terça-feira, 3 de março de 2009

Alta Costura - Um Vestidão Dior e Uma Análise de Estilo

Não é sempre que um vestido com tamanho gigante vai me chamar atenção... Esse modelo da alta costura Dior não tem tanto tamanho nem tantos detalhes; mas, isso não diminui sua perfeita expressão artística - que é o que realmente me atrai na moda - e, por isso, merece que eu o chame de vestidão. Não precisa nem de jóia. É uma produção especial, arte, apesar de quase sufocar o corpo, como um grito de que nem tudo é fácil, mas pode ser lindo. Um detalhe de produção que é muito feminino está na bolsa e na posição das mãos; também das altas sandálias sustentadas por tornozeleiras metálicas que permitem aumentar 20 centímetros na estatura da mulher. Isso tem uma mensagem muito importante para quem tem de utilizar recursos ortopédicos para caminhar ou manter algum equilíbrio físico das mãos, pernas, enfim... A mensagem está diretamente ligada à importância comportamental, ao gestual. Logo, facilita a vida dos que precisam de recursos ortopédicos para qualquer finalidade... Uma mulher com algum tipo de deficiência pode ser mais elegante do que uma que não tem deficiência física nenhuma. Tudo depende de como ela age e se veste, dentro de suas limitações. Assim como a modelo usa presilhas de metal nos tornozelos para não perder o equilíbrio, uma mulher que usa qualquer acessório para facilitar a vida pode também ser tão chique. Não há perfeição que englobe tudo no mundo ao pé da letra; depende de cada pessoa, de como você percebe as coisas. O que há é beleza dentro do que pode ser feito e daí a coisa fica perfeita se você gosta, se fica bem. Falando em deficiência física, não posso deixar de dar uma dica... Uma coisa que acho importante: fazer sempre com que o acessório ortopédico visível entre no seu estilo, escolhendo calças-cargo para o filho que tem de usar bota ortopédica, ou, noutra situação, combinando a cor da bengala com a cor dos sapatos, por exemplo. É importante a maneira como encaramos tudo que diz respeito a nós mesmos, é aquele dizer de fazer limonada com os limões que aparecem. Complicar ou descomplicar a vida é uma decisão de cada pessoa, independente de limitações... Nada é impossível de melhorar. Voltando ao vestido: O cabelo, bem futurista, não poderia ser melhor para apresentação do look... A maquiagem é muito pesada, mas eu não mudaria. O jogo das pernas caminhando cria a sensualidade quase engolida pela intenção pudica do vestido, que é muito chique.

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