domingo, 30 de maio de 2010

Moda Masculina – O Homem, Masculinizado, e Suas Cores

Eu gosto de arte, de cores, mesmo nas roupas masculinas. As cores são opções para mudar o clássico de forma suave, sem mexer na estrutura, na técnica. Pode ser radicalismo pular de um tom sóbrio como o marinho, num terno, para um 'rosa bebê'. Não é todo homem que combina. Mas, os homens que mais ficam bonitos com cores pastéis e suaves no geral são os que têm olhos azuis, peles muito claras. No mais, depende do seu gosto. Particularmente, aderi ao rosa de forma muito sutil, uso um blazer de linho num tom tão suave de rosa que pode confundir com salmón. Calça cinza e camisa branca. Barba por fazer, porque é bom equilibrar, principalmente quem tem traços faciais delicados, nessa descrição do andrógino (pós-)moderno, "in" nas passarelas de moda de Paris e Milão. A gente aprende a lidar com as cores quando elas tingem formas clássicas. Eu considero um absurdo homem usar roupa justa, mulher então, nem se fala, mas, é elegante o terno skinny, desde que com ombros grandes, porque é forte, marcante para ambos os sexos e é viril para o homem. A sensualidade também tem que ser marcante, séria, de bom gosto. O homem deve aprender a dosar as ofertas de moda com objetivo de ajustá-las às referências de seu grupo de amigos, do seu trabalho, do seu hobby. Nos clubes, muitos jogadores de golfe usam pólos de cor rosa, por exemplo. Esse mesmo rosa também vem nas discretas camisas combinadas com paletós marinho. Já está ótimo assim. Looks monocromáticos às vezes são chatos e, quando em tons sempre rotulados como "femininos", causam estranheza no grupo masculino, machista e também para as mulheres que observam. O problema para o homem não é a cor ou um grupo de cores, o problema é como usar determinadas cores com bom senso. Tem homem que fica muito bonito com tatuagens de várias cores, outro fica horrível. Claro que se ele gosta, mesmo que fique feio, ele vai fazer. Mas as cores são recursos coletivos. Tudo que mostramos e que vemos tem uma intenção positiva, uma possibilidade de expressão positiva, enfim, vai depender de quem usa, faz, observa, comenta. Assim como na natureza, as cores revelam nossa beleza, nosso alerta, nosso bom gosto. Mas, tudo está disponível para ser escolhido e usado, feito do seu jeito.

domingo, 23 de maio de 2010

Comportamento – Sem Sabedoria, Mesmo os Ricos são Pobres

Como é bom vestir, com bom gosto, uma roupa extravagante, jogar com o visual. Ao invés de entrar na coisa de ser todo mundo igual, o negócio é aproveitar as (boas) diferenças. Mas, como é que a gente pode usufruir do fútil, do útil, da fantasia e da realidade? Com sabedoria. Ser rico ou ser pobre também envolve a capacidade que a pessoa tem de ser bem cuidada, de ser vaidosa, de se permitir o melhor. Dinheiro pouco interessa, porque tudo funciona igual: um Rolex mostra horas, igual a qualquer relógio, uma Rolls Royce 'anda' igual a qualquer carro. Mas, me espanto quando a classe média, cheia de escolhas cuidadosas, prefira fazer um longo financiamento para comprar um carro popular, quando poderia investir os mesmos R$ 100.000 do carro em terapia biomolecular, na saúde. Depois reclama da economia, dos juros, do stress e da aparência. É tudo questão de escolha. Não é por que a gente vai a um desfile que não tem interesse de ver a exuberante natureza. Tem coisa que melhora nosso ego, mas tem coisa que melhora nossa alma. É preferível fazer o melhor por você, do que tentar ter algum reconhecimento vindo de quem vai sentir inveja do seu carro, ao mesmo tempo em que vai rir da "bobagem" que é dirigir um carro financiado em muitas parcelas. A inveja, o ciúme, alterações de sensações camufladas sob uma fisionomia de quem comeu e não gostou, ou de falsos sorrisos, ou da pressa de ter pressa para não ter que comentar. Que tipo de gente você quer que conviva com você? É melhor encontrar os prazeres saudáveis, os prazeres da beleza. A gente precisa ter certa compreensão do lado sério da filosofia epicurista, e não estou querendo parecer pedante, não; eu só quero mesmo é alertar. Quando você for comprar qualquer coisa material, esperando disso alguma resposta para sua solidão, pense que a felicidade não vem de bônus numa grande casa à venda, nem num novo carro, ou qualquer outro objeto de consumo, mesmo que você seja riquíssimo. Você paga e leva, mas não se compra felicidade, savoir-vivre, savoir-faire, naturalidade e elegância. Gente rica não se importa de aterrissar de helicóptero sujando de terra sua Lotus conversível. Ser rico não é apenas ter dinheiro, não; ser rico é ter sabedoria, é ter riqueza interior. Como se percebe? Pelo olhar da pessoa, não pelas jóias; pelo comportamento da pessoa, não pelas roupas; é assim. Hoje em dia, quase não há nada mais cafona quanto acumular dinheiro para ostentar riqueza. Ostentar qualquer coisa é cafona. A verdadeira riqueza é o que você é, o que decide e o que faz, desde que com os meios para não precisar ter para ser. Seu nome deve valer mais do que qualquer coisa.

domingo, 16 de maio de 2010

Jóias – A Refinada Assinatura Amsterdam Sauer.

Há muita técnica por trás de uma jóia. A assinatura é a garantia de que você está comprando, presenteando e usando o que há de mais cuidadoso em matéria de escolha de gemas, tempo livre para desenvolvimento da lapidação e delicada montagem de cada peça. Isso é uma preciosidade. No Brasil, uma assinatura que gosto muito, Amsterdam Sauer, simboliza a idéia de excelência que envolve todo esse esmero criativo, técnico, e essa exigência. Entender a técnica que envolve a confecção de uma jóia, é também ter muita sensibilidade e paciência para refletir cada detalhe da seleção de gemas, estudos de reflexos, e sobre como o valor comercial é desinteressante quando comparado com essa riqueza de detalhes. Recentemente, Carmen Mayrink Veiga que me apresentou a Amsterdam Sauer – e sua filha Antonia Frering, usaram algumas das maravilhas criadas com a 'turmalina paraíba' pela grife. Então, para minha alegria, quando recebi o catálogo da nova coleção [Faça o download do catálogo abaixo], eis que as lindas peças são usadas pela Antonia. Uau! E o show se desenrola: Em uniformidade com a exigente e diversificada estrutura de estilos contemporâneos, colares e pulseiras modernos, aparentemente minimalistas, mas muito delicadamente estruturados, combinam com todo vestuário, com toda personalidade feminina. Diamantes, rubis, esmeraldas e belas turmalinas paraíba; moldadas artisticamente em formas curvilíneas, ovais, em forma de pêra, nada monótonas, para o exigente bom gosto das mulheres mais chiques que usam essa assinatura tão 'in'. Peças leves, visualmente mínimas, mas com pedras importantes. Jóias menos extravagantes ganham interpretação chique quando somadas ao vestuário minimalista atual. Porém, com uma capacidade estética de sobressair mesmo no mais chique e badalado vestido da alta costura. Uma jóia deve ter essa fácil combinação de qualidade, uma jóia deve ter movimento, delicadeza, feminilidade, exclusividade. Isso é arte, é beleza, é carinho. Vez ou outra, uma turmalina de raro tamanho e forma 'sensual' é delicadamente centralizada por baguetes de diamantes. Os brincos, de estilos atemporais que num momento são clássicos, noutro são modernos, reforçados com gotas de topázios, diamantes. Isso é tão cuidadoso, valioso, bonito e delicado. Se as gemas permanecem as mesmas, mas com número reduzido e economicamente mais raro ao longo do tempo, é necessário atender às clientes da forma como Amsterdam Sauer constrói e mantém um estilo que identifica a grife e mantém inabaláveis os sonhos femininos e a categoria que uma jóia merece.

Faça o download do catálogo AQUI >>

Foto: anel com diamante e turmalinas paraíba com assinatura Amsterdam Sauer.

sábado, 1 de maio de 2010

O Tempo é Como Sua Cabeça: Um Fenômeno Que Existe!

Enquanto a moda está uma chatice, eu dou atenção ao curioso homem na foto exposta num museu no Canadá. Acontece que sua roupa estaria 30 anos a frente da época. Um suposto viajante do tempo teria sido fotografado nos anos 40?! Análises comprovam que a fotografia é legítima, sem alteração. Há quem diga que o look é normal para os anos 40, mas, com exceção do penteado, tenho minhas dúvidas... Teorias científicas comprovam que será absolutamente possível viajar no tempo usando a velocidade da luz. Quando essas teorias se tornarem práticas, todos os paradoxos estarão ao nosso serviço: idades, devaneios, moda e cultura, no mínimo. Entre um capricho e outro, será possível escapar de uma nuvem tóxica do futuro, acomodando passageiros, com ou sem futuro, em épocas que requerem o uso de espartilhos, ou quando o sexo ainda era interessante para a humanidade. As viagens no tempo refletem desejos e receios... Doces manias que evaporam na medida em que os tripulantes cansam de tecidos pesados, acessórios apertados e ambientes sem ar refrigerado. Mas, sinta como é puro o ar de ontem! Sinta como é prazeroso o perfume da natureza! Veja meus amigos, é a Amazônia imexível que está preservada para o deleite de seus mais curiosos anseios pela mixaria de alguns bilhões de dólares por um bilhete, com direito a certos vícios antigos, enquanto não retornamos, por obrigação, ao tempo que ainda terá nome, por conta de nossa estatura e nossos modos que nos diferem e nos condenam. Milhas e séculos de tules, cetins, redemoinhos de lasers e champanha francesa, um brinde em flûtes Baccarat que nem existirão mais. Como é complicado conjugar o verbo da tecnologia. Em confortáveis poltronas, viradas para as janelas especiais, mulheres elegantes usam vestidos de penas de flamingos artificiais e gelatinosos sapatos plataforma de 20cm. Voando, sonhando. Um aviso é escutado na cabina: "o dispositivo está voltando ao dia de embarque, senhoras e senhores." E que cada passageiro encontre uma maneira de vencer sua ansiedade para falar das "novidades" que presenciou, porque não restou nada e, quer queira, ou não, todos completaram sua magnífica viagem na linha de partida. Como os prazeres sao efêmeros, meu bem.
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Fotografia: reabertura da Fork South Bridge, após inundação em novembro de 1940, no Canadá - Museu Bralorne Pioneer de British Columbia, Canadá.