sábado, 24 de fevereiro de 2007

Comportamento - Ficção, Fantasia e Elegância | Nora Diggers Dinsmoor


Muitas das poucas vezes que presenciei a loucura, seja na arte ou na vida real, deparei-me com alguma coisa de luxo. Mrs. Dismoor é um bom exemplo que, feliz ou infelizmente, vem da ficção. Eu sempre fui fascinado pelo overdressed, sobretudo quando o rótulo é estampado por alguém com temperamento elegante e personalidade extravagante. Um mendigo pode segurar com elegância um copo de vidro para beber água, enquanto um magnata pode sentar-se à mesa com terno completo e mastigar de boca aberta. O temperamento é que conta, e temperamento não muda nunca - nem com a 'loucura' que só destrói a casca que é a personalidade. Loucura, arte, ficção e autenticidade. Mrs. Dismoor é visualmente uma obra de arte, de luxo - e que unhas bem-feitas (!).

2 comentários:

Claudia Lis disse...

Olá,

Conheci o seu Blog na Comunidade Prazeres Amélie Poulain.
Uma grande personalidade a Mrs Dismoor.
Grandes Esperanças não é isso?
Como poderia esquecer?
Bem pontuado! Muito bom quando você comenta sobre a extravagância na personalidade dela. O modo dela de encarar a vida, além dos ensinamentos que transmite a Estella, refletem esse exagero e alienação.
Enfim, é um conto muito bonito e uma personagem que merece destaque.

Quando você tiver um tempo, espero que faça uma visita no meu Blog.

Até mais

Claudia Lis disse...

Olá Jamill,

Acertou em cheio nos comentários ao meu texto! Obrigada! Muito sinceros!
Grande observação sobre a forma como a chamam.
Mrs Dismoor.
Compartilho com você essa dúvida.

Interessante como cada pessoa percebe uma informação importante nos filmes.
Na verdade, o trecho de Grandes Esperanças que me chama mais atenção é o primeiro momento em que Finn e Estella, já adultos, estão a sós no quarto, após voltarem de uma festa. A forma tímida e suave como ele a toca transmite uma grande pureza e leveza a cena. Ele foi tão carinhoso, que mesmo ela “programada para não amar”, digamos assim, se deixou entorpecer ao toque dele. Momento lindo!

Outro momento que considero importante é logo no início do filme, quando o fugitivo Arthur, ao se esconder no barco, pedi auxílio ao pequeno Finn. A inocência daquela uma criança não o faz perceber o perigo e assim ele acaba ajudando aquele infrator tranqüilamente e com satisfação.

Depois de tantos comentários me deu vontade de assistir ao filme novamente!

=)

Beiios