qualquer homem de qualquer idade e que já tem de ir a casamentos;
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8 – Pode parecer um estilo dark, pela mistura de vermelho e preto acetinados. É look noturno. Ideal para ver uma exposição, ir ao teatro, enfim, compromissos que sempre se estendem com um jantar depois;
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9 – Eu gosto muito do look em preto total. Esse, especificamente, é o mais luxuoso dos pretos totais que passaram na coleção. Sabe quando você recebe um convite para uma formatura com o absurdo do “Traje Esporte Fino”? Pois bem, é exatamente esse estilo que eu aconselho para cumprir um convite que pede um traje que simplesmente não existe. Ou é esporte, ou é fino. Não quero dizer que a produção esteja errada, pelo contrário, ela é correta para compromissos noturnos, tem bem um clima novaiorquino, paulista. Ideal para compromissos sem exigência de traje, para ver um desfile de moda, receber uma homenagem, formaturas, etc.;
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10 – Elegante para jantar fora, ou mesmo em casa particular quando é coisa íntima. Entra muito bem em compromissos noturnos de verão nas cidades litorâneas. Também funciona como o traje anterior. Apesar de ser um preto total, passa muita leveza;
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11 – É um look esportivo e noturno. Você vai num barzinho, vai namorar, pegar alguém no aeroporto ou mesmo quando tiver de ir em shopping center. Eu substituiria o cinto vermelho por um marrom, sapatos marrons e calça azul. Até porque cinto e sapato da mesma cor é bem chique em qualquer tempo.

Beleza Masculina - Cosmética Masculina Com Praticidade | High Recharge da Biotherm Homme

Acho importante que o homem, em qualquer idade, cuide de sua beleza, mantenha a pele sempre bonita, saudável. Mas nada exagerado e tudo com o máximo de praticidade. Estar atento às novidades do mundo estético é, no mínimo, preocupar-se com seu bem-estar e sua apresentação para o mundo - isso também envolve auto-estima. Agora, sou contra exagerar e mergulhar no rótulo metrossexual. Mantenhamos o mínimo. Uma dica que eu experimentei e que passa longe de ser uma frescura ou exagero, é o High Recharge – Biotherm Homme, "o concentrado hidratante e anti-fadiga non stop", que fornece importante dose de energia diária para a pele masculina e pode/deve ser usado desde muito cedo para combater as marcas da idade, a aparência de cansaço que vem do stress. O resultado é uma pele mais bonita, saudável e resistente – inclusive às mudanças climáticas. Tudo porque o produto é rico em Ginseng puro (que estimula a microcirculação cutânea), sais minerais, oligoelementos e vitaminas. A pele fica lisa, harmoniosa, com marcas de expressões suavizadas. Há também uma combinação de extrato do salgueiro branco e ácido aspártico que estimula o sistema defensivo da pele e a reparação celular dia após dia, fortalecendo a pele contra as agressões do dia-a-dia e do tempo. O preço no Brasil é bem acessível e os resultados são percebidos logo na primeira aplicação. Mesmo se fosse um produto bem exclusivo, valeria a pena, porque diante de tanta tecnologia visando à manutenção diária do nosso corpo para que possamos chegar muito bem à velhice, seria estacionar no tempo não se render aos bons produtos. Evite encher a bancada de seu banheiro com muita coisa que você vai acabar esquecendo e invista no mínimo de qualidade e praticidade. Com High Recharge você tem confiança de estar usando um produto de qualidade mundial e desenvolvido especificamente para os homens, cada vez mais ocupados e interessados em praticidade.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Moda – O Homem Chique, Muito Chique, Chiquérrimo | Valentino em Primavera/Verão 2008

A primeira vez que escolhi, sozinho, um blazer para mim, foi um modelo marrom de Valentino. Eu nem estava preocupado com a questão do marrom ser uma cor discriminada na moda – porque na antiguidade os serviçais nos castelos usavam uniformes marrons – e até hoje eu uso muita coisa dessa cor. Nunca me importei com isso. Eu sempre gostei de marrom, e sempre gostei das criações assinadas pelo Valentino. Mais tarde, descobri os grandes ombros e lapelas de Yves Saint Laurent, mas isso já é outra história, gosto das criações e dicas vindas dos dois. A mais nova coleção do Valentino para o verão Europeu é de um luxo simplificado. Clássico. Os comprimentos são duma perfeição tão fora de série, que dar vontade de você comprar tudo. Ombros equilibrados, calças até o ‘peito’ do pé. Mocassim sem meias. Blazers e paletós com dois ou três botões. Simplesmente o básico para qualquer cidadão cosmopolita circular da América do Sul até o extremo Oriente. As cores também são bem bonitas; e quem tem calça em tons de vermelho, saiu muito no começo da década de 90, já pode voltar a usar, suavemente ajustada à perna, com combinações em bege, creme, cinza. Não tem homem que fique visualmente deselegante com uma roupa Valentino. Então, você pára e pensa: “Mas essas roupas são pesadas, eu vou fritar no calor tropical”... Impressão sua. Pode ate parecer que isso vai acontecer, se você é marinheiro de primeira viagem em moda; mas se fosse assim, não faria sentido o Valentino ser o mestre que ele é na moda. Eis uma vantagem de comprar uma boa assinatura. Os tecidos mudam de uma estação para outra; para o calor brasileiro, nada mais adequado que tecidos baseados em algodão, linho. Alguns com poliéster para não marcar muito. Os tecidos estão cada vez mais modernos e inteligentes, muito resistentes, confortáveis e suaves. E se você não vai comprar as criações do Valentino, pode pelo menos seguir as idéias de cores. Mas uma coisa é obrigatória: preste atenção nos comprimentos. A não ser que sua moda seja uma coisa malamanhada.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Click & Exposição - O Furor Nas Curvas da Beleza | Marilyn Monroe

Está quase passando a exposição das fotos da Marilyn Monroe no MAM-Rio e se você não foi, trate de ir ver, porque é uma coisa assim, bem bonita. Achei esquisito que as fotos foram retidas na chegada a São Paulo, enquanto tanta coisa que verdadeiramente não deveria entrar neste país continua entrando. Bom, voltando à exposição... Nua, em lençóis brancos e musselinas, com um ar bem sofisticado. Em nada aparece um único sinal que revele sua tão comentada tristeza nem seus problemas; pelo contrário, ela aparece suavemente sorridente. Tinha duas belas fotos com roupa - num vestidão preto, por exemplo. Clicadas pelo fotógrafo Bert Stern, as fotos foram feitas 1 mês antes da misteriosa morte da atriz e as imagens passam mesmo uma coisa bem ‘íntima’, digamos. Porque, não havia grande produção de nada na época, 1962, nem interferência no resultado das fotos. Não é a toa que ela até hoje é listada como uma das cinco mulheres mais sexy do mundo, porque é mesmo um mito, uma coisa imorredoura. Do Rio, a exposição vai para São Paulo. Ainda tem tempo para quem não viu. Vai perder? Não vai.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Moda - Masculinidade Moderna e Engordativa na Moda de Karl Lagerfeld | O Homem Chanel

