sábado, 24 de abril de 2010

We Love CARMEN MAYRINK VEIGA!

Segunda-feira, inúmeros telespectadores caíram de paixão por Carmen Mayrink Veiga, aniversariante de hoje, que esteve presente no programa Sem Censura, da Leda Nagle, para falar de um assunto que interessa não apenas a ela, mas a milhares de brasileiros que não tem o acesso que ela tem à imprensa: a questão da acessibilidade dos cadeirantes. Minha admiração por Carmen é conhecida por muitos que escreveram dizendo que "ela é o máximo!", isso eu sei que ela é e muitos comentam sua beleza, querem imitar suas jóias e penteado. Mas, apesar de Carmen comandar de forma natural uma infinidade de manias e códigos de moda, fazendo com que um simples acessório passe a ser uma referência de elegância, ela esteve no programa por nós. Então, é gratificante ler e receber comentários dos leitores e dos telespectadores sobre como ficaram felizes por ela, uma das mulheres mais elegantes do mundo, ter ido para a televisão e falado com a franqueza que lhe é peculiar, sobre sua saúde e a importância da adaptação de elevadores, rampas e do apoio das pessoas para os cadeirantes. Mais que isso, Carmen nos dá a lição de que devemos ser otimistas e termos fé, ao lembrar das enchentes e terremotos e, assim, possamos ser fortes e nos adaptar às nossas deficiências, às nossas limitações. Todos nós temos um tipo de limitação. Carmen faz parte da idéia coletiva relacionada ao bom gosto, aos códigos do savoir-vivre e do que é top na moda, na elegância, na beleza, na boa família, no bom exemplo. Ganhou uma reportagem na edição deste mês da revista Elle Brasil, comentando sua elegância; o programa de Amaury Jr. já reprisou três vezes - com previsão para mais - a entrevista que o jornalista fez com nossa musa. Carmen é essencial para quem tem bom gosto. Carmen Mayrink Veiga é importante para mim, para as centenas de pessoas, inclusive dos Estados Unidos e Europa, que assistiram ao programa pela internet, e que escreveram elogiando meu fanatismo e para todos que se encantam com ela. Porque ela é, definitivamente, o máximo!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Moda – ALBER ELBAZ e o Bom Gosto Precisam de Espaço na Moda!

Eu gosto da moda de Marc Jacobs, porém, há designers mais criativos e que, inexplicavelmente, têm pouco espaço na notícia de moda. Um exemplo é Alber Elbaz [foto], que eu só não gosto quando ele tenta dizer que valoriza a individualidade, porque é quase impossível fazer uma moda literalmente individual quando se trabalha com prêt-à-porter, que envolve um tipo de "individualidade" de grupo e não de pessoa; a menos que haja muita – mas muita mesmo – quantidade e esse negócio de quantidade combina mais com Marc Jacobs. Além do mais, muita coisa que você encontra em brechó é idêntica a mais nova proposta de moda de Jacobs. É uma estratégia repetitiva, cansativa, mas temos de admitir que é inteligente, pois tem funcionado. Elbaz é inteligente quando equilibra sua moda ao uso freqüente e não apenas aos armários descartáveis de quem tem peso e altura para entrar num manequim justo, mesmo assim, a pessoa tem de escolher ter esse estilo feito por ele. Mas, em meio a tantos modismos e esse negócio de tendências, é preferível arriscar em adotar uma linha de estilo clássico. Por isso, Alber Elbaz é exemplo de criatividade acessível, cabível em qualquer armário. É preciso dar mais atenção a designers como ele; é também necessário dar atenção aos novos fotógrafos, novas locações. É cansativo rever ensaios de moda em cenários de estúdio ou dentro de casas com ar clean. Parece que os estúdios e as luzes artificiais são a saída quando as modelos e a equipe não gostam de acordar cedo para fotografar. Sou contra essa moda preguiçosa. Preguiça de impor beleza, preguiça de impor novidades criativas. Preguiça que torna a notícia de moda repetitiva. Preguiça de usar bordados para um baile no Rio de Janeiro, como se cidade praiana pudesse mudar a rotina de mulheres elegantes que podem, numa noite quente e chuvosa, receber em grandes salões equipados com ar refrigerado e grandes janelas artificiais de plasma exibindo, ao vivo, o nascer do sol em Tokyo. Preguiça de aprender o básico: que tudo deve ser dobrado ao nosso gosto, tudo deve ser apresentado, visto, analisado. Chega de preguiça, que venha o exagero, desde que seja com bom gosto, mais qualidade e menos quantidade.

sábado, 10 de abril de 2010

Moda - PIERRE CARDIN Comemora 60 Anos de Moda: 'Futurismo Antiquado', Mas Chique.

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Essa semana a moda comemora os 60 anos da moda de Pierre Cardin. Eu me interesso pela expressão artística na moda, até porque sou homem e não uso roupa feminina; mas, mesmo assim, é preciso analisar a característica mais importante da roupa na prática: o conforto. Unir criatividade ao resultado usável é a expressão de que o sucesso de uma marca é merecido e melhora o humor de qualquer crítico de moda, de qualquer consumidor e/ou espectador de moda. Ainda adolescente, eu já considerava o Cardin um fashion-designer para a leveza e para a primavera. É importante ficar atento a esse tipo de detalhe, para não perder tempo repetindo observações já percebidas e feitas sobre outras marcas; e, a menos que a pessoa seja muito 'antenada' na moda, vai confundir as assinaturas de certos, e vários, looks. Não é difícil identificar o look Cardin, principalmente quando o tema é da primavera, o verão. As linhas são frequentemente assimétricas e com uma elegante leveza que, vez ou outra, molda a silhueta feminina numa brisa. Isso é Cardin. Outro detalhe de sua moda que eu não elogiaria se fosse feito por outro, é um tipo de antiquada expressão futurista. Eu encaro como arte e aprovo, e uso, mas, essa arquitetura de roupa é quase o tipo de 'futurismo antiquado' que Oscar Niemeyer imprimiu a Brasília, por exemplo. Mas eu acho bonito mesmo, é chique mesmo quando beira o cafona. Elogio, também, a beleza de suas coleções para estações frias com jaquetas em tons pastéis de linhas retas e fechadas com um só botão, aliadas às blusas de linho. Mas, isso é repetitivo na moda e, apesar de elogiar, não me interesso por repetições. Eu gosto mesmo das cores, armações, assimetrias, cores shocking, dos grandes xadrezes, estampas que, vez ou outra, são quase infantis de misturas verdes claras com rosa bebê e branco, impressos em saias de visual leve, ou macacões justos com cinto largo numa das cores da estampa. A palavra é 'leveza', mesmo em algumas coleções de inverno, com base de cor escura. Eu gosto do Cardin dos cintos e menos do Cardin dos botões. Eu gosto do Cardin das estampas coloridas e psicodélicas, esvoaçantes, em longos vestidos mais do que o Cardin dos volumes. Gosto dos coloridos. Claro que os 60 anos de moda misturam-se às centenas de produtos licenciados que envolvem até roupas de cama. Eu sou contra essa coisa da quantidade, da popularização, globalização. Gosto que certos serviços e produtos mantenham exclusividade. Pierre Cardin, ao que parece, sempre quis construir um império comercial e conseguiu. Eu gostei da coleção primavera-verão 2009/2010 e até uso algumas propostas dele. Parabéns, Pierre Cardin.
Vídeo: Desfile Pierre Cardin primavera-verão 2009/2010.