domingo, 23 de maio de 2010

Comportamento – Sem Sabedoria, Mesmo os Ricos são Pobres

Como é bom vestir, com bom gosto, uma roupa extravagante, jogar com