São muitos e-mails que chegam pedindo para comentar moda masculina. Pois bem, aqui vamos nós... Muita coisa bem bonita na moda masculina em Paris. Com exceção de uns detalhes aqui e outros ali, eu gostei do que Karl Lagerfeld desenhou para os homens – sim, porque Chanel não é só para mulher. Até agora são poucos estilistas que fazem para os homens uma moda verdadeiramente masculina, que atrai mais clientes, sem vagar pela androginia. Eu, por exemplo, sou bem clássico com relação a isso e gosto quando vejo um resultado que não inova muito o armário do homem – mas, admito que acabei adotando os cromados blazers de Givenchy. Essa coleção da Chanel, especificamente, é formada basicamente por branco, azul e preto. Golas grandes, largas. Calças largas demais – nada que um ajuste não resolva. E aposto que o próprio Lagerfeld não usaria uma calça branca tão larga, que engorda e ainda mais caindo em cima do sapato, parecendo barra italiana que causa a impressão de menos altura. Por falar em Lagerfeld e tecidos folgados, sempre achei que a peça que mais combina com ele é o caftan, mas jamais o vi vestindo um. Voltando a coleção, achei feio o símbolo do dollar em algumas peças (blazers) – ficou uma coisa tão cafona, igual usar mala nova em viagem. A peça mais bonita que vi foi o macacão jeans, mesmo assim lá estava o cifrão. Então, vamos para a análise individual:
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1 – Esse é o macacão que eu gostei e que adotei. Muito confortável, não tem complicação com acessórios, é uma peça bonita. As estrelas, que marcam a coleção, por dentro. Os sapatos prateados são bem bonitos - quem me conhece vai ficar abismado com esse comentário, porque eu só uso sapato preto ou marrom, mas desses prateados eu gostei. Enfim, essa produção ficou toda bem bonita, moderna;
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2 – Gostei desse blazer 'Wally' (Onde está o Wally?), porém, é mais um sinal de que o Kaiser criou uma coleção para engordar os homens. Listras horizontais, todo mundo sabe, deixam a pessoa mais larga. Eu adoraria que na época que estive gordo, essas coleções tivessem aparecido, mas não aparecia nada. Agora que estou um vara-pau, lá vem o Lagerfeld com essa mania. Vai entender, né? Mas, atenção: não há nada de errado em ser gordo, desde que a saúde esteja bem. Felizmente, há na moda recursos ótimos que deixam os gordos bem elegantes, o que não é o caso desta coleção;
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3 – Agora aqui sim está a cara do Karl Lagerfeld. Não há nenhuma novidade na produção, mas gostei dos ombros. A calça com a barra caindo em cima do sapato, parece até que pegou o número errado. Mas, ta valendo... Agora, note a camisa com as atrevidas listras horizontais justo na barriga (!). Só pode ser provocação; não é, monsieur Lagerfeld?
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4 – Uma camisa listrada (vermelho e branco) ficaria bem melhor que essa camisa branca. Não sou muito fã da mistura de branco com preto. Ou tudo branco, ou tudo preto. Mas, nada é proibido. O que não me agrada é a largura dos canos da calça que desaba em cima do sapato. Mas fica ótimo em quem é muito alto e magro e se incomoda com isso;
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5 – Muito branco, peças largas e listras horizontais: engordar o homem. Porém, um detalhe que bate de frente com a intenção da roupa: a enorme gola em V que aumenta a linha do pescoço e aparenta mais altura. O Karl Lagerfeld parecia estar brincando quando fez essa coleção;
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6 – Não gostei desse. Mas se fosse sem gravata, com uma jaqueta (mesmo listrada) e sapatos prateados ficaria um look mais bonito, em sintonia com os outros. Uma observação muito importante é que só põe gravata quem vai usar terno. Só camisa e gravata, não;
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7 – Também não gostei. Apesar do jeans, que é muito confortável hoje em dia, parece que a intenção era criar o pijama do Tio Patinhas.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Moda - Belo Efeito Com Facilidade | Louis Vuitton

Quando vi esse modelo de Louis Vuitton eu achei uma beleza – lurex e lamé. A idéia não é nova, mas os tecidos sim. Se você parar para pensar, roupas nessa atmosfera trazem um ar dos filmes do Hitchcock. O mais bonito está, antes de tudo, nos comprimentos e depois na coordenação de cores, tecidos modernos. Gosto muito do dourado misturado com tons de verde e marrom. Igual ver uma mulher com vestido vermelhão e jóias de ouro com esmeraldas. Apesar do brilho, é look para o dia. Mangas levemente ajustadas com um cinto que marca cintura. Nem precisa de jóia. Eu penso que está voltando o interesse das mulheres pelo corpo violão. Pelo menos é o que tem parecido quando vejo a volta de roupas que marcam cintura (o cinto faz essa função), aumentam a 'cadeira' (a saia bem dourada se responsabiliza pelo efeito) e o peito (toda roupa sem decote, automaticamente causa impressão de mais busto). Isso é muito bom. E com uma roupa assim, a mulher bate São Paulo, Londres, New York e Tokyo; porque é o tipo de roupa que entra no vestuário de mundo. Será que é sinal de que o bom-gosto aliado aos recursos em produção, que enaltecem o corpo dispensando as cirurgias plásticas, estão voltando à moda? Tomara que sim.

domingo, 18 de novembro de 2007

Moda & Livro – 'O Modismo Dos Livros Sobre Moda' | Coleção Moda Brasileira

A Cosac Naify lançou 5 livros sobre os considerados mais influentes estilistas brasileiros (Lino Villaventura, Walter Rodrigues, Alexandre Herchcovitch, Glória Coelho e Ronaldo Fraga), chama-se 'Coleção Moda Brasileira'. Eu gostei do resultado, adoro o trabalho do Walter Rodrigues; só que, dos cinco, o que mais gostei foi o livro sobre o Lino Villaventura, porque ele para mim é o maior estilista brasileiro de hoje. Tem estilo próprio e faz criações muito bonitas para homens e mulheres, figurinos para televisão, shows, cinema. No livro tem até fotos daquela famosa naja bordada com cristais swarovski que é uma verdadeira obra de arte do Lino Villaventura. Muita coisa não é novidade, como a história da transição do Alexandre Herchcovitch de uma moda underground até a de hoje que é apresentada em New York, lojas no Japão. Os livros sobre Glória Coelho, Walter Rodrigues e Ronaldo Fraga também trazem essa importância da identidade própria na criação e os universos distintos e interessantes – senão não faria sentido que os livros fossem feitos e publicados. Eu acho que a coleção ficou bem bonita e toda documentação é importante, sobretudo na área de moda, que até hoje no Brasil isso é uma coisa bem crítica, pois nunca apareceu um trabalho que mostrasse o Dener Pamplona de Abreu unicamente como profissional, por exemplo, com suas técnicas e detalhes de criações, tudo que aparece em torno dele faz referência apenas ao personagem público criado pelo próprio Dener e que é rotulado de fútil e afetado. Achei ótimo que a Cosac Naify também disponibilizou espaço aberto para que colaboradores enviem materiais e complementos informativos para a próxima versão do “Dener, O Luxo” – baseado no original de 1972. Esse primeiro, dos anos 70, que foi escrito pelo próprio Dener, é repleto de fantasia, ideal para curiosos, mas acaba não sendo de grande utilidade como material de pesquisa acadêmica para os estudantes de moda. Há muito mais para ser dito sobre o Dener e eu espero que as editoras atentem para isso e que façam livros com suas técnicas, forma como ele fazia moda, análises de suas criações, tudo em torno de sua profissão. Muitos estudantes de moda nem têm idéia de quem foi o Dener, porque pouco se pode aprender com seu exemplo profissional. Também cito o trabalho na moda feito pelo Clodovil Hernandez, grande personalidade brasileira e atualmente deputado, mas que pouca gente conhece as criações de moda dele, sempre tão bonitas e cuidadosamente bem-feitas. É uma infinidade de riquezas. A Cosac Naify está de parabéns pelo interesse na preservação de todas essas informações sobre a moda e pela tentativa de resgatar informações sobre a moda de ontem, que é muito importante para a história brasileira nesse setor.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Filme & Moda - Personalidade e Anatomia no Vestuário de 'Sin City' | Estudando o Figurino

