sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Passarela - Quando a Moda Pede KAROLINA KURKOVA

Há alguns anos, a manequim que mais atrai minha atenção na passarela é a Karolina Kurkova e seu melhor ano é 2004. Eu a citei na postagem de ontem sobre manequim, e até bolei uma cena de fotografia, porque sua beleza é mesmo inspiradora. Além de ser fisicamente linda, ela tem um gestual muito feminino e encantador quando posa para fotos de moda ou nos desfiles. O rebolado ao caminhar completa e, tecnicamente, não é apenas um rebolado... Ela consegue caminhar, projetando suas curvas como um felino, sem provocar dobras nos tecidos que comprometam a peça. O rosto humano é a maior referência que temos de cada pessoa, a individualidade dos gestos, o movimento muscular e o controle muscular facial, que a Gisele Bündchen também tem, o desenho do nariz, olhos, a proporção de tudo junto ao sexy da boca... Tudo isso fica gravado em nossas cabeças. Ela consegue apresentar-se reconhecível mesmo sob a capa mais extravagante da produção de moda que se pode imaginar. Em geral, a maquiagem usada na produção de desfiles da alta costura é tão pesada e quase deforma as mulheres. Eu não gosto disso, acho mesmo que tudo deveria ser menos teatral, menos afetado e exagerado. Porque isso não combina com mulher. Mesmo assim, se é para entrar em personagem na passarela, a Karolina encarna muito bem a cena e faz muito charme encantando a todos com suas curvas femininas, seu ar sofisticado e seu profundo, firme e, ao mesmo tempo, doce olhar. Um dia, se eu comandar alguma revista de moda, a Karolina Kurkova vai estampar uma capa bem bonita!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Moda e Passarela - DANIEL GRAH: o 'Super' das Passarelas e Fotografias de Moda

Eu estava reparando: como o Brasil é rico em lançar grandes modelos de passarela e fotografia para o mundo da moda! Ao mesmo tempo, em como os modelos são pouco divulgados... Como recebo muitas revistas e fico atento quando assisto um desfile, reparo que quase não há nomes dos modelos nas revistas, nos catálogos. Sou muito a favor que em campanhas de moda, desfiles, as roupas sejam realmente o principal alvo de observação. E... Considerando que é comum a "grande" jogada de marketing na moda brasileira de atrair artistas para a passarela... Por que, então, não divulgam os nomes de todos os modelos? Acho isso muito esquisito e injusto... São garotas e rapazes muito bonitos, fazem um ótimo trabalho, têm físico para isso, porte, e não é fácil a correria. Mas, enfim. O que posso fazer? Há muitas agências fora de série de tão boas no Brasil... O Sergio Mattos que todo mundo da moda escuta falar – se já não conhece -, ele tem uma capacidade incrível de descobrir gente bonita com porte perfeito para a moda. Ontem vi fotos de alguns modelos, feminino e masculino, da agência 40 Graus, que é a agência dele, e fiquei impressionado com a qualidade estética. A perfeição dos desenhos faciais, magreza na medida certa no escol do size zero. Talvez alguns não tão altos, porque na minha cabeça modelo feminino deveria ter 1,78m e masculino pra lá de 1,85. O fotogênico e bonito modelo Daniel Grah, de Blumenau-SC, tem porte para todas as principais passarelas do mundo. Você já imaginou como seria um editorial de moda repleto de fotos dele com a linda Karolina Kurkova?! Ambos dentro de uma Rolls Royce estacionada em Versailles, ela com cabelo pra cima, usando rosado vestido da alta costura Dior - da coleção egípcia - e ele de smoking desfeito, ambos em meio a muitas e artificialmente azuladas pétalas de rosas. Seria perfeito... Muito bom mesmo. Prestei atenção no Daniel naquele desfile de inverno 2008 da TNG, ano passado, com produção da Regina Guerreiro. Para os que já viram a naturalidade do Daniel em ação na passarela, não é difícil apostar alto nele... E tem muita fotogenia! Então fica combinado assim, quando tiver desfile e campanha publicitária com o Daniel, não deixe de ver.
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Sobre Daniel Grah:
Altura: 1,84m;
Olhos: azuis;
Cabelos: castanhos;
Tórax: 98cm;
Camisa: 03;
Terno: 50M;
Manequim: 40;
Sapato: 42.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Click – ANTONIA MAYRINK VEIGA FRERING: Quando Beleza e Elegância São o Principal 'Outdoor' da Moda | Super Suíte Seventy Seven - NY

A semana começa em total beleza e elegância com o 'Click' da linda Antonia Mayrink Veiga Frering posando para as lentes do fotógrafo americano Ralf Nau. As fotos estampam o novo catálogo da marca de roupas Super Suíte Seventy Seven, que pertence ao seu amigo Rodrigo Trussardi. Óbvio que o resultado das fotos é muito belo... Beleza é o complemento total da moda. Se para alguns casos a moda ajuda, com seus recursos, a aumentar a beleza física, individual, noutros casos é a beleza da própria pessoa que valoriza a moda. Porém, a beleza por si só não consegue fazer tanto. É preciso ter porte, gestual... É preciso ter charme. E tudo isso a Antonia tem de sobra. Quem tem muita beleza e elegância pode abusar do estilo, da criatividade com acessórios, da pose, do charme; tudo que fizer vai sempre valorizar a grife. Resultando assim num conjunto de dupla satisfação: marca e clientes.

