sábado, 30 de janeiro de 2010

Alta Costura - JOHN GALLIANO Escondeu sua Identidade Fashion | Dior Couture primavera/verão 2010

Na coleção de alta costura Dior apresentada segunda-feira em Paris, John Galliano só conseguiu mostrar que de forma muito lenta e sem interesse, não está conseguindo estilizar a marca, preferindo copiar. Mas, repito, ele não está se esforçando. Vou explicar: enquanto Karl Lagerfeld desde o começo consegue separar estilos de grifes diferentes como Chanel e Fendi, por exemplo, estudando-os e transformando-os em elementos dosados com sua própria criatividade sem perder a cara da marca, Galliano simplesmente fez vestidos idênticos aos que Christian Dior fez, a única diferença fica na matéria prima, porque os tecidos são tecnológicos e também na produção de apresentação: cabelo, maquiagem e sapatos. Para mim foi decepcionante. Eu gostava da mania que ele tinha de aumentar estruturas e impressões sobre a roupa, fazendo com que as modelos usassem saltos muito altos e quilos de volumosos tecidos, tornando-as esculturas nas passarelas e fazendo da alta costura uma expressão de arte. Tudo bem que a Suzy Menkes já havia cansado da idéia de arte na moda, mas a realidade é que a alta costura é uma expressão artística. Marie Antoinette usava vestidos tão grandes que até linha de móveis foi lançada no Século XVIII para acomodar as elegantes com seus exageradamente volumosos looks. Não há nada de errado em tamanho de roupa, a roupa trabalhosa é chique. Seria absolutamente possível dosar a linha Dior com o estilo do Galliano, exatamente como Lagerfeld faz. A receita seria a mesma, mas o resultado seria diferentemente exclusivo, porque os elementos são outros. Selecionei para o vídeo a apresentação do vestido que, em minha opinião, é o mais bonito pela produção de cabelo, o caminhar da modelo, as botas. Mas, se tivéssemos que parabenizar Galliano por algo, seria pelos acessórios, pela idéia gráfica de apresentação das modelos e não pela alta costura, porque é tudo cópia.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Assinem o Abaixo-Assinado Para Manter a Lei Que Defende Animais

Olá, escrevo hoje para pedir que você copie, imprima, assine e envie para a SUIPA o formulário ao lado. Esse abaixo-assinado é pela 'não-mudança' da lei que defende os animais. Como se já não bastasse o pouco apoio que os animais têm de nós, humanos, há alguma intenção em mudarem essa lei. Não vamos permitir isso, façamos o mínimo que é assinar esse formulário e passá-lo adiante. Ajude os animais, porque é uma caridade enorme e não custa nada.

Para copiar o formulário é fácil: clique em cima da imagem, em seguida, quando o formulário abrir, clique com o botão direito do mouse e selecione a opção "Salvar a imagem como...", ou semelhante.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Moda – Brazilian Fashion Show

Bom dia. Estou preguiçoso, mas ontem comentei uma postagem sobre moda e essa será a base para nossa conversa de hoje. Estamos entre as semanas de moda do Rio e de São Paulo. A moda usável de hoje é igual em todo lugar. Chamam de "vestuário de mundo". Pelo menos, ainda há alta costura que, apesar de coleções que nem sempre são bonitas, continua sendo uma moda exclusiva, pessoal, menos aparentemente comercial, mesmo com a intenção dos designers de atrair a atenção de quem não pode usar alta costura a comprar perfumes e acessórios das grifes. Tudo virou comércio. Até a exigência pelo físico muito magro é para facilitar a produção das peças. É uma pena que a moda esteja assim. Pelo menos, grandes revistas de moda ainda têm os pés no chão quanto ao bom gosto, e elegem o vintage como perfeito e atemporal. Eu concordo. Com exceção de Christian Lacroix e Karl Lagerfeld, a moda mais bonita veio da alta costura dos anos 50 até os 70. Espero, pelo menos, que a moda brasileira copie menos os estilistas de fora e possa ter mais o ritmo de Lino Villaventura, que usa técnicas artesanais brasileiras na confecção de suas peças, tornando-as realmente exclusivas e belas, também usáveis quando separadas da produção de desfile, misturadas ao toque teatral que tem tanta valia nas passarelas da alta costura de hoje. No mais, para identificar uma grande grife no Brasil, basta prestar atenção na primeira fila: se tiver Carmen Mayrink Veiga, Sergio Marone, Carolina Ferraz, Mario Testino, é porque é de abafar mesmo!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Opinião – ZILDA ARNS, Caridade e o Terremoto no Haiti