Sin City é filme com corpos esculturais. Então, nada mais natural que siga um dos pontos mais fortes na visão contemporânea da moda, que é exibi-los. E o guarda-roupa feminino é atrevidamente anárquico. Um exemplo é a personagem Gail (Rosário Dawson), com toda aquela beleza, suspensa em salto agulha e com correntes e armas, fazendo da roupa um reflexo de sua coragem, liberdade e individualismo. Tudo muito erótico... Bom, vai depender de como você quer ver a personagem: sedutora ou livre. Uma observação importante, presente no filme, é que os penteados refletem muito do temperamento das personagens. Gail e a garçonete Shellie (Brittany Murphy), por exemplo, têm os rostos livres da interferência de uma franja ou de mechas. Isso causa impressão de um temperamento corajoso e destemido. Mas, não é uma estratégia usada apenas em filmes, é um recurso para o dia-a-dia – de acordo com sua personalidade na vida real. Personagens mais ‘suaves’ como a dançarina Nancy Callahan (Jéssica Alba), com aquele corpo escultural, com um ar de doçura e fragilidade por conta da franja no cabelo; em alguns momentos, a garçonete Shellie toma uma identidade confusa, que também é revelada pelo penteado. Tudo em torno de um vestuário mínimo de lingerie, gabardine e peças andróginas que mexem com a imaginação. Assim como uma das mais interessantes personagens, a samurai Miho (Devon Aoki), com seu estilo oriental, legging, sapatilhas e maquiagem, tudo muito atual, com mais tecidos sobre o corpo e não menos sexy que suas amigas. O filme é uma constante troca de identidades e tudo isso é revelado através das roupas e acessórios. O figurino feminino é atrevidamente sexy, fugindo do charme da provocação sem malícia. Então, você me pergunta em qual época da moda viveria Sin City (?). A resposta não é outra senão a época de hoje, afinal de contas a maior parte das mulheres da vida real acabou aderindo a um grau de insatisfação estética com a moda, como se os recursos e tecidos utilizados não tivessem mais tanta importância diante das soluções cirúrgicas (silicones, retirada de costela, etc.), dessa maneira, as peças diminuíram, os decotes e fendas aumentaram, revelando corpos esculturais, que são o que há de mais buscado hoje em dia na questão estética através de exercícios e cirurgias plásticas. O vestuário masculino não muda muito, nem em filmes inusitados como esse. Sempre com sobretudos impermeáveis, seja de couro ou camurça com aplicação sintética, é tudo muito simples, mas com caimento perfeito. Ombros alinhados. Um detalhe ou outro que representa bem o estilo de ontem, como os sobretudos escuros, e o estilo de hoje, como o All Star vermelho do Dwight (Clive Owen). Apesar desses contrastes, muita coisa remete aos anos 40. Numa atmosfera ‘noir’. As roupas masculinas revelam uma função importante quando são apresentadas na penumbra, em instante de determinação do suspense, valorizando o papel de cada personagem. Apesar de ‘Sin City’ ser o apelido de Las Vegas, nos Estados Unidos, tanto os cenários quanto a inspiração para as roupas têm mais a ver com Nova York. E como ‘The Big Apple’, a moda em Sin City também varia muito, de forma despreocupada, criativa, muitas vezes ousada.
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Por Jamill Barbosa Ferreira, para 'Estudo Sin City', Florianópolis-SC

sábado, 10 de novembro de 2007

Moda - Acredite se Quiser, é um 'Ronaldo Ésper' | Naomi Campbel

Quando apareceu na Vogue a foto da Naomi Campbel correndo pela usina de açúcar no Nordeste, usando bonito vestidão, as pessoas todas achavam uma coisa inusitada. A surpresa maior veio quando revelou-se o estilista que assinou o vestido: Ronaldo Ésper. Muita gente acha que o Ronaldo Ésper é polêmico, que ele faz uma moda “clássica demais”, o que seja; mas que esse vestido ficou fenomenal, ficou. Já vi de perto alguns vestidos para noivas assinados por ele e é tudo um trabalho bem bonito. Só não concordo com os decotes. Agora, esse vestido usado pela Naomi é bem luxuoso e feminino, com meias e sapatos fechados então, aí fica ‘super’. Atualmente tenho notado que as mulheres estão cada vez mais masculinizadas, poucas são vaidosas hoje em dia e há pouco interesse pela produção. Acho isso uma pena, porque a mulher tem de expressar feminilidade, todo o charme de tudo o que uma mulher pode ter. Recentemente fui jantar fora e me surpreendi quando vi entrar no restaurante uma mulher lindíssima, magra, com tubinho de tafetá, salto bem alto, meias e um cabelão bem bonito, descobrindo o rosto. Brincos bonitos. Biótipo e produção perfeitos. O movimento do cabelo, a delicadeza dos gestos, era tudo muito feminino, muito chique – porque era com naturalidade. O rapaz que estava com ela parecia encantado; mesmo que não estivesse encantado, seria impossível resistir ao encanto de tanta feminilidade num mundo que atualmente anda tão masculinizado. Todo homem ficaria orgulhoso ao lado de uma mulher assim: feminina, delicada, que usa do que pode para realçar sua beleza. A produção conta muito e o vestido usado pela Naomi, correndo pela usina, imprime feminilidade e poder à imagem de quem o usa.
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Fotografia: Naomi Campbel para Vogue.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Televisão - Gioconda no Estilo Carmen Mayrink Veiga e Lenir no estilo Hildegard Angel | Marília Pêra e Guida Viana na Novela ‘Duas Caras’

Quando fui avisado sobre a Gioconda, personagem de Marília Pêra na novela ‘Duas Caras’ (Rede Globo), logo tratei de ligar a televisão e ver – um dia, dois dias, uma semana. As revistas confirmavam e eu achei que faz um pouco de sentido. O estilo da personagem é inspirado na jet-setter Carmen Mayrink Veiga. E a amiga da Gioconda, a Lenir (Guida Viana), é inspirada na Hildegard Angel. Mas, atenção, as semelhanças ficam só no estilo visual (roupas, cabelo, jóias, maquiagem) e mesmo assim, muita coisa não combina de verdade. A Marília Pêra imprime à Gioconda um temperamento sutilmente atrapalhado e cômico, isso também acontece com a Lenir. Outro papel na televisão com inspiração na Carmen Mayrink Veiga foi a Laila, interpretada por Christiane Torloni, em ‘Um Anjo Caiu do Céu’ (2001), também na Rede Globo, e novamente a semelhança era no estilo visual – saiu, na época, uma matéria na revista Elle. Papéis como Gioconda, inspirados numa mulher tão deslumbrante e encenados por atrizes como Marília Pêra, merecem mesmo ser chamados de especiais.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Moda – Um Viva ao Melhor de John Galliano | Alta Costura Dior

Se há na alta moda de John Galliano uma beleza indiscutível, aqui está: a extravagância e ostentação do desfile outono/inverno 2004. Resumo o desfile todo no primeiro vestido. Com um gigante rabo-de-peixe cheio de dobraduras naquela armação bem rodada, rubi. Difícil é a mulher passar, com esse vestido, do show comercial que é o desfile, para um baile black-tie sem se entupir de remédios que impedem as necessidades... Um risco (!). Caso contrário seria penoso... Somos humanos, tudo é possível. A maquiagem pálida que faz referência à antiguidade, quando era chique a mulher ser ociosa – continua sendo, mas muita coisa mudou. O grau de ociosidade da mulher estava totalmente ligado ao sucesso do marido nos negócios, nas atividades. Então, na época, a palidez era muito desejada porque indicava a falta de atividade; muitas reforçavam com maquiagens ou pela loucura de tomar vinagre, muito vinagre, antes de sair para uma recepção, um compromisso qualquer. Porque, repito, era muito chique ser fraca, pálida e ociosa. Se desmaiasse, então, era o ápice do chique. Voltando ao vestido, a interpretação da modelo, ao som de Little Richard, deu todo um ar de sofisticação, modernismo. Com toda a pose e nariz empinado necessários para uma roupa tão extravagante. Esse foi, sem dúvida nenhuma, o mais bonito desfile feito por Galliano... Como tudo tem um preço, imagina-se a dificuldade de entrar num carro, subir uma escadaria e até aproximar-se das pessoas para cumprimentá-las. Isso me faz lembrar de um episódio so chic... Certa vez, saindo de um baile black-tie, a chiquerésima jet-setter brasileira Carmen Mayrink Veiga, que tem centenas de vestidos da alta costura, precisou da ajuda de 6 garçons para conseguir descer uma escadaria com seu gigantesco e rodado vestido da alta costura francesa. Tudo na alta costura é assim, exagerado, grandioso... Bem chique.

sábado, 13 de outubro de 2007

Moda - O YSL Que Não Recomendo | Stefano Pilati para YSL, primavera-verão 2008

A vida anda uma correria... Outubro, para mim, já começa o ritmo de final de ano. Mas, eu não deixaria de comentar o que apareceu no desfile primavera-verão 2008 do Stefano Pilati para a Yves Saint Laurent, em Paris. Antes das bombas, é importante deixar claro que sempre gosto das criações masculinas do Pilati – gosto e uso. Mas, quando vi essa coleção, compreendi que quando, há um tempo atrás, o Yves Saint Laurent de tão chocado com o que viu acabou passando mal, mas passou mal mesmo, enquanto via desfile dessa nova YSL, é porque ele teve fortes motivos. E, completando, o Pilati teria ficado magoadíssimo e desconfiado. Pois bem, vamos ao que interessa. De tudo o que foi apresentado, dois ou três modelos se salvaram e mesmo assim não são criações novas, nem têm cortes ou comprimentos inéditos/criativos. É tudo a mesma coisa... Sabe quando você vê na rua uma pessoa com camisa de tricoline e calça jeans? É a mesma impressão que se tem ao ver esse desfile. Pode até ser que essa misturada seja o fashion de hoje, mas... Triste de quem aderir ao fashion de hoje visto por Stefano Pilati. Escolhi quatro modelos para comentar, porque é demais.

