sábado, 13 de outubro de 2007

Moda - O YSL Que Não Recomendo | Stefano Pilati para YSL, primavera-verão 2008

A vida anda uma correria... Outubro, para mim, já começa o ritmo de final de ano. Mas, eu não deixaria de comentar o que apareceu no desfile primavera-verão 2008 do Stefano Pilati para a Yves Saint Laurent, em Paris. Antes das bombas, é importante deixar claro que sempre gosto das criações masculinas do Pilati – gosto e uso. Mas, quando vi essa coleção, compreendi que quando, há um tempo atrás, o Yves Saint Laurent de tão chocado com o que viu acabou passando mal, mas passou mal mesmo, enquanto via desfile dessa nova YSL, é porque ele teve fortes motivos. E, completando, o Pilati teria ficado magoadíssimo e desconfiado. Pois bem, vamos ao que interessa. De tudo o que foi apresentado, dois ou três modelos se salvaram e mesmo assim não são criações novas, nem têm cortes ou comprimentos inéditos/criativos. É tudo a mesma coisa... Sabe quando você vê na rua uma pessoa com camisa de tricoline e calça jeans? É a mesma impressão que se tem ao ver esse desfile. Pode até ser que essa misturada seja o fashion de hoje, mas... Triste de quem aderir ao fashion de hoje visto por Stefano Pilati. Escolhi quatro modelos para comentar, porque é demais.

1 – Horroroso o símbolo grande da YSL no peito, não há nada mais cafona do que marca grande e/ou bem visível. É o típico boi marcado. Você já viu aqueles bois com marca da fazenda, do criador, feita com carimbo de ferro quente? É bem isso. Tão cafona quanto colocar foto de político na murada da casa, do prédio. Com exceção dessa marca grandona no peito e da calça larga demais, o modelo passa;

2 – Gostei desse. Belas cores, cortes, tudo bem suave e moderno, ideal para qualquer lugar do mundo. Agora, o bolero é largo demais, uma coisa malamanhada; é o de menos, afinal, cada um escolhe a largura que quiser, mesmo se quiser ficar assim, uma coisa malamanhada;

3 – Engorda a mulher, fica parecendo que pegou uma bata 5 números acima e foi trabalhar com tosa no pet shop;

4 – Gostei do equilíbrio dos ombros, mas é uma misturada sem pé nem cabeça. Parece uma garçonete, ou uma recriação da comissária de bordo do Concorde, que saiu apressada e colocou uma coisa metade uniforme e metade saia de passeio.

Um comentário:

Bruno Scartozzoni disse...

Jamill, parabéns! Você tem um dos blogs mais bon vivants que eu já vi. Realmente pegou o espírito.