Terrível o que aconteceu no Haiti, não há como lutar contra desastres naturais. Mas, há como corrigir os 'desastres humanitários' causados pelos seres humanos. É importante ajudar na reconstrução do Haiti, apoiar as pessoas. Porém, vejo como uma grande exibição o Brasil divulgar um apoio de 15 milhões de dólares, enquanto famílias nordestinas morrem de fome. Há alguns meses uma mulher morava com 3 ou 4 filhos numa casa de taipa (barro e troncos de madeira), no sertão pernambucano, o marido foi trabalhar em São Paulo e sumiu. Ela só tinha água e garganta de vaca para alimentar ela e filhos, morreu por desnutrição. Os filhos foram para lugares para onde encaminham crianças abandonadas. Seria bom descobrir a triste realidade do país, do mundo, e não apenas haver esforço, organização e determinação quando o assunto é internacionalmente divulgado pela mídia. Ajudem, mas não tapem o sol com a peneira. Deveria valer o exemplo da elegante Zilda Arns, que foi uma das vítimas fatais do terremoto; ela fez muito pelos pobres daqui, partindo para outros países após deixar tantas sedes de apoio em regiões inimaginavelmente pobres do Brasil, através da Pastoral da Criança que ela fundou. Nesse vídeo, com muita simplicidade, ela apresenta uma das campanhas da Pastoral da Criança, uma grande herança de exemplo e atitude.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Fashion Rio – Receitas Conhecidas e Simplicidade | Outono/Inverno 2010

Bom dia. Quero começar com a decepção pela "queda" do glamour emendando tênis com longos de malha, marinho, na coleção de Walter Rodrigues – apesar dos tênis, numerados, feitos com exclusivo tecido de kimonos antigos. Não gostei. O Walter tem uma linha que combina mais com sofisticação; claro que é um direito dele fazer uma mistura de tecidos e acessórios para resultar numa idéia para o cotidiano, mas há idéias que não combinam. Essa receita de tênis vindos do glamour também foi apresentada por Yves Saint Laurent na coleção de primavera-verão 1994 e, também, não gostei. Além disso, ele usou peles na coleção, que é um horror para hoje em dia. Pele, agora, só é chique se for vintage. A Mara Mac tem que ter um texto só para ela, porque fez coleção inteligente, usável, inspirada em coisas do mar. Detalhes percebidos nas cores, materiais, acessórios/complementos como os laços de marinheiro; no cenário, telão e até farol. Gostei. Também gostei da suavidade estampada, tudo em estrutura simples, da Cavendish; só acho que, mesmo com os tricôs, está mais para verão. Também com estruturas previsíveis, numa onda novaiorquina em moda, mas com válidas estampas coloridas, Graça Ottoni fez uma coleção que, apesar de simples, mas realista quanto à 'intensidade' do nosso inverno, me agradou. Dei olhada no que Victor Dzenk fez e de tudo que passou na passarela eu gostei do último vestido, do decote, porque tem um ar perfeitamente internacional e essa peça específica dá orgulho à moda brasileira. Mesmo assim, parece verão. Não posso deixar de falar que a apresentação da modelo Vivianne Orth, com essa peça, foi perfeita! Falando em modelo... Uma coisa muito chata é a mania quase geral de resumirem um desfile na participação de alguém famoso que desfilou. O que interessa num desfile é a roupa, clientes famosas podem ficar na primeira fila assistindo. Num evento de moda, vejam as roupas. Chega de tanto deslumbramento!

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Fotografia: Vestido da coleção Victor Dzenk.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Adeus a Minha Gata HAPPY

Hoje acordei bem, feliz... Pela tarde tive uma grande tristeza que foi encontrar minha gata Happy morta (eu a resgatei da rua, doente e vítima de afogamento, há 2 semanas e já estava se recuperando), a mãe e os irmãos dela foram mortos à chutes e pauladas por pessoas na rua. Não tenho mais ânimo pra nada. Só Deus Sabe como me sinto. Mesmo assim, eu não paro minha luta pelo bem dos animais, porque é de coração e eu não saberia viver sem lutar por eles. Em agosto, minha gata Fofa também foi vítima de uma doença brutal. Eu sei que não sou escutado, porque não sou famoso e não tenho certa importância, mas quero pedir aqui que cada um de vocês possa ajudar como puder os animais abandonados. Eles são como crianças e precisam de ajuda. Por favor, ajudem os cães e gatos de rua, façam essa caridade!