sábado, 28 de novembro de 2009

Livro - '365 Dias de Alta Costura' de JAMILL BARBOSA FERREIRA

Depois da parte burocrátrica, está pronto o livro '365 Dias de Alta Costura', que contém comentários exclusivos sobre a alta costura e alguns textos que já foram publicados nesses 5 anos escrevendo sobre o tema. O que mais me chamou atenção quando comecei a selecionar textos para comentá-los e enriquecê-los mais, foi perceber que eu escrevi mais de 400 textos sobre alta costura! Isso é bom, mas também é assustador! O livro tem um toque de fantasia, sempre presente em minha opinião sobre moda, muitos detalhes interessantes e divertidos que farão o leitor, que tanto me prestigia e tem carinho por mim, sentir-se mais próximo e aproveitar, longe do computador, uma fonte de meu bom humor e conhecimento sobre o assunto. O livro é um trabalho de partilha e prazer.
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sábado, 21 de novembro de 2009

Comportamento – Do Esmero ao Exagero

Não é fácil escrever um livro sobre moda, depois editá-lo e decidir capa e tudo mais de cores, organização de temas, enfim... Mas, para mim, é bom ter ocupação e oferecer um completo resultado de minha criatividade. O importante é que neste mês o livro será lançado, homenageando meus leitores que são carinhosos, enviam e-mails, telefonam, fazendo com que eu me sinta interessante num meio que exige constantes mudanças, enquanto procuro ser rígido com meu estilo. Talvez, de um jeito mais sutil, enfrentar as constantes mudanças também seja uma expressão de novidade, de estar livre e, no geral, todo mundo quer ser livre de alguma forma. Tem de ter, no meio dessa sutileza, um equilíbrio, pois... Gosto de formalidade em tudo, das roupas às pessoas. Tenho aversão à gente sorridente e disponível, mesmo assim sou atencioso. Gosto de educação, de quem acredita no impossível. Considero chique quem responde telefonema, carta, fax, cartão... Educação natural é muito chique. Basicamente, além disso, não precisa de muita coisa para ter minha atenção. Gosto de gente bonita; pode ter carapuça, desde que seja um doce de pessoa, e eu tenho muita sensibilidade pra isso. Não me importo com "arrogância", porque não sou preconceituoso e não confundo timidez com nada. Tenho meus "exageros", por exemplo: se eu fosse criar uma cena a fim de retratar Marie Antoinette para o cinema, faria ela usar uma peruca de 6 metros, equilibrada por 4 longos e finos garfos segurados por empregados, enquanto ela faz um passeio pelo jardim. Isso não é nada – um tubarão branco mede 6 metros. Você pode ter sua seriedade baseada no que for, no seu exemplo de vida dura ou de fantasias, depende de sua base, desde que não incomode ninguém por causa disso. Eu me interesso pelas possibilidades, mudar perspectivas e dar movimento às cores de tudo.

sábado, 7 de novembro de 2009

Moda - A 'Nova Excepcional' Moda de MARIA AUGUSTA TEIXEIRA

O chique vestido assinado pela elegante estilista Maria Augusta Dias Teixeira, que teve ateliê no Rio e atualmente mora em São Paulo, desnuda os ombros de Christine Yufon para a revista Lady, em 1957, com uma competência técnica e visual absolutamente atemporal, perpetuando uma total idéia de elegância e fascínio, atraindo um mundo de olhares. Detesto seguir tendências, mesmo assim me rendo aos 0,8cm para mais ou para menos nos punhos das camisas. Extremamente fútil! Prefiro direcionar meus neurônios para o que me interessa na moda: imaginando esse 'preto-nada-básico' pendurado por um fio de pesca transparente, quase flutuante, numa vitrina de Paris! Se tivesse jeans Maria Augusta Teixeira, eu usaria sem precisar desinfetar com álcool!! Gosto da assinatura dela, do bom gosto! Para quem viu modelos da 'Guta' em revistas ou filmes, percebe que tudo está no olhar dela sobre formas, beleza das cores, leveza, feminilidade. Isso é amor pela moda. Há dois dias a Hildegard Angel, que além de personagem e jornalista social, é filha de um dos maiores nomes da 'moda-arte' brasileira, Zuzu Angel, foi gentil descrevendo detalhadamente para mim o trabalho da Maria Augusta. Nessa descrição havia um fato que eu quase não lembrava, apesar de muito recente, de que ela ensinou, apoiou e incentivou nomes da moda como Dener Pamplona de Abreu e Francisco Carlos Ferreira, o Carlinhos Ferreira, que fez tanta coisa bonita para Oscar de La Renta. Vogue deveria publicar a moda da Maria Augusta, um texto do Ignácio de Loyola Brandão, entrevistá-la. Qua-li-da-de! É isso que ela é. É disso que a moda precisa. Estamos longe de ver uma repetição do sucesso sobre uma moda teatral e artística como a de John Galliano para Dior e, certamente, quem entra na moda, por melhor que esteja apadrinhado, não conseguirá repetir isso. Galliano sempre copiou o que via em ilustrações de séculos passados, dando dimensões exageradas aos vestidos que não são usuais, mas, mesmo assim, são expressivos. Talvez por isso o vintage triplicou de valor! As mulheres mais ricas e elegantes do mundo usam vintage, porque é aí que está a beleza. A moda precisa de beleza usável, técnicas que melhoram a postura, o físico. Nunca as ombreiras estiveram tão na moda! Pontudas, futuristas. Como eu gosto disso! Porém... Nunca vi tantas jornalistas de moda usando jaquetinhas e cabelos curtos lisos. Parecem colegiais! Isso não é "tendência" é 'demência fashion'! Onde está o glamour?! Um dia vi a Hilary Alexander usando jaquetinha, vestido jeans e cabelo liso de franja, com aquele sinal, assistindo um desfile e pensei: "é de lascar!" Eu sei que ela é simpática, fala com todo mundo, mas e a moda?! Prefiro a Anna Piaggy com a fantasia de quem 'engoliu a fita' de tanto acelerar e desacelerar tendências! Nesses tempos, eu quero é admirar o vintage. Gosto do sexy chic, da leveza e feminilidade na moda da Maria Augusta e vislumbro a Christine Yufon numa passarela de neon, entortando-se em charme para os flashes mais importantes da moda. Aplausos para a Guta, por favor!