1 – Horroroso o símbolo grande da YSL no peito, não há nada mais cafona do que marca grande e/ou bem visível. É o típico boi marcado. Você já viu aqueles bois com marca da fazenda, do criador, feita com carimbo de ferro quente? É bem isso. Tão cafona quanto colocar foto de político na murada da casa, do prédio. Com exceção dessa marca grandona no peito e da calça larga demais, o modelo passa;

2 – Gostei desse. Belas cores, cortes, tudo bem suave e moderno, ideal para qualquer lugar do mundo. Agora, o bolero é largo demais, uma coisa malamanhada; é o de menos, afinal, cada um escolhe a largura que quiser, mesmo se quiser ficar assim, uma coisa malamanhada;

3 – Engorda a mulher, fica parecendo que pegou uma bata 5 números acima e foi trabalhar com tosa no pet shop;

4 – Gostei do equilíbrio dos ombros, mas é uma misturada sem pé nem cabeça. Parece uma garçonete, ou uma recriação da comissária de bordo do Concorde, que saiu apressada e colocou uma coisa metade uniforme e metade saia de passeio.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Moda - Prêt-à-Porter De Mundo | Galliano e Dior em primavera-verão 2008

De novidade não teve nada, mas... Serei bondoso. Lembrando tudo o que apareceu nos anos 20 e 30, naquela magnífica atmosfera andrógina de Marlene Dietrich, o prêt-à-porter de John Galliano para a Christian Dior primavera-verão 2008 veio bem bonito. Detesto comentar prêt-à-porter, mas vou fazer dessa vez. Você lembra da coleção com base em Madame Butterfly? Repetiu-se a base, digamos... No ritmo de Englishman in New York, de Sting, as modelos desenrolavam o desfile. Gostei do branco com cartola que lembra o jazz dos anos 30, eu só mudaria o comprimento da calça, mas tinha coisa mais bonita que isso. Gostei da perfeição dos ombros. Cores perfeitas. Chapéus, toucas e boinas. Ele mais acertou do que errou. A arranhada veio no final, quando ele apareceu com as pernas de fora, gravata desfeita e com aquela pose…[risos]… Coisa feia, Galliano. Destaco os prediletos nas fotos, numerados e comentados abaixo.

1 – Gostei da cor, da modelagem. Ideal para ser usado em casamento, quando o homem usar terno completo ou até mesmo black-tie (smoking), daí é só colocar brincos bem bonitos e grandes, dispensando colar;

2 – Esse vestido é muito fácil, pode ser usado em casamento, para ir numa festa qualquer: formatura, por exemplo. Daí põe um bracelete bem bonito, dourado ou prateado (pode ser fantasia, não obrigatoriamente jóia) e brincos bem grandes com pedras que mudam, por exemplo, pedra vermelha como rubi para ficar exuberante e pedra como topázio, amarelada, para a discrição. Ele causa impressão da cintura alta, que sempre considerei um luxo. Ideal para mulheres magras;

3 – Esse vestido é ótimo para a mulher supersexy, porque ele serve para fazer charme com esse decote bem fundo. Mas ele muda se você coloca um broche em cristal de rocha bruta para fechar mais o decote e ir num casamento, jantar com marido, namorado. A propósito, o broche ajuda muito se o marido/namorado for ciumento. Daí quando ele não estiver por perto, você tira;

4 – Outro que é muito fácil, você bate o dia, a tarde e a noite com essa roupa. Sem falar que os comprimentos ‘cabem’ em qualquer ambiente. Uma executiva moderna, por exemplo, pode sair do trabalho e ir direto jantar usando. Se quiser incrementar basta mudar os brincos ainda na sala de trabalho e/ou colocar várias daquelas pulseiras bem finas e douradas num único braço;

5 – Não há nada de especial nesse, mas gostei. Diminuindo o comprimento da calça fica ideal para o dia-a-dia no trabalho;

6 – O predileto de todos, tem todo um clima dessa moda de mundo. Você logo imagina a mulher com vida agitada de viagens pelo mundo, seja no Eurostar ou Shinkansen. Ombros perfeitíssimos. Não precisa de mais nada nessa roupa, porque a apresentação está ótima.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Beleza - A Dança Inesquecível | Princesa Diana e John Travolta

Se eu tivesse de escolher cenas de pura beleza no universo social, certamente a dança da Princesa Diana com o ator John Travolta, em 11 de setembro de 1985 num exclusivíssimo jantar black-tie na Casa Branca, seria uma das principais. Já imaginou se pudéssemos ver a chique e linda Valerie Steele comentando a cena e o vestido, o estilo sexy e tímido da princesa? Seria incrível! Foi uma coisa tão bonita, que no outro dia todos os jornais do mundo estamparam em primeira página e até hoje a dança é comentada. A princesa, linda e elegante como sempre, usava um vestido de veludo azul feito por Victor Edelstein, leiloado pela Christie’s e arrematado, em 1997, por $ 225.000 para ajudar a caridade. Daí, o valor do vestido superou o terno usado por Travolta em Saturday Night Fever, leiloado anos antes por $ 145.000. O vestido da princesa, então, tornou-se a roupa usada mais cara do mundo. Numa entrevista para The Mirror, Travolta disse que sentiu-se privilegiado por ter dançado com Lady Di e pela repercussão no mundo. Travolta não estaria num bom momento profissional, 'esquecido' como ator, teve sua carreira resgatada pela Princesa de Gales nesta noite, que ganhou rótulo de “a dança na televisão mais memorável da história”. "That was an amazing moment because I was having a dip in my career and no one was interested in me. Suddenly, I was the only thing that mattered in America due to Princess Diana and I was reborn. I was like, Wow. I matter to someone again. I was on the cover of every newspaper and magazine in the world and someone as significant as Princess Diana reminded everyone of me. It was a wonderfully special moment of her fulfilling a dream and giving me a new value", disse Travolta. Mesmo hoje, tantos anos depois, as pessoas se arrepiam quando vêem a cena. Depois de ver essa dança, de pura beleza e leveza, você vai ter de decidir se aceita ou não viver cada dia da sua vida com mais qualidade, na intenção de fazer permanecer cada bom momento, mesmo quando você tiver de sair de cena. Assim como fez, naturalmente, Lady Di. Um luxo!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Moda - O Vestido e o Choque de Geração | Yves Saint Laurent

Desfilava no Hotel Intercontinental, em Paris, a coleção primavera-verão, ano 2000, da alta costura de Yves Saint Laurent, tudo parecia comum na coleção Le Jour in Saharienne, Le Soir in Gitane, a repetição bem-vinda, o bom gosto de sempre. Observo, então, quase hipnotizado, a entrada da Laetitia Casta, que trazia toque moderno e 'atrevimento' no espaço daquele que para mim é o maior nome na moda do Século XX para frente, numa tentativa apressada de entrar no novo ritmo da moda de hoje. O vestido de noiva, em plumas brancas, que foi apresentado como pura obra de arte, jamais para uma cerimônia, quebrava todos os protocolos, tinha atmosfera ousada. Muitíssimo bem representado e encenado pela linda modelo. Apesar disso, o vestido aparentemente simples, tornou-se um dos alvos na minha lista das mais belas criações da alta costura. Afinal, era impossível YSL não sofrer transformações ao longo de tantos anos. Mas, também deixou claro que a mudança, apesar de chique, atrevida e atraente, não vingaria, por ser caminho sempre evitado pelo costureiro. E que Yves Saint Laurent estava declinando. Um ano e duas coleções depois, ele parou. O vestido marcou o futuro que não houve e o começo do distanciamento de um luxo tão nababesco que, agora, ou você tem ou não tem.

por Jamill Barbosa Ferreira

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Moda – Um pouco de Valentino e de Alta Costura | A Aposentadoria de Valentino Garavani

