sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Casamento - 'Até que a Moda os Separe'


Muitas noivas têm se sentido inseguras diante das novidades que aparecem na moda. O que a noiva e a mãe da noiva devem escolher?
Como reagir a essa ou àquela novidade? Como é que é, afinal de contas, a noiva de hoje em dia? Só há uma saída: vasculhar tudo e buscar uma solução em cima do muro. Numa busca pelas criações mais recentes da alta costura, consegui várias combinações que mantém esse 'ar moderno' e tão valorizado pelas maisons e ao mesmo tempo mantendo a importância da questão protocolar num casamento. Felizmente, a indumentária masculina não muda, pelo menos não mudou até agora. Como conseguiram tirar a casaca de circulação, não me admiraria se o smoking e os fraques saíssem de cena por puro capricho dessa moda atual que mais parece um peru bêbado. Tenho me rendido aos blazers 'cromados' de Givenchy, não vou conseguir passar daí. Mas, resistindo às digressões e voltando ao assunto principal (casamento), o noivo que não quiser usar fraque, pode usar terno marinho completo (em qualquer horário). Agora, apresento duas sugestões de noivas com inspirações barrocas - apesar do 'modernismo retroactivo' que é uma coisa reinventada, mexida e remoída temporada após temporada. A primeira e menos interessante apresenta a noiva feita por John Galliano. Cintura alta, saia armada e uma terrível fenda que mostra as pernas - recurso inadmissível numa cerimônia religiosa. Fenda fechada(!). A mãe da 'noiva Galliano' usaria um Jean Paul Gaultier vermelho ou no tom que quisesse, comprimento correto, ombros alinhados. Precisa ser magra para ficar bem, mas, na dúvida, ela pode fazer uma cirurgia e tirar 2 ou 4 costelas um ano antes - é assim agora. A segunda noiva é a mais bonita, feita por Christian Lacroix, está perfeita - apesar da renda com transparência que não me agrada muito, mas...essa pode. Para uma noiva tão sofisticada, uma mãe de noiva bem exuberante, usando um dourado de Valentino com casacão 'salmón' rodeado por um babado bem grandão. Se é verdade que os novos tempos exigem uma nova noiva, toda dica é importante, desde que os vestidos da noiva, da mãe da noiva e das convidadas estejam de acordo com uma cerimônia religiosa: sem decotes, sem fendas. Isso nunca vai mudar. No mais, não esqueça que você, a noiva, sempre diz a última palavra com relação à decoração, ao vestido. Ela topa ou não, independentemente do horário, do mês do ano. O melhor conselho é: faça do seu jeito, mas faça bem. Respeitando as questões protocolares, tudo fica mais fácil, bonito, atemporal. Se não for assim, é melhor desistir. Já pensou começar tudo com 'bagunça'; depois, então, como vai ficar (?). Ou não.
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Festa: Não há obrigação nenhuma de fazer festa. Não tendo festa, os noivos despedem-se na igreja.
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Música: Não conheço no Brasil nada mais chique do que chamar a Orquestra do Ed Costa para embalar uma recepção de casamento. É simplesmente um luxo.
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Convite: O mais simples possível, em papel branco ou pérola com letras pretas em 'itálico' e com relevo.
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Vestido da Noiva: Se a mãe mantém o vestido que ela usou, o ideal seria restaurar e a filha usar o mesmo. Depois passar para a neta e assim por diante. Mas se a mãe da noiva não teve esse cuidado de preservação, a filha pode começar. Mesmo que não seja uma noiva da alta sociedade, que vá arrastar um Galliano ou um Guilherme Guimarães pela igreja, o importante é saber que não há regra com relação ao tipo de tecido e tamanho do vestido. Se ela quer fazer vestido de veludo ou cetim, ou misturar tecidos, por exemplo, ela decide. Em casamento pode tudo, menos quebrar o protocolo (ler 'decotes e fendas')..
Decotes e Fendas: Em casamento não se usa decote nem fenda. Se o vestido é decotado, cubra o decote durante a cerimônia religiosa, há muitos recursos (bolero, shahtoosh, etc.), descobrindo o decote apenas na recepção.
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Comprimentos: Madrinha, convidada e mãe da noiva só devem usar longo se é casamento à noite. Assim mesmo, o comprimento vai até o 'peito' do pé. Mas não é obrigatório usar longo à noite. Só não deve usar longo de manhã nem pela tarde.
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O Carro: O ideal seria um carro de família, mesmo um Landau ou quem tem um Rolls Royce - a idade do carro não importa, o que importa é a tradição dele e que esteja bem reformado. Na falta de um carro com história na família, pode-se alugar. No mínimo um Chevrolet Omega marinho e no máximo uma moderna Rolls Royce Phantom - se puder encomendar bordados minúsculos das iniciais do casal ou da noiva nos bancos e na mesma cor dos assentos, é um luxo. Evite limusine, a não ser que a limusine seja de família e tenha levado todas as mulheres de sua família para a igreja - é a questão do carro com história familiar.
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Calça: Antigamente mulher não usava calça em casamento, em igreja. Até hoje isso é muito discutido. Mas eu não vejo problema nenhum.
Jeans: Usar jeans em casamento é erradíssimo, é ir contra tudo e contra todos. Jeans é esporte. Uma pessoa que pretende usar jeans em casamento é melhor nem ir e mandar um cartão desejando felicidades, porque aparecer de jeans em casamento é uma grande bagunça.
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Branco e Preto:
É uma superstição e quem é católico não tem superstição. Todas as cores são permitidas em casamentos. Cor é cor. A noiva é sempre a noiva, ninguém vai tomar o lugar dela. Uma vaidade desnecessária diante de um acontecimento único na vida do casal. Se for assim, quem tem cabelo preto ou branco agora vai ter de pintar de colorido para poder ir num casamento? Vamos parar com isso.


Jamill Barbosa Ferreira - jamillbarbosaferreira@hotmail.com

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Livro - O Livro Completo de Etiqueta de Amy Vanderbilt | Manual do Luxo

Lançado há mais de 50 anos, O Livro Completo de Etiqueta de Amy Vanderbilt é reconhecido internacionalmente como o mais importante livro sobre comportamento. Além de ser um manual de etiqueta, com ilustrações feitas por Andy Warhol, essencial para qualquer iniciante ficar sabendo desde a arrumação dos talheres até o posicionamento dos padrinhos de casamento no altar, o livro serve como garantia para uma vida mais chique. Todos os protocolos estão explicados no livro. Modelos de convites, cartões e correspondências para inúmeras ocasiões. Explica serviços internacionais, com dicas de gorjetas e tudo é muito prático, usando o dollar como 'moeda base'. Tudo isso num só livro recheado de informações sobre todos os assuntos imagináveis e inimagináveis da vida quotidiana, corporativa e social. Depois, surgiram outros livros até parecidos. Mas tem uma coisa. Só O Livro Completo de Etiqueta de Amy Vanderbilt foi escrito por uma jet setter com total conhecimento no assunto. Riquíssima e elegante, Amy Vanderbilt foi a maior especialista em etiqueta dos Estados Unidos. A obra vem sendo atualizada por especialistas de nível internacional escolhidos à dedo. Deixaram sua marca nele a elegante Nancy Tuckerman, ex-chefe de cerimonial da Casa Branca e porta-voz de Jacqueline Kennedy e há colaboração de Nancy Dunnan, vinda do universo executivo, que já foi colunista da Your Money Magazine e autora de outros livros sobre comportamento. O livro ganhou, na versão para a América do Sul, comentários e atualizações do maior nome brasileiro no jet set internacional, elegante de berço e muito, mas muito competente no assunto: Carmen Mayrink Veiga. É um luxo. Nem precisa dizer mais nada.


O LIVRO COMPLETO DE ETIQUETA DE AMY VANDERBILT
Reescrito e atualizado por Nancy Tuckerman e Nancy Dunnan
Comentado e atualizado por Carmen Mayrink Veiga
EDITORA NOVA FRONTEIRA
PÁGINAS: 944

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Moda - A Nova 'Velha Ombreira' | por Jamill

Eu sempre considerei a ombreira um recurso bem chique, nem importa dizer que "já passou". O que é bonito não passa nunca. Obviamente que há variação de altura, tamanho e material, mas que elas são ideais no equilíbrio da roupa e na beleza da postura, isso são. Para minha satisfação, tenho visto cada vez mais criações com ombros bem armados. No embalo, selecionei três criações vindas do universo feminino. Começo comentando uma 'criação' de quem ultimamente só tem me desagradado, John Galliano. É um bonito vestido azul, claro que, com exceção do comprimento e do tecido, não é nenhuma novidade, mas os ombros estão perfeitos. Na década de 90, mais especificamente na coleção 98/99 (outono/inverno), Yves Saint Laurent apresentou um modelo quase idêntico, em crepe escuro, chumbo. O que muda é o corte das mangas... Até o cinto era igual. Mas enfim, sem mais críticas nem comparações, esse azul é, além de um belo vestido, um exemplo de ombros bem bonitos. O modelo "dark" é um Gucci, a jaqueta tem ombros bem pontudos, tudo preto, parece tirado das convidadas para 'The Eighteenth Century Woman' do Costume Institute of the Metropolitan Museum, pela Diana Vreeland. Mas, os ombros estão bem alinhados, tudo muito justo, seguindo essa tendência de mostrar as linhas do corpo - atualmente moldado por cirurgias plásticas. É preciso ser muito magra para usar um negócio desses. Agora, o predileto dos três é esse modelo Balenciaga, ultramoderno com ombros armados, aparentemente fácil, sem nenhuma intenção 'sexy', mas muito provocante. É raro elogiar alguma coisa que mistura apenas preto e branco, mas merece. Porque, além de ser bonito, causa o efeito de alongar o corpo. Não há dúvida de que tudo que 'acaba', um dia volta. Os caminhos sempre se cruzam novamente. Na moda, então, nem se fala. Seja o que for, a maior lição está sempre no passado.

[Fotografias: Marcio Madeira]

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Vídeo - Le Train | Yann Tiersen

Esse vídeo é muito bonito - arte. Sublime. Quem ama uma mulher comum (ela é uma dona de casa) e também é amado, já é feliz... apesar do lado cinzento da vida. É a captura dos diálogos, a esperança por uma novidade, utilidade que levanta e revive o casal. Capturam e percebem realidades das pessoas e acho que se tornam melhores em notar que a ilusão que há nos grupos, camuflando dificuldades e problemas, os mantém no chão, avisados. Isso é literatura para os tranquilos. É lindo.

domingo, 19 de agosto de 2007

Beleza - Irresistivelmente Sedutora | Camila Pitanga

Jornais e revistas se apressam quando ela vai aparecer na festa, no programa de televisão, participar da novela. Toda a mídia registra cada passo desse furacão dourado de alegria e beleza que tem, merecidamente, estampado capas e mais capas de todas as revistas que tenho lido pelas manhãs, semana após semana. É inevitável que, quando uma pessoa de bom gosto quiser buscar um foco de beleza brasileira, a linda Camila Pitanga fale mais alto. Mas ela não é apenas bonita. É deslumbrante. Estampando a capa da Vogue deste mês ela novamente expressa todo seu talento domando a moda, televisão e cinema, publicidade. A Camila Pitanga só não consegue domar o assédio da imprensa, dos fãs. E que continue assim. Ela é bonita por natureza e representa o triunfo da beleza autêntica. Virou moda. É quando ela vai para o comercial e muda a cor do cabelo, o estilo de vestir, que as fãs querem copiar. Mas a Camila Pitanga é tão bonita que ninguém presta atenção no principal: por mais imaginação e habilidade que você tenha para copiá-la, tudo o que ela faz é comum. Então, qual é a mágica? A mágica é 'ser' a Camila Pitanga. Só ela pode. E se você não é a Camila Pitanga, procure olhar uma foto dela, ou pelo menos imaginá-la. Seu dia será mais bonito.

[Fotografias: Capa revista Vogue agosto/2007; revista Contigo ed.1649; por Marcio Nunes / Photo Rio News]