sexta-feira, 30 de março de 2007

Novena Ao Menino Jesus de Praga


Quem me conhece sabe da minha devoção, desde criança, pelo Menino Jesus de Praga. Sempre mando para meus amigos um livro pequeno com a novena, vindo direto de Arenzano. Ontem um amigo, Leo, me pediu a novena. Então, para dividir também com você que visita o blog, aqui está a oração. É uma novena muito milagrosa. E não esqueça nunca de acender uma vela todos os meses no dia 25, pois o dia do Menino Jesus de Praga é dia 25 de junho. Eu ainda rezo todas as noites a Coroinha do Menino Jesus de Praga e aconselho que você faça o mesmo. Depois, comente aqui a graça atendida.





NOVENA AO MENINO JESUS DE PRAGA

Ó dulcíssimo Menino Jesus, consciente de minha pequenez, prostrado a Vossos pés, dirijo-me a Vós, que sois todo meu. Tenho grande necessidade de Vossa ajuda. Lançai-me Vosso olhar de piedade. Vós, que sois onipotente, vinde socorrer-me em minha necessidade.
Pai Nosso - Ave Maria - Glória ao Pai
Por Vossa divina infância, ó Jesus, concedei-me a graça que insistentemente vos peço (faz-se o pedido), se for para o meu bem e conforme Vossa vontade. Não olheis os meus pecados, mas minha fé, e Vossa grande misericórdia.
Oração
Ó Deus, que constituístes Vosso Filho Unigênito como Salvador do gênero humano, e lhe destes o nome de Jesus, concedei-nos um dia poder contemplar no céu Aquele cujo Santo Nome veneramos na terra. Amém.

Segundo Dia
Ó celeste esplendor do Pai, em quem brilha a divindade, profundamente vos adoro e vos confesso verdadeiro Filho de Deus. Ofereço-vos a humilde homenagem de todo o meu ser. Não permitais que jamais me separe de Vós, meu Sumo Bem.
Pai Nosso - Ave Maria - Glória ao Pai
Por Vossa divina Infância... (a oração prossegue como no primeiro dia)

Terceiro Dia
Ó Menino Jesus, ao contemplar Vossa face, sinto uma grande confiança em Vós. Sim, tudo espero de Vossa bondade. Irradiai, ó Jesus, Vossas graças sobre mim e meus entes queridos. Assim poderei cantar Vossa infinita misericórdia.
Pai nosso - Ave Maria - Glória ao Pai
Por Vossa divina Infância... (a oração prossegue como no primeiro dia)

Quarto Dia
Ó Jesus, reconheço-vos como meu soberano absoluto. Não quero servir o demônio, nem às minhas paixões e pecados. Reinai, ó Jesus, neste pobre coração e tornai-o Vosso para sempre.
Pai Nosso - Ave Maria - Glória ao Pai
Por Vossa divina Infância... (a oração prossegue como no primeiro dia)
Quinto Dia
Eu vos contemplo, ó dulcíssimo redentor, revestido de um manto de púrpura. Este é o Vosso uniforme real. Como me evoca o sangue! Sangue derramado por mim. Fazei, ó Jesus, que eu corresponda a tamanho sacrifício e não recuse nenhum sofrimento por Vossa causa.
Pai Nosso - Ave Maria - Glória ao Pai
Por Vossa divina Infância... (a oração prossegue como no primeiro dia)

Sexto Dia
Ó amabilíssimo Menino, ao contemplar-vos segurando o mundo, meu coração se enche de alegria. Também a mim sustentais em todos os momentos de minha vida, Vós me guardais como Vossa propriedade. Cuidai de mim, ó Jesus, e socorrei-me em todas as minhas necessidades.
Pai Nosso - Ave Maria - Glória ao Pai Por Vossa divina Infância... (a oração prossegue como no primeiro dia)

Sétimo Dia
Sobre Vosso peito, ó Menino Jesus, brilha uma cruz, eis o estandarte de nossa redenção. Eu também tenho minha cruz, ó Divino Salvador, bem mais leve que a Vossa, mas mesmo assim me angustia. Ajudai-me a carregá-la, para que eu possa colher seus frutos. Bem sabeis o quanto sou fraco.
Pai Nosso - Ave Maria - Glória ao Pai
Por Vossa divina Infância... (a oração prossegue como no primeiro dia)

Oitavo Dia
Junto à Cruz, vislumbro sobre Vosso peito, ó Menino Jesus, a imagem de Vosso coração. Sois o verdadeiro amigo, que generosamente vos repartis e imolais por todos os que são objeto de Vosso amor. Enchei-me de caridade, ó Jesus, e ensinai-me a corresponder ao Vosso Amor.
Pai Nosso - Ave Maria - Glória ao Pai
Por Vossa divina Infância... (a oração prossegue como no primeiro dia)