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Fotografia: Antonia clicada por Ralf Nau para Super Suíte Seventy Seven e maquiagem de Ton Reis.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Alta Costura – As Luxuosas Peles Vintage de MAXIMILIAN | Arte, Polêmica e os Sintéticos

Muita pele passou nas passarelas de Paris e Nova York... Mas, eu quero falar de alta costura, das peles mais caras do mundo. Eu sou total e absolutamente contra o uso de peles na moda de hoje em dia, quando tanta "pele" tecnológica é produzida com caimento, aparência e toque iguais às originais. Antigamente, a história era outra, porque quem vive em países nórdicos sabe do inverno e não havia tanta tecnologia; então, era uma necessidade que também passou a ser produção de luxo. Na época, uma mulher muito rica não vestia vison ou foca apenas para aparecer numa saída, ela vestia em casa e não existia ostentação... As pessoas muito ricas nasciam e cresciam num sistema de tamanha qualidade, que o único objetivo era o conforto. Hoje em dia, para ostentar, tem gente que vai a uma festa inaugurando um vestido, ou um terno, e leva no bolso a nota fiscal, para mostrar o preço. É uma tristeza e uma cafonice sem tamanho! Ser cafona, hoje, é usar pele verdadeira. Sou contra o uso de peles "produzidas", de animais que nascem em cativeiro e são condenados a essa finalidade. O porquê de eu ser contra é que não há desculpa para manter as matanças somente para atender à produção de luxo na moda. São seres vivos, é preciso estar atento a realidade, a vida! Mas, não adianta você dizer que também é contra o uso de pele na moda, se não percebe a mesma brutalidade quando vê, seja como for, em restaurante ou supermercado, uma peça de carne exposta ao consumidor. É a mesma coisa! Assim como há os sintéticos mega-tecnológicos para desbancar a pele real, também há proteína de soja, frutas e tantas outras coisas que substituem carne. Não adianta ser sujo e apontar o mal-lavado, eu não levo a sério quem age com alienação com relação à carne enquanto defende a proibição das peles nas passarelas. Devemos ter consciência da importância da vida no geral... Eu não como carne e só falo de pele na moda de uma época que realmente a exigia. As peles mais fantásticas do mundo foram e são as assinadas por Maximilian, de Nova York. Óbvio que mesmo sendo peças de altíssimo nível técnico, eu não consigo olhar e não imaginar um pedaço de carne. Muitas peças assinadas por ele enfeitavam, antes dos sintéticos, as mulheres mais elegantes do mundo, como as elegantes Carmen Mayrink Veiga e Paloma Picasso, por exemplo. Na época da compra era muito normal, como já expliquei. Várias realezas também cobriram-se de peças Maximilian, suas peles ocuparam tão alto grau no mercado de luxo que a nacionalidade é o mundo. Muitas peças forradas com seda pura, cobertas por escamas de cetim... Botões forrados de pele, mas com a base em ouro... Fechos em ouro e diamantes - ou de amarrar, com cetim ou pele. Era uma coisa muito, muito sofisticada, de aparência muito chique. A qualidade é tamanha, que até hoje existem peças anteriores aos anos 50 com a mesma perfeição em museus de moda e nos armários refrigerados dos muito ricos. São peças atemporais que se transformaram numa total afronta à vida, pois mesmo sendo obras de arte confeccionadas numa época de total ausência tecnológica, acabam incentivando o uso de pele, o que alimentaria a produção de hoje em dia. Quem tem as fantásticas peles assinadas por Maximilian, certamente possui uma obra de arte para sigilosa admiração; mas, mesmo sendo arte, não deixa de ter o tom do que era vivo e não é mais. Isso, de certo e total modo, é muito triste... Pior mesmo, e inadmissível, seria comprar pele produzida hoje, atitude considerada como de 'novos-ricos'... Só nos resta esperar que a pele verdadeira diminua na moda.
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Fotografias: Arquivo Pessoal - Gigantesco vison Maximilian branco, de 1964; Casaco vison castanho natural de 1955; Capa de vison prata, de 1952.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Moda – Encanto e Magia da Moda de Ontem