A primeira vez que vi desfile do Valentino Garavani, a Nadja Auermann desfilava um vermelhão cheio de babados, pensei: “ele faz a mulher sexy”. Para vestir um Valentino com a competência sonhada pelo criador, a mulher precisa ter allure, finesse, aplomb e glamour. Mas, agora, com a publicação da aposentadoria, Valentino que está habituado aos aplausos saison após saison, cansou-se dessa repetição de um velho filme – mas de muito bom gosto. Num mundo em que a alta moda, a verdadeira, regida por costureiros que desde sempre respiraram o mais puro e delicado ar de perfeição, conforto e luxo, preferiu ficar na gaveta, esperando cessar a bagunça de exageros e deslumbramentos dessa nova alta moda. Não é um bom momento para a moda. A legítima alta costura era uma coisa tão luxuosa, que só por saber o que você usava de roupa, automaticamente já se imaginava sua personalidade, temperamento. Havia a mulher YSL, a mulher Valentino, a Givenchy, enfim... Essa escolha era feita de acordo com a inspiração e preferências dos estilistas e da criatividade deles na incorporação dos recursos da moda em suas criações artísticas – porque alta costura era arte. Então, a mulher baixinha que se incomodava por ser baixinha, ela recebia decotes em V (que alongam o pescoço), acessórios menores para causar efeito visual favorável. A mulher que tinha pouco seio era coberta por criações sem decote (visualmente aumenta o busto). Era uma profusão de recursos, soluções para cada tipo (físico e personalidade) de mulher - de homem também, em outra linha. Tudo isso junto formava a alta costura, a roupa sob medida, exclusiva, inimitável. Na moda de hoje há uma mistura de tudo, os recursos não são mais usados nem explicados corretamente. Nasceram as fashion-victims. E então, as pessoas mais apressadas (o mundo exige pressa) preferem o bisturi. Param de comer. Adoecem. A beleza na moda transformou-se numa 'ditadura', num sistema baseado em seguir não mais a roupa, que era feita de acordo com as preferências e necessidades, mas pela obsessão de querer ser exatamente idêntica à modelo de passarela. Afinal, só assim, e teoricamente, tudo o que é mostrado ficaria bem. O resultado poucas vezes agrada a personagem dessa ilusão; na maioria das vezes as fashion-victims mergulham em crises depressivas e acabam tristes, artificiais... Sem volta. Eu espero que essa fase da moda acabe passando, assim como passou o Século XVIII com aquelas perucas com mais de 5 metros que era preciso haver empregado (vários, se precisasse) para equilibrar, com grandes garfos, essas gigantes perucas nas cabeças mais ricas e nobres da França. Ou, mais tarde (anos 70) e num tom terrivelmente cafona, quando apareceu a moda do gel com gliter, do vinil verde-limão. Eu realmente espero que a moda de hoje passe. Estou muito triste com o aviso da aposentadoria do Valentino, mas sinto-me honrado por viver no Terceiro Mundo e mesmo assim ter tido tempo e oportunidade para vestir sua grife, mesmo prêt-à-porter, conhecer sua moda. Então, sempre que eu quero fazer charme e não passar despercebido - Como se, no Brasil, uma pessoa de 1,90m pudesse esconder seu caminho – trato de envergar um Valentino bem bonito. Afinal, o que é forte e de qualidade, é eterno. Agora... Quem vai ficar para apagar a luz?

sábado, 15 de setembro de 2007

Moda – Um Novo ‘Ontem’ à Frente | John Galliano

Fúcsia. Eu sempre gostei dessa cor. Pouca gente usa no Brasil, nem sei o motivo, vai ver é falta de prática. É sempre uma cor que desperta, na moda, o amor platônico: namorar a roupa pela vitrina, pela revista, pela televisão. Mas usar que é bom, poucas mulheres que topam. E se não é pela cor, é pela modelagem: atualmente tudo tão justo, mínimo. Hoje em dia é tiranizante a obrigação de você ser magra para entrar na alta moda – mas, permita-me uma digressão, você tem de saber que se uma mulher, mesmo que seja um trovão de gorda, se ela quiser um vestido da alta costura, ela o terá. Todo mundo me escreve e exige: “Jamill, elogia o Galliano!” Minha gente, não é fácil... Mas, também não é impossível. O John Galliano pode ter errado em muita coisa, mas nessa criação fúcsia (cor magnífica), os erros, mínimos e não menos importantes por isso, resumem-se à produção: pernas sem as meias (opacas) e os sapatos – uma coisa tão nova-rica (!) no Estoril. Eu preferiria ver sapatos (de salto alto) fechados ou algum 'sapato-meia' - apresentados pelo Alexander McQueen assinando Givenchy nos anos 90. Com as meias e os sapatos fechados, aí sim a nota seria 10. Mas chega perto. É um Galliano ideal para assistir casamento, jantar, enfim: quando o homem tiver de colocar terno completo. Obviamente que a cliente pode escolher o comprimento que quiser. O luxo fica por conta do tecido acetinado e do corte; as mangas justas também. É também muito fácil, porque nem precisa por jóia e a maquiagem pode/deve ser mínima. A cabeça, que é apenas acessório do show comercial do desfile, pode sim ser usada pelas corajosas. Por favor, perdoem-me os gallianistas, mas Yves Saint Laurent já fez essa criação, de modelagem idêntica. Essa criação, YSL apresentou na coleção outono/inverno - 98/99 (acho que o Galliano tem revisto muito esse desfile). Na versão YSL, a blusa é em musselina, modelo idêntico. Mas, justiça seja feita, ele não fez isso sozinho. Bill Blass também tem buscado nas casas Givenchy e Dior de ontem a inspiração para muita coisa no ritmo da Jackie Kennedy Onassis. Bom, Manuel Bandeira dizia “tudo é milagre”; na moda do Galliano é carona – está sendo. Mas que ele acertou, acertou. Aplausos para ele, por favor.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

'Movimento: Vale a pena ler de novo' | Meme

DIANA VREELAND: LUXO E ELEGÂNCIA - 2005
[Reescrito - 2007]


Diana Vreeland (1906-1989) foi uma mulher exuberantemente luxuosa. De cabelos pretos e curtos, a pele era branca e maquiada. Uma atmosfera vermelha: batons, esmaltes, paredes de casa, paredes do escritório. Tudo vermelho e luxuoso. Ela viveu intensamente o presente, não o passado ou o futuro. Fazia exatamente o que lhe dava prazer em estilo, moda, porque tinha temperamento forte e sabia que agradava sendo exatamente assim, tão natural. Sua história mostra toda a carga que ela teve de suportar para não se deixar abater quando, por exemplo, sua mãe a comparava com a irmã ou a rotulava de "feia". Talvez, daí tenha surgido toda a força do seu temperamento e a convicção de que era necessário formar sua personalidade baseada em tudo o que ela própria queria que fosse, não interessava beleza ou comparações.Para Diana Vreeland, interessava autenticidade e peculiaridade. E para isso ela só precisou ser ela mesma. Mme Vreeland não seguiu nada nem ninguém e refletiu para as mulheres a capacidade de cada uma assumir sua própria humanidade, despertando a beleza individual. Ela não se preocupou em se amargurar e se recriminar por acontecimentos do passado, também não lhe interessava perder tempo imaginando o futuro. Ela viveu o seu presente. E é aí que está a graça. É aí que está a imortalidade da chique Diana Vreeland, que trilhou naturalmente um caminho de glamour: por 25 anos foi editora de moda da Harper’s Bazaar, em seguida assumiu a diretoria da Vogue. Em 1971, quando deixou a Vogue, tornou-se consultora do Costume Institute of the Metropolitan Museum of New York, organizando exposições de estilo e moda que permanecem e sempre serão comentadas. Autora de D.V. (foto), sua autobiografia - que sem querer comparar, mas já comparando: tem a mesma fórmula da primeira edição do brasileiro “Dener, O Luxo”, publicado originalmente em 1972 pelo estilista Dener Pamplona de Abreu - é um livro muito divertido, cheio de tiradas ótimas e acontecimentos aparentemente regados por muita fantasia, mas não menos reais por isso. Que vale a pena qualquer pessoa que goste, consuma ou estude moda ter um em casa. Além de DV, o mito Diana Vreeland também escreveu Allure, que inclui ‘estudo fotográfico’ com Greta Garbo, por exemplo. Também escreveu sobre Yves Saint Laurent, a moda de Hollywood, colaborou com livros sobre grandes nomes da moda, do jet set e do cinema, além de produzir belos catálogos para o Metropolitan Museum e exposições fotográficas e de moda pelo mundo. Novamente volto ao ponto da despreocupação com o passado e o futuro. O tempo, que só apaga e desfaz, praticamente apagou a visão de Diana Vreeland nos seus últimos meses de sua vida ("os meus olhos cansaram de ver tanta beleza", teria declarado), mas o tempo não desfez e nem desfará sua lição de estilo para o mundo.

Post referente ao Meme (Movimento entre Blogs “Vale a pena ler de novo”). Repostagem e reedição do texto original “Diana Vreeland: Luxo e elegância” por Jamill Barbosa Ferreira (Publicado em 15 Março 2006, Rio de Janeiro).

Movimento entre Blogs “Vale a pena ler de novo” - Meme


Informações:

1 – Qualquer blog convocado pode participar;
2 – O blogueiro que participar deve escolher entre os textos postados de sua autoria o que mais gostou e então republicá-lo. Pode trocar foto e modificá-lo de algum jeito;
3 – Exibir o texto: “Movimento: Vale a pena ler de novo” no ‘post’, para identifica-lo como participante, juntamente à essas regras;
4 – Convocar mais 5 blogs para esse movimento colocando os links deles no seu post republicado.
5 – Caso seja convocado mais de uma vez, se quiser, o blogueiro pode republicar mais algum ‘post’ de sua escolha.

Idealização: http://www.oticamiope.blogspot.com/
Indicação:
www.claudialis.blogspot.com


sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Casamento - 'Até que a Moda os Separe'


Muitas noivas têm se sentido inseguras diante das novidades que aparecem na moda. O que a noiva e a mãe da noiva devem escolher?
Como reagir a essa ou àquela novidade? Como é que é, afinal de contas, a noiva de hoje em dia? Só há uma saída: vasculhar tudo e buscar uma solução em cima do muro. Numa busca pelas criações mais recentes da alta costura, consegui várias combinações que mantém esse 'ar moderno' e tão valorizado pelas maisons e ao mesmo tempo mantendo a importância da questão protocolar num casamento. Felizmente, a indumentária masculina não muda, pelo menos não mudou até agora. Como conseguiram tirar a casaca de circulação, não me admiraria se o smoking e os fraques saíssem de cena por puro capricho dessa moda atual que mais parece um peru bêbado. Tenho me rendido aos blazers 'cromados' de Givenchy, não vou conseguir passar daí. Mas, resistindo às digressões e voltando ao assunto principal (casamento), o noivo que não quiser usar fraque, pode usar terno marinho completo (em qualquer horário). Agora, apresento duas sugestões de noivas com inspirações barrocas - apesar do 'modernismo retroactivo' que é uma coisa reinventada, mexida e remoída temporada após temporada. A primeira e menos interessante apresenta a noiva feita por John Galliano. Cintura alta, saia armada e uma terrível fenda que mostra as pernas - recurso inadmissível numa cerimônia religiosa. Fenda fechada(!). A mãe da 'noiva Galliano' usaria um Jean Paul Gaultier vermelho ou no tom que quisesse, comprimento correto, ombros alinhados. Precisa ser magra para ficar bem, mas, na dúvida, ela pode fazer uma cirurgia e tirar 2 ou 4 costelas um ano antes - é assim agora. A segunda noiva é a mais bonita, feita por Christian Lacroix, está perfeita - apesar da renda com transparência que não me agrada muito, mas...essa pode. Para uma noiva tão sofisticada, uma mãe de noiva bem exuberante, usando um dourado de Valentino com casacão 'salmón' rodeado por um babado bem grandão. Se é verdade que os novos tempos exigem uma nova noiva, toda dica é importante, desde que os vestidos da noiva, da mãe da noiva e das convidadas estejam de acordo com uma cerimônia religiosa: sem decotes, sem fendas. Isso nunca vai mudar. No mais, não esqueça que você, a noiva, sempre diz a última palavra com relação à decoração, ao vestido. Ela topa ou não, independentemente do horário, do mês do ano. O melhor conselho é: faça do seu jeito, mas faça bem. Respeitando as questões protocolares, tudo fica mais fácil, bonito, atemporal. Se não for assim, é melhor desistir. Já pensou começar tudo com 'bagunça'; depois, então, como vai ficar (?). Ou não.
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Festa: Não há obrigação nenhuma de fazer festa. Não tendo festa, os noivos despedem-se na igreja.
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Música: Não conheço no Brasil nada mais chique do que chamar a Orquestra do Ed Costa para embalar uma recepção de casamento. É simplesmente um luxo.
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Convite: O mais simples possível, em papel branco ou pérola com letras pretas em 'itálico' e com relevo.
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Vestido da Noiva: Se a mãe mantém o vestido que ela usou, o ideal seria restaurar e a filha usar o mesmo. Depois passar para a neta e assim por diante. Mas se a mãe da noiva não teve esse cuidado de preservação, a filha pode começar. Mesmo que não seja uma noiva da alta sociedade, que vá arrastar um Galliano ou um Guilherme Guimarães pela igreja, o importante é saber que não há regra com relação ao tipo de tecido e tamanho do vestido. Se ela quer fazer vestido de veludo ou cetim, ou misturar tecidos, por exemplo, ela decide. Em casamento pode tudo, menos quebrar o protocolo (ler 'decotes e fendas')..
Decotes e Fendas: Em casamento não se usa decote nem fenda. Se o vestido é decotado, cubra o decote durante a cerimônia religiosa, há muitos recursos (bolero, shahtoosh, etc.), descobrindo o decote apenas na recepção.
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Comprimentos: Madrinha, convidada e mãe da noiva só devem usar longo se é casamento à noite. Assim mesmo, o comprimento vai até o 'peito' do pé. Mas não é obrigatório usar longo à noite. Só não deve usar longo de manhã nem pela tarde.
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O Carro: O ideal seria um carro de família, mesmo um Landau ou quem tem um Rolls Royce - a idade do carro não importa, o que importa é a tradição dele e que esteja bem reformado. Na falta de um carro com história na família, pode-se alugar. No mínimo um Chevrolet Omega marinho e no máximo uma moderna Rolls Royce Phantom - se puder encomendar bordados minúsculos das iniciais do casal ou da noiva nos bancos e na mesma cor dos assentos, é um luxo. Evite limusine, a não ser que a limusine seja de família e tenha levado todas as mulheres de sua família para a igreja - é a questão do carro com história familiar.
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Calça: Antigamente mulher não usava calça em casamento, em igreja. Até hoje isso é muito discutido. Mas eu não vejo problema nenhum.
Jeans: Usar jeans em casamento é erradíssimo, é ir contra tudo e contra todos. Jeans é esporte. Uma pessoa que pretende usar jeans em casamento é melhor nem ir e mandar um cartão desejando felicidades, porque aparecer de jeans em casamento é uma grande bagunça.
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Branco e Preto:
É uma superstição e quem é católico não tem superstição. Todas as cores são permitidas em casamentos. Cor é cor. A noiva é sempre a noiva, ninguém vai tomar o lugar dela. Uma vaidade desnecessária diante de um acontecimento único na vida do casal. Se for assim, quem tem cabelo preto ou branco agora vai ter de pintar de colorido para poder ir num casamento? Vamos parar com isso.


Jamill Barbosa Ferreira - jamillbarbosaferreira@hotmail.com

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Livro - O Livro Completo de Etiqueta de Amy Vanderbilt | Manual do Luxo

Lançado há mais de 50 anos, O Livro Completo de Etiqueta de Amy Vanderbilt é reconhecido internacionalmente como o mais importante livro sobre comportamento. Além de ser um manual de etiqueta, com ilustrações feitas por Andy Warhol, essencial para qualquer iniciante ficar sabendo desde a arrumação dos talheres até o posicionamento dos padrinhos de casamento no altar, o livro serve como garantia para uma vida mais chique. Todos os protocolos estão explicados no livro. Modelos de convites, cartões e correspondências para inúmeras ocasiões. Explica serviços internacionais, com dicas de gorjetas e tudo é muito prático, usando o dollar como 'moeda base'. Tudo isso num só livro recheado de informações sobre todos os assuntos imagináveis e inimagináveis da vida quotidiana, corporativa e social. Depois, surgiram outros livros até parecidos. Mas tem uma coisa. Só O Livro Completo de Etiqueta de Amy Vanderbilt foi escrito por uma jet setter com total conhecimento no assunto. Riquíssima e elegante, Amy Vanderbilt foi a maior especialista em etiqueta dos Estados Unidos. A obra vem sendo atualizada por especialistas de nível internacional escolhidos à dedo. Deixaram sua marca nele a elegante Nancy Tuckerman, ex-chefe de cerimonial da Casa Branca e porta-voz de Jacqueline Kennedy e há colaboração de Nancy Dunnan, vinda do universo executivo, que já foi colunista da Your Money Magazine e autora de outros livros sobre comportamento. O livro ganhou, na versão para a América do Sul, comentários e atualizações do maior nome brasileiro no jet set internacional, elegante de berço e muito, mas muito competente no assunto: Carmen Mayrink Veiga. É um luxo. Nem precisa dizer mais nada.


O LIVRO COMPLETO DE ETIQUETA DE AMY VANDERBILT
Reescrito e atualizado por Nancy Tuckerman e Nancy Dunnan
Comentado e atualizado por Carmen Mayrink Veiga
EDITORA NOVA FRONTEIRA
PÁGINAS: 944

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Moda - A Nova 'Velha Ombreira' | por Jamill

Eu sempre considerei a ombreira um recurso bem chique, nem importa dizer que "já passou". O que é bonito não passa nunca. Obviamente que há variação de altura, tamanho e material, mas que elas são ideais no equilíbrio da roupa e na beleza da postura, isso são. Para minha satisfação, tenho visto cada vez mais criações com ombros bem armados. No embalo, selecionei três criações vindas do universo feminino. Começo comentando uma 'criação' de quem ultimamente só tem me desagradado, John Galliano. É um bonito vestido azul, claro que, com exceção do comprimento e do tecido, não é nenhuma novidade, mas os ombros estão perfeitos. Na década de 90, mais especificamente na coleção 98/99 (outono/inverno), Yves Saint Laurent apresentou um modelo quase idêntico, em crepe escuro, chumbo. O que muda é o corte das mangas... Até o cinto era igual. Mas enfim, sem mais críticas nem comparações, esse azul é, além de um belo vestido, um exemplo de ombros bem bonitos. O modelo "dark" é um Gucci, a jaqueta tem ombros bem pontudos, tudo preto, parece tirado das convidadas para 'The Eighteenth Century Woman' do Costume Institute of the Metropolitan Museum, pela Diana Vreeland. Mas, os ombros estão bem alinhados, tudo muito justo, seguindo essa tendência de mostrar as linhas do corpo - atualmente moldado por cirurgias plásticas. É preciso ser muito magra para usar um negócio desses. Agora, o predileto dos três é esse modelo Balenciaga, ultramoderno com ombros armados, aparentemente fácil, sem nenhuma intenção 'sexy', mas muito provocante. É raro elogiar alguma coisa que mistura apenas preto e branco, mas merece. Porque, além de ser bonito, causa o efeito de alongar o corpo. Não há dúvida de que tudo que 'acaba', um dia volta. Os caminhos sempre se cruzam novamente. Na moda, então, nem se fala. Seja o que for, a maior lição está sempre no passado.

[Fotografias: Marcio Madeira]

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Vídeo - Le Train | Yann Tiersen

Esse vídeo é muito bonito - arte. Sublime. Quem ama uma mulher comum (ela é uma dona de casa) e também é amado, já é feliz... apesar do lado cinzento da vida. É a captura dos diálogos, a esperança por uma novidade, utilidade que levanta e revive o casal. Capturam e percebem realidades das pessoas e acho que se tornam melhores em notar que a ilusão que há nos grupos, camuflando dificuldades e problemas, os mantém no chão, avisados. Isso é literatura para os tranquilos. É lindo.

domingo, 19 de agosto de 2007

Beleza - Irresistivelmente Sedutora | Camila Pitanga

Jornais e revistas se apressam quando ela vai aparecer na festa, no programa de televisão, participar da novela. Toda a mídia registra cada passo desse furacão dourado de alegria e beleza que tem, merecidamente, estampado capas e mais capas de todas as revistas que tenho lido pelas manhãs, semana após semana. É inevitável que, quando uma pessoa de bom gosto quiser buscar um foco de beleza brasileira, a linda Camila Pitanga fale mais alto. Mas ela não é apenas bonita. É deslumbrante. Estampando a capa da Vogue deste mês ela novamente expressa todo seu talento domando a moda, televisão e cinema, publicidade. A Camila Pitanga só não consegue domar o assédio da imprensa, dos fãs. E que continue assim. Ela é bonita por natureza e representa o triunfo da beleza autêntica. Virou moda. É quando ela vai para o comercial e muda a cor do cabelo, o estilo de vestir, que as fãs querem copiar. Mas a Camila Pitanga é tão bonita que ninguém presta atenção no principal: por mais imaginação e habilidade que você tenha para copiá-la, tudo o que ela faz é comum. Então, qual é a mágica? A mágica é 'ser' a Camila Pitanga. Só ela pode. E se você não é a Camila Pitanga, procure olhar uma foto dela, ou pelo menos imaginá-la. Seu dia será mais bonito.

[Fotografias: Capa revista Vogue agosto/2007; revista Contigo ed.1649; por Marcio Nunes / Photo Rio News]

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Moda - Bom Gosto Contemporâneo | Nicolas Ghesquière


Ele é um dos homens mais chiques de Paris e um craque em matéria de moda. Perseverante ao extremo, Nicolas Ghesquière, enviava croquis de vestidos para várias casas, até que entrou para a Agnès B. Foi, também, assistente nas criações de Jean-Paul Gaultier. Depois, em 2000, quando 'estourou' na Balenciaga, a imprensa começou a perceber do que ele realmente é capaz. Ele turbinou, com muito bom gosto, a grife. Mas isso não começou aí, vem de antes, quando aos 21 anos entrou para o time Balenciaga. Gosto muito do estilo dele e do estilo que ele cria para os outros. Vestidos absolutamente atemporais, seguindo uma tendência da moda que agrada e marcou grandes pontos, como a alta costura de Yves Saint Laurent que não apenas foi feita para a mulher de 20 anos, como também para a mulher de 100 anos. Eu acho isso muito inteligente. E Nicolas Ghesquière tem esse jeito todo. Ombros perfeitamente alinhados, como gosto, com tecidos 'chamativos' aliados à cortes e comprimentos modernos. Ele é o criador perfeito para as ricas modernas, cosmopolitas, descendentes de poderosos nomes, bonitas por natureza ou por plásticas, decididas. Jamais deslumbradas. A moda não é apenas tecido, é também alma e é isso que a cliente 'top' busca numa criação: enaltecer sua alma. Mesmo os criadores mais 'fechados' sempre deixam escapar um toque de modismo, algum movimento desconexo, incompreensível, infrequente, com que tentam dar forma ao que sentem diante dessa insensatez na moda. Não estou dizendo que seja ruim ousar, mas o importante é saber dosar. Nicolas Ghesquière tem essa medida exata, de forma que sem esse dom natural e essencial num estilista, costureiro e criador, a moda seria movida apenas pelo instinto comercial, não teria, apesar do luxo, a camada de glamour, imaginação/criatividade e refinamento que só um criador com muito temperamento e personalidade pode imprimir numa criação. Só de você olhar a cara do Nicolas Ghesquière, já tem tremenda segurança em usar o que ele cria. Ele sabe do próprio valor e isso é muito, muito chique.

[Fotografias: Nicolas Ghesquière e Anna Wintour; duas de suas criações printemps/été 2006 (abaixo) e 2008 (acima).]

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Moda - O Café Requentado de Galliano | Os 60 anos da Dior

A comemoração dos 60 anos da Dior e dos 10 anos da 'criação' de John Galliano para a grife, segunda-feira 02/07/2007, na Orangerie do Palácio de Versailles, aconteceu em clima de fantasia e luxo fabricados. O grupo LVMH, que comanda a grife, se esforçou. Mas, apesar das caras e bocas do John Galliano, posando para as fotos e envergando seu estilo chamativo em fantasia de toureiro dourado e azul, nada do que foi usado pelas modelos foi verdadeiramente uma novidade. O toque contemporâneo ficou mesmo por conta das maquiagens - e olhe lá (!). A não ser que o espectador seja novato, é impossível não comparar detalhes gritantes do que foi apresentado com o que já veio antes - muito antes - sob outras assinaturas. Na platéia, dentre outros convidados e com olhar atento, estava o chique Pierre Cardin. Tudo bem, nem seria nada demais se muito de tudo relembrasse unicamente a Dior, a 'identidade' Dior, porque o evento foi para isso. Mas, a comemoração fez um aparente circuito por outras maisons. Olhando, de cara você aponta como uma criação 'desse' ou 'daquele', a 'identidade Dior' se misturou. No meu primeiro contato com a alta costura, ainda adolescente, lembro-me perfeitamente de uma coleção assinada por Christian Lacroix que certamente foi 'a base' para o vestido usado pela Linda Evangelista. Na verdade, esse evento da Dior foi um balaio de criações já feitas por outros costureiros e copiadas por várias maisons com o passar dos anos. Gisele Bündchen, linda como sempre, incorporou um 'ar' de Ava Gardner num preto que mais parecia um Yves Saint Laurent - a base é o Tailleur Bar que Christian Dior fez, com mudança nas medidas do saiote, desta vez no estilo lápis. A propósito, a inspiração para os 45 modelos desfilados foi uma 'viagem' pelas artes: Rembrandt, Monet, Picasso, Velázquez, Goya, Boldini, Sargent e Renoir. Para quem não sabe, até a inspiração temática é uma das principais características de Yves Saint Laurent, que sempre inspirou-se nas pinturas para compor suas criações. O vestido apresentado por Naomi Campbel lembra, e muito, uma criação de Karl Lagerfeld no fim dos anos 80 para Chanel. Sem falar em muita coisa que 'veio' de Givenchy, Ungaro. É fato que a Dior, liderada por um grupo poderoso, fez um evento luxuoso, mas foi tudo um grande desenho em papel carbono. Essa 'receita', de reviver a moda, também 'visitou' o desfile da Chanel, na terça-feira, com muitos cetins, plumas e paetês, mas isso já é outra história. A alta costura mudou muito nos últimos anos, a economia mudou e as compradoras diminuiram muito. Porém, com exceção da nova-rica, que é a parte deslumbrada e fantasiosa da clientela, a outra parte tem a mulher que vem de um grupo que sempre consumiu alta costura. E aprendeu com a mãe, com a avó. Então, talvez o Galliano esteja testando uma 'mudança' com base no passado, com finalidade de agradar gregos e troianos. Só ele sabe. Afinal, para a LVMH, o que importa é vender muito. Mas, de novidade... nada.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Opinião - Brutalidades Contra os Animais


Eu tento, diariamente, ajudar os animais de rua como posso. Sou assim desde garoto e incentivo todos os amigos e desconhecidos que ajudem os animais. Cuido, arrumo quem adote e fico de olho em tudo. Também não vou à circos que tenham animais, sou absolutamente contra. "Ah, mas são bem tratados!", escuto muito, mas isso não me convence. Detesto vaquejada, rodeio e 'farra do boi'. Não vou, não apoio. Detesto quem se mete nisso. Ontem, avisado pelos amigos, vi pela tv e me emocionei com uma matéria no SBT, programa do Gugu, mostrando mais uma triste realidade dos cães e gatos de rua que são vítimas de humanos que envergonham nossa raça. Gente que amarra cães e gatos nos trilhos do metrô de São Paulo pelo desprezível, demoníaco e desumano "prazer" de ver o desespero e a morte desses inocentes animais. Mas, graças à Deus, existe um casal num dos pontos onde isso acontece, que muitas vezes consegue impedir o pior. Mas, não é sempre que essas duas pessoas conseguem livrar os animais da morte. Esse casal, a Lindaura e o José dos Santos, sobrevive com apenas 1.200 reais mensais e adotam dezenas de cães e gatos que são salvos da linha do trem. Você, eu, todo mundo sabe como é complicado ter de manter ração, remédios e higiene para tantos animais. Eu escrevo hoje para lhe pedir que entre em contato com a GANG DOS BICHOS, com a Dra. Ivana, pelo telefone 11 3618-3000 e se informe sobre como ajudar esse casal de alma tão caridosa e que merece todo nosso respeito e admiração. Ajude com remédios, alimentos, dinheiro, com o que for, mas ajude.
"Os animais dividem conosco o privilégio de terem uma alma" - Pitágoras

Por favor, leia o recado abaixo da SUIPA (Sociedade União Internacional Protetora dos Animais) sobre as brutalidades cometidas nos Centros de Zoonoses e faça sua parte ajudando a combater toda injustiça cometida contra os inocentes animais. Juntos seremos mais fortes.

Os CCZ´s - CENTROS DE CONTROLE DE ZOONOSES - são órgãos municipais existentes na maioria dos munícipios brasileiros. Alguns são conhecidos como "Canis Municipais" e são dirigidos pela Secretaria Municipal de Saúde ou pela Secretaria Municipal de Agricultura. Infelizmente, o trabalho que deveria ser realizado a favor também dos animais não humanos, dificilmente acontece... A palavra ZOONOSE significa: DOENÇA TRANSMITIDA DO ANIMAL PARA O HOMEM. Se esses órgãos foram criados para CONTROLAR as zoonoses, então não deveriam MATAR!! A realidade dos CCZ´s é muito triste em nosso Brasil. A primeira etapa é a CAPTURA INDISCRIMINADA E VIOLENTA de animais que se encontram em vias públicas. A presença de animais sozinhos, transitando normalmente e, livremente, pelas ruas ainda "incomoda muito" as autoridades. É uma questão puramente racista, preconceituosa, porque muitos animais - geralmente cães sem raça definida - passeiam durante o dia, enquanto seus "donos" estão trabalhando. Além disso, em diversas comunidades as casas não têm muro e, por isso, os animais saem e retornam ao anoitecer. A captura é feita de modo brusco, laçando de qualquer maneira animais desesperados que são LITERALMENTE jogados dentro de veículos imundos, velhos, contaminados e apinhados de outros animais amedrontados. Essas são as famigeradas CARROCINHAS DE CACHORRO. Em pleno século XXI, terceiro milênio, a maioria das autoridades sanitárias não aceita e não quer modificar e humanizar o controle de animais nas cidades. É mais "prático" e mais "barato" sacrificar seres indefesos... Controlar é esterilizar, vacinar, vermifugar, microchipar, fazer programas PERMANENTES, através dos meios de comunicação, conscientizando a população a não abandonar e dar um tratamento DIGNO E CORRETO aos animais. A falta de controle na venda de animais, tanto no comércio quanto nas ruas e, o descaso da população em não esterilizar suas cadelas e gatas, são as duas principais causas do alto índice de animais domésticos abandonados tanto nos abrigos quanto nas ruas e nos centros de controle de zoonoses. O mesmo acontece com a falta de controle na venda de animais silvestres, em estabelecimentos autorizados pelo IBAMA.A maioria das pessoas quer ter uma arara, um ferret, um iguana e outros animais "diferentes" em casa, mas não sabe como cuidar, não tem condições financeiras e nem físicas de mantê-los e, acaba comprando e abandonando-os em áreas verdes, interferindo no meio ambiente. Se, em sua cidade, existe um Canil Municipal ou Centro de Controle de Zoonoses ainda usando os métodos arcaicos, cruéis, ineficazes para controlar a zoonose, por favor DENUNCIE AGORA!
Seus dados serão mantidos, pela SUIPA, em sigilo! Entretanto, se houver alguma solicitação oficial, por parte de autoridades judiciais, para que a SUIPA informe a procedência da denúncia, os dados do denunciante serão enviados para a comprovação dos fatos. Por favor, escreva objetivamente o que presenciou, o que está ocorrendo "às escondidas" e nos envie, no máximo, 5 fotos para que sejam divulgadas neste site.
SOMENTE DESSA MANEIRA, TODOS NÓS PODEREMOS COMEÇAR A PRESSIONAR AS AUTORIDADES PARA QUE, OS RESPONSÁVEIS POR ESSES ORGÃOS POSSAM SER PUNIDOS E HAJA UMA MODERNIZAÇÃO NESSE TIPO DE CONTROLE DE ZOONOSES.


DENUNCIE CLICANDO AQUI:






Muito obrigado.


Com minha amizade,
Jamill

Hoje, dia 25 de junho, é o dia do Menino Jesus de Praga, meu santo de devoção. Acenda uma vela para o Menino Jesus de Praga na intenção pela paz no mundo e pela saúde e segurança dos homens e animais.