Nono Dia
Vossa destra onipotente, ó Menino Jesus, quantas bênçãos derrama sobre aqueles que vos honram e vos invocam. Abençoai-me também e bendizei toda minha vida. Abençoai meus desejos e socorrei-me em minhas necessidades. Escutai benigno meus pedidos e bendirei Vosso Santo Nome cada dia de minha vida.
Pai Nosso - Ave Maria - Glória ao Pai
Por Vossa divina Infância... (a oração prossegue como no primeiro dia)

segunda-feira, 26 de março de 2007

Filme - 'O Luxo em Brasa' | Marie Antoinette - Sofia Coppola

Quem viu encantou-se com a arte. Evidentemente, a verdadeira Marie Antoinette não era tão popular, a história narra que ela não era querida pelo povo e tinha certo deslumbramento; tudo, obviamente, com muito charme. O filme na versão de Sofia Coppola é simplesmente um luxo. Arte do começo ao fim, arte dos pés à cabeça. A intenção, nas entrelinhas, foi nos transportar com toda a nossa bagagem moderna e pós-moderna da moda, dos costumes e de tudo que vivemos, até a época de rigidez plastificada da era mais extravagante da realeza francesa. O filme mostra uma sucessão de colisões e adaptações, tudo devidamente emoldurado por muito, muito luxo. Apesar de não mostrar a morte, o filme revela a Marie Antoinette que se converteu em mestre da própria vida e da própria morte. A partir daí surgiu o mito que até hoje fascina quem gosta de liberdade aliada ao luxo, ao excêntrico mundo do jet set europeu que subsiste noutro nível. Ela pagou um alto preço, sem pacto ou perdão. É nessa hora que o luxo nababesco do figurino, dos cenários, afoga a triste e real morte de Marie Antoinette. Nessa procura do foco impossível da união de duas eras, Sofia Coppola conseguiu autorização para entronizar sua versão ao verdadeiro cenário: o Palácio de Versailles. Todos que já visitaram o palácio sabem que são tantas áreas inacessíveis que - usando uma expressão brasileira - o visitante 'fica só na vontade'. O filme mostra muitas dessas áreas. Tudo embalado por The Cure, The Strokes e New Order, por exemplo. A escolha da trilha sonora foi muito feliz nessa união de mundos. Os vestidos apresentados no filme são de uma perfeição visual fora de série - aplausos para Milena Canonero. Quem acompanha a Vogue americana viu em setembro de 2006 mais uma profusão do luxo quando Kirsten Dunst envergou Oscar De La Renta, Chanel, Olivier Theyskens, Balenciaga e os que mais gostei: o armado e chiquérrimo vestido listrado (foto) assinado por Alexander McQueen e o moderníssimo Dior com 200 metros de alumínio e organza (foto). A Vogue é toda essa competência que todos nós já conhecemos e essa edição ficou realmente de 'parabéns'. Marie Antoinette é sempre um exemplo de que a base da regra é a transgressão - mas sempre com muito luxo e charme.

Se além de ver no cinema você também quer ter o filme, faça como fiz: compre o seu no Submarino (www.submarino.com.br).

quarta-feira, 21 de março de 2007

Arte - 'De Brincadeira' | O Diabo Veste Prada


Já conhecia (superficialmente) o livro, mas assisti com atraso 'O Diabo Veste Prada'. Porém, a opinião seria a mesma se tivesse assistido quando saiu ou daqui 20 anos. O visual do filme é bonito, mas, há exceções que dependem do gosto de cada um. Para começar a lista da insatisfação, aponto a parte supérfula e pouco notada que eu, particularmente, não gostei da Miranda Priestly (Meryl Streep) morar numa casa sem mordomo nem governanta, com passadeira azul na escada e flores misturadas pelos comodos. Ela deveria viver num grande apartamento em Manhattan, atulhada com obras de arte. Afinal, a proposta do filme seria mostrar uma editora de moda - de alta moda. Sem falar que o carro escolhido foi a Mercedes-Benz que é um belo carro e muita gente tem, mas para o porte de uma pessoa com aquela 'casca' tão esnobe só mesmo um helicóptero para fugir do trânsito maluco de NY e chegar na hora certa. Fora isso, que fosse uma moderna Rolls Royce Phantom. Depois, vem a cena em Miami, ela sozinha ligando para a assistente conseguir colocá-la noutro vôo de volta ou arrumar um avião alugado/emprestado... como ela não tem um Global Express? Como ela não viaja com secretária? Não entendi. Outra dúvida é, como uma pessoa tão egocêntrica conseguiria trabalhar com assistentes sem uniformes padronizados, livres para usarem qualquer coisa, arriscando que uma delas 'brilhasse' mais que a própria editora? Pois é, pode parecer bobagem, mas o ego de uma chefe no porte proposto para Miranda, não permitiria. Mas, enfim, como falei, nem a própria Miranda estava com essa bola toda. Mas, vale um elogio ao filme: o figurino muito chique. A própria editora é chique, porém, outra alfinetada: ela não é elegante. Trocar o nome da secretária foi terrivelmente deselegante, sem falar que a pessoa que faz isso mostra de cara que não tem boa memória e conseqüentemente não tem cabeça para nada - logo sairia do trabalho. Gostei do clima romantico, gostei da jovem e bonita Andrea (Anne Hathaway) ter escolhido não pagar o preço e resolver viver de forma livre de máscaras - ou com o mínimo de máscaras.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Comportamento - La Vie En Rose | Barbara Cartland



Ela nasceu em Edgbaston, Inglaterra, escreveu telenovelas e livros com ar romantico. Muitos exemplares de seus livros ocupam parte de minha estante. Talento, magia criativa, um exemplo de autenticidade, Mary Barbara Hamilton Cartland (1901 - 2000) fez muito sucesso por tudo isso e também pela imagem social. Amava a cor rosa, era chique e admirável. Em seu repertório havia amor pelas pessoas e pelos animais, preocupava-se muito com saúde e questões sociais. Implicante, muitas vezes contradizendo os acontecimentos de sua própria vida, ela criticava divórcios e não poupou a separação da imorredoura Lady Di, o que causou um grande desconforto porque a filha de Dame Barbara Cartland, Raine MacCorquodale, era casada com Lord Edward Spencer - pai da princesa de Gales. A desavença entre as duas, Barbara e Diana, acabou meses antes do acidente fatal em Paris.
Rica, bonita, elegante e muito inteligente, Dame Barbara Cartland não parava. Freqüentava festas, programas de televisão e estampava revistas famosas como 'Vogue' americana e as européias. Circulava entre reis e rainhas, o 'top' do 'top' mundial e foi grande incentivadora da moda de Sir Norman Hartnell, que mais tarde veio a fazer vestidos para a rainha Elizabeth II. Dame Barbara Cartland dominava todos os assuntos, foi entronizada na política e lutou pelo bem da população conseguindo muitos méritos enquanto, simultaneamente, entregava-se à moda, assinando vestidos e chapéus emplumados - tudo na cor rosa. Era o mundo da fantasia de Dame Barbara Cartland, que dobrava tudo ao seu gosto e não apenas agradava, mas incentivava que seus admiradores a seguissem nos detalhes: realidade e sonho. Por seus muitos feitos sociais e literários, a rainha Elizabeth II a condecorou como Dame Commander, com a Ordem do Império Britânico. Com a idade veio o desgaste mental, a memória não era mais a mesma, mesmo assim, aos 90 anos, Dame Barbara Cartland mantinha-se exatamente como sempre foi: aprumada nos seus vestidos em cor-de-rosa e coberta de jóias - colares de milhões de dólares. A beleza mudou, mas continuava sendo percebida, convidada para entrevistas, fotografias publicadas em grandes revistas e jornais, porque apesar da idade e da abalada saúde mental, Dame Barbara Cartland continuava encantando, era a mesma mulher elegante. Morreu aos 98 anos, não foi divulgada a causa da morte, e foi sepultada como havia determinado, em Hatfield, numa propriedade sua, sob uma árvore plantada pela rainha Elizabeth I. Respeitada na vida, na morte e no talento que deixou eternizado em livros, ensinamentos, comportamento e imagem.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Moda - Karl Lagerfeld e a Transição


A primeira vez que o vi, logo imaginei que era antipático, mas, felizmente era apenas um de seus escudos. Apesar da personalidade mascarada, o chiquérrimo Karl Lagerfeld tem um temperamento tranqüilo, gentil e natural. Encenação? Talvez... Ele continua brilhando, adorado em seus brancos e médios cabelos, óculos escuros, leques e luvas; sempre faiscante em sua pose de general da revolução do estilo. Tudo era muito calmo na moda, época de total beleza, quando o luxo (o verdadeiro luxo) existia e ainda reinava. Mas, o avanço dos tempos fez esse mundo mágico tropeçar feio. E a história da moda jamais seria a mesma. Grifes mudaram de mãos e os novos estilistas, no desejo gritante de se fazerem perceber, aderiram ao chocante estilo "camaleão". Os novatos gostam e consideram como um comportamento atrevidamente 'fashion'. Tudo não passa de uma tremenda falta de identidade. Desde então, com tantos grandes nomes saindo de cena, Karl Lagerfeld, firme, se tornaria a principal antena de todos os movimentos que guiaram a moda do declínio dos 'grandes' até os dias de hoje. Mas tudo tem um preço e Karl Lagerfeld prosseguiu disposto a desafiar o seu caminho, o caminho dos outros e virar tudo de ponta-cabeça. Um dos pontos máximos foi emagrecer mais de 40 quilos. Com uma sucessão de personagens e alter egos que foram surgindo na medida que precisava se adaptar, ele desenvolveu uma inteligente divulgação de sua imagem e fez disso uma marca na moda. Assumiu a quintessência do mais chique estilo excêntrico na moda, exatamente num momento em que o 'estilo' passou a ser a palavra-chave no comportamento dos novos estilistas. Karl Lagerfeld está além, sobreviveu à extinção dos 'grandes' e está eternizado entre eles. E tudo isso é muito, muito chique.