quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Moda – Um Viva ao Melhor de John Galliano | Alta Costura Dior

Se há na alta moda de John Galliano uma beleza indiscutível, aqui está: a extravagância e ostentação do desfile outono/inverno 2004. Resumo o desfile todo no primeiro vestido. Com um gigante rabo-de-peixe cheio de dobraduras naquela armação bem rodada, rubi. Difícil é a mulher passar, com esse vestido, do show comercial que é o desfile, para um baile black-tie sem se entupir de remédios que impedem as necessidades... Um risco (!). Caso contrário seria penoso... Somos humanos, tudo é possível. A maquiagem pálida que faz referência à antiguidade, quando era chique a mulher ser ociosa – continua sendo, mas muita coisa mudou. O grau de ociosidade da mulher estava totalmente ligado ao sucesso do marido nos negócios, nas atividades. Então, na época, a palidez era muito desejada porque indicava a falta de atividade; muitas reforçavam com maquiagens ou pela loucura de tomar vinagre, muito vinagre, antes de sair para uma recepção, um compromisso qualquer. Porque, repito, era muito chique ser fraca, pálida e ociosa. Se desmaiasse, então, era o ápice do chique. Voltando ao vestido, a interpretação da modelo, ao som de Little Richard, deu todo um ar de sofisticação, modernismo. Com toda a pose e nariz empinado necessários para uma roupa tão extravagante. Esse foi, sem dúvida nenhuma, o mais bonito desfile feito por Galliano... Como tudo tem um preço, imagina-se a dificuldade de entrar num carro, subir uma escadaria e até aproximar-se das pessoas para cumprimentá-las. Isso me faz lembrar de um episódio so chic... Certa vez, saindo de um baile black-tie, a chiquerésima jet-setter brasileira Carmen Mayrink Veiga, que tem centenas de vestidos da alta costura, precisou da ajuda de 6 garçons para conseguir descer uma escadaria com seu gigantesco e rodado vestido da alta costura francesa. Tudo na alta costura é assim, exagerado, grandioso... Bem chique.

sábado, 13 de outubro de 2007

Moda - O YSL Que Não Recomendo | Stefano Pilati para YSL, primavera-verão 2008

A vida anda uma correria... Outubro, para mim, já começa o ritmo de final de ano. Mas, eu não deixaria de comentar o que apareceu no desfile primavera-verão 2008 do Stefano Pilati para a Yves Saint Laurent, em Paris. Antes das bombas, é importante deixar claro que sempre gosto das criações masculinas do Pilati – gosto e uso. Mas, quando vi essa coleção, compreendi que quando, há um tempo atrás, o Yves Saint Laurent de tão chocado com o que viu acabou passando mal, mas passou mal mesmo, enquanto via desfile dessa nova YSL, é porque ele teve fortes motivos. E, completando, o Pilati teria ficado magoadíssimo e desconfiado. Pois bem, vamos ao que interessa. De tudo o que foi apresentado, dois ou três modelos se salvaram e mesmo assim não são criações novas, nem têm cortes ou comprimentos inéditos/criativos. É tudo a mesma coisa... Sabe quando você vê na rua uma pessoa com camisa de tricoline e calça jeans? É a mesma impressão que se tem ao ver esse desfile. Pode até ser que essa misturada seja o fashion de hoje, mas... Triste de quem aderir ao fashion de hoje visto por Stefano Pilati. Escolhi quatro modelos para comentar, porque é demais.

1 – Horroroso o símbolo grande da YSL no peito, não há nada mais cafona do que marca grande e/ou bem visível. É o típico boi marcado. Você já viu aqueles bois com marca da fazenda, do criador, feita com carimbo de ferro quente? É bem isso. Tão cafona quanto colocar foto de político na murada da casa, do prédio. Com exceção dessa marca grandona no peito e da calça larga demais, o modelo passa;

2 – Gostei desse. Belas cores, cortes, tudo bem suave e moderno, ideal para qualquer lugar do mundo. Agora, o bolero é largo demais, uma coisa malamanhada; é o de menos, afinal, cada um escolhe a largura que quiser, mesmo se quiser ficar assim, uma coisa malamanhada;

3 – Engorda a mulher, fica parecendo que pegou uma bata 5 números acima e foi trabalhar com tosa no pet shop;

4 – Gostei do equilíbrio dos ombros, mas é uma misturada sem pé nem cabeça. Parece uma garçonete, ou uma recriação da comissária de bordo do Concorde, que saiu apressada e colocou uma coisa metade uniforme e metade saia de passeio.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Moda - Prêt-à-Porter De Mundo | Galliano e Dior em primavera-verão 2008

De novidade não teve nada, mas... Serei bondoso. Lembrando tudo o que apareceu nos anos 20 e 30, naquela magnífica atmosfera andrógina de Marlene Dietrich, o prêt-à-porter de John Galliano para a Christian Dior primavera-verão 2008 veio bem bonito. Detesto comentar prêt-à-porter, mas vou fazer dessa vez. Você lembra da coleção com base em Madame Butterfly? Repetiu-se a base, digamos... No ritmo de Englishman in New York, de Sting, as modelos desenrolavam o desfile. Gostei do branco com cartola que lembra o jazz dos anos 30, eu só mudaria o comprimento da calça, mas tinha coisa mais bonita que isso. Gostei da perfeição dos ombros. Cores perfeitas. Chapéus, toucas e boinas. Ele mais acertou do que errou. A arranhada veio no final, quando ele apareceu com as pernas de fora, gravata desfeita e com aquela pose…[risos]… Coisa feia, Galliano. Destaco os prediletos nas fotos, numerados e comentados abaixo.

1 – Gostei da cor, da modelagem. Ideal para ser usado em casamento, quando o homem usar terno completo ou até mesmo black-tie (smoking), daí é só colocar brincos bem bonitos e grandes, dispensando colar;

2 – Esse vestido é muito fácil, pode ser usado em casamento, para ir numa festa qualquer: formatura, por exemplo. Daí põe um bracelete bem bonito, dourado ou prateado (pode ser fantasia, não obrigatoriamente jóia) e brincos bem grandes com pedras que mudam, por exemplo, pedra vermelha como rubi para ficar exuberante e pedra como topázio, amarelada, para a discrição. Ele causa impressão da cintura alta, que sempre considerei um luxo. Ideal para mulheres magras;

3 – Esse vestido é ótimo para a mulher supersexy, porque ele serve para fazer charme com esse decote bem fundo. Mas ele muda se você coloca um broche em cristal de rocha bruta para fechar mais o decote e ir num casamento, jantar com marido, namorado. A propósito, o broche ajuda muito se o marido/namorado for ciumento. Daí quando ele não estiver por perto, você tira;

4 – Outro que é muito fácil, você bate o dia, a tarde e a noite com essa roupa. Sem falar que os comprimentos ‘cabem’ em qualquer ambiente. Uma executiva moderna, por exemplo, pode sair do trabalho e ir direto jantar usando. Se quiser incrementar basta mudar os brincos ainda na sala de trabalho e/ou colocar várias daquelas pulseiras bem finas e douradas num único braço;

5 – Não há nada de especial nesse, mas gostei. Diminuindo o comprimento da calça fica ideal para o dia-a-dia no trabalho;

6 – O predileto de todos, tem todo um clima dessa moda de mundo. Você logo imagina a mulher com vida agitada de viagens pelo mundo, seja no Eurostar ou Shinkansen. Ombros perfeitíssimos. Não precisa de mais nada nessa roupa, porque a apresentação está ótima.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Beleza - A Dança Inesquecível | Princesa Diana e John Travolta

Se eu tivesse de escolher cenas de pura beleza no universo social, certamente a dança da Princesa Diana com o ator John Travolta, em 11 de setembro de 1985 num exclusivíssimo jantar black-tie na Casa Branca, seria uma das principais. Já imaginou se pudéssemos ver a chique e linda Valerie Steele comentando a cena e o vestido, o estilo sexy e tímido da princesa? Seria incrível! Foi uma coisa tão bonita, que no outro dia todos os jornais do mundo estamparam em primeira página e até hoje a dança é comentada. A princesa, linda e elegante como sempre, usava um vestido de veludo azul feito por Victor Edelstein, leiloado pela Christie’s e arrematado, em 1997, por $ 225.000 para ajudar a caridade. Daí, o valor do vestido superou o terno usado por Travolta em Saturday Night Fever, leiloado anos antes por $ 145.000. O vestido da princesa, então, tornou-se a roupa usada mais cara do mundo. Numa entrevista para The Mirror, Travolta disse que sentiu-se privilegiado por ter dançado com Lady Di e pela repercussão no mundo. Travolta não estaria num bom momento profissional, 'esquecido' como ator, teve sua carreira resgatada pela Princesa de Gales nesta noite, que ganhou rótulo de “a dança na televisão mais memorável da história”. "That was an amazing moment because I was having a dip in my career and no one was interested in me. Suddenly, I was the only thing that mattered in America due to Princess Diana and I was reborn. I was like, Wow. I matter to someone again. I was on the cover of every newspaper and magazine in the world and someone as significant as Princess Diana reminded everyone of me. It was a wonderfully special moment of her fulfilling a dream and giving me a new value", disse Travolta. Mesmo hoje, tantos anos depois, as pessoas se arrepiam quando vêem a cena. Depois de ver essa dança, de pura beleza e leveza, você vai ter de decidir se aceita ou não viver cada dia da sua vida com mais qualidade, na intenção de fazer permanecer cada bom momento, mesmo quando você tiver de sair de cena. Assim como fez, naturalmente, Lady Di. Um luxo!