sábado, 10 de abril de 2010

Moda - PIERRE CARDIN Comemora 60 Anos de Moda: 'Futurismo Antiquado', Mas Chique.

Essa semana a moda comemora os 60 anos da moda de Pierre Cardin. Eu me interesso pela expressão artística na moda, até porque sou homem e não uso roupa feminina; mas, mesmo assim, é preciso analisar a característica mais importante da roupa na prática: o conforto. Unir criatividade ao resultado usável é a expressão de que o sucesso de uma marca é merecido e melhora o humor de qualquer crítico de moda, de qualquer consumidor e/ou espectador de moda. Ainda adolescente, eu já considerava o Cardin um fashion-designer para a leveza e para a primavera. É importante ficar atento a esse tipo de detalhe, para não perder tempo repetindo observações já percebidas e feitas sobre outras marcas; e, a menos que a pessoa seja muito 'antenada' na moda, vai confundir as assinaturas de certos, e vários, looks. Não é difícil identificar o look Cardin, principalmente quando o tema é da primavera, o verão. As linhas são frequentemente assimétricas e com uma elegante leveza que, vez ou outra, molda a silhueta feminina numa brisa. Isso é Cardin. Outro detalhe de sua moda que eu não elogiaria se fosse feito por outro, é um tipo de antiquada expressão futurista. Eu encaro como arte e aprovo, e uso, mas, essa arquitetura de roupa é quase o tipo de 'futurismo antiquado' que Oscar Niemeyer imprimiu a Brasília, por exemplo. Mas eu acho bonito mesmo, é chique mesmo quando beira o cafona. Elogio, também, a beleza de suas coleções para estações frias com jaquetas em tons pastéis de linhas retas e fechadas com um só botão, aliadas às blusas de linho. Mas, isso é repetitivo na moda e, apesar de elogiar, não me interesso por repetições. Eu gosto mesmo das cores, armações, assimetrias, cores shocking, dos grandes xadrezes, estampas que, vez ou outra, são quase infantis de misturas verdes claras com rosa bebê e branco, impressos em saias de visual leve, ou macacões justos com cinto largo numa das cores da estampa. A palavra é 'leveza', mesmo em algumas coleções de inverno, com base de cor escura. Eu gosto do Cardin dos cintos e menos do Cardin dos botões. Eu gosto do Cardin das estampas coloridas e psicodélicas, esvoaçantes, em longos vestidos mais do que o Cardin dos volumes. Gosto dos coloridos. Claro que os 60 anos de moda misturam-se às centenas de produtos licenciados que envolvem até roupas de cama. Eu sou contra essa coisa da quantidade, da popularização, globalização. Gosto que certos serviços e produtos mantenham exclusividade. Pierre Cardin, ao que parece, sempre quis construir um império comercial e conseguiu. Eu gostei da coleção primavera-verão 2009/2010 e até uso algumas propostas dele. Parabéns, Pierre Cardin.
Vídeo: Desfile Pierre Cardin primavera-verão 2009/2010.

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