Hoje escrevo sobre moda... Mas, não sobre a moda atual que está cada vez mais distante dos luxos e da beleza que jamais deveria diminuir no vestuário feminino – e masculino... Muita coisa me entristece na moda de hoje e também nas revistas que publicam o tema; o principal é ausência de cores e exacerbação do minimalismo nas mulheres, vendendo uma aparência andrógina e, às vezes, malamanhada; também esse negócio forçado em ser sexy quando não há curvas... Em matéria de manequim, só consigo perceber um misto de certa beleza de ontem com toque atual na Gisele Bündchen, porque ela tem curvas, gestos e poses românticos; caminha rebolando quando faz um desfile com ar romântico e também interage muito bem numa passarela apressadamente moderna. Mas, em geral, a moda está caindo dia após dia se comparada ao luxo que já veio e que hoje abarrota armários de mulheres muito chiques e ricas que consumiram muita alta costura na época de ouro e de museus especializados em alta moda... Os artistas plásticos mais importantes do mundo transitavam pela moda, tamanha a valorização da alta costura como expressão artística, obra de arte. Pessoas muito chiques: da cliente até o costureiro. Hoje, muita coisa mudou... A princípio, depois de rever a trajetória da moda desde a fase mais deslumbrante e chegar aos dias atuais, imaginei que fosse ‘defeito’ dos fashion-designers, depois dos colaboradores de revistas, produtores de moda, dos editores-chefes das revistas... Ficou uma lista tão interminável que seria defeito demais. Abro uma revista, seja de onde for, e sempre fica faltando alguma coisa... Não estou falando do luxo material de peças com bordados em ouro ou pedras preciosas, não é apenas isso não... Eu falo do conjunto de produção, porte, formas e cores. Eu falo da atmosfera completa de arte e beleza na moda. O problema, é fácil perceber, está mesmo na moda em si. A moda masculina não tem sofrido mudanças, com exceção do uso de alguns tecidos que antes eram exclusivamente femininos e outros que vieram com a tecnologia e entraram no armário do homem sem muita resistência... Mas, o fato da moda masculina se sustentar muito bem, não quer dizer que seja fácil para o homem, pois há sempre ameaças de desvios para idéias andróginas que não funcionam, desagradam os clientes, mas são insistentes e têm apoio das publicações de moda. Logo, pouca gente passa a acompanhar essas notícias. Nisso o homem é mais firme e autêntico do que as mulheres, pois elas se permitem seguir idéias que eu não entendo... E depois reclamam, mas continuam pagando esse preço, submetendo-se. Para tentar fazer você vestir as sensações das belezas, qualidades e expressões artísticas da moda, eu apresento essas fotografias para que você tenha o prazer de reviver a alegria na moda, a vaidade de enfeitar-se de charme com autêntico glamour e as cores que, mesmo em preto-e-branco, revelam-se obras de arte; ou para que você tenha o prazer das boas descobertas.
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Fotografias: Arquivo Pessoal - Guy Laroche, 1970, cetim preto bordado; cetim branco bordado. Vestido Lanvin, 1970, musselina e faixa de cetim na cintura; vestido com desenhos geométricos nas cores rosa, verde, violeta e laranja, 1970, e smoking ambos Lanvin.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Jóias - A Elegante Sedução de MARIA FELIX com Assinatura Cartier

Nos anos 40, uma das mulheres mais bonitas do mundo, a linda e charmosa Maria Felix, encomendou da casa Cartier uma peça exclusiva: um colar em forma de crocodilo. Para inspirar a criação da peça, um exemplar vivo do réptil foi levado até o ateliê, pela própria Maria Felix. O colar foi feito e resultou numa linha de jóias no mesmo tema. Agora, Cartier lança 'La Doña', armação de óculos feita em ouro branco e amarelo, aparentemente banal – conforme você pode ver na imagem –, em homenagem a famosa atriz. O tema? O mesmo... Crocodilo. O charme maior da peça não está apenas na assinatura da grife, ou no material utilizado; o charme está na história, no requinte da personagem. Numa atualidade onde as pessoas procuram comprar uma identidade através do consumismo de produtos de grife que nem sempre expressam uma certeza de nada que não vá durar até a próxima estação, usar uma peça com história e ainda por cima repleta de qualidade, por mais simples que (visualmente) seja, é um momento mágico, de possibilidade para sonhar. E a General Optical, distribuidora da armação no Brasil, convida os interessados na aquisição de exemplares – mediante um pagamento a partir de 20.300 reais, conforme fui elegantemente avisado.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Moda - A Moda Íntima nas Nuvens | O desfile Nilotex no avião

Encontrei, em meu arquivo de moda, uma foto de um desfile de moda íntima da Nilotex, em 1959, que foi feito há 2 mil metros de altitude, com os convidados à bordo de um avião. Nos anos 50, avião era um meio de transporte muito escol no Brasil... Não era todo mundo que voava não... Voar era um tipo de exclusividade – e, permita-me uma digressão, viajar era um prazer, o atendimento perfeito e tão formal que proporcionava aos passageiros uma verdadeira extensão do conforto de suas casas. Os aviões eram mais espaçosos, não havia essa correria pelo lucro que reduziu espaço entre poltronas para que mais lugares fossem instalados e nem redução de velocidade para economizar combustível. No desfile foram apresentadas 21 peças feitas em nylon, a grande novidade. Sobrevoando São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, os convidados estavam observando a nova coleção e, enquanto isso, 1.200 quilos de micro-triângulos dourados eram lançados sobre a terra da garoa. Eu adorei a idéia! E não só para 50 anos atrás... Mesmo hoje em dia, quando os aviões já são populares, repetir essa estratégia de marketing ainda seria muito inédito e especial... E muita gente disputaria lugar para ver a moda nas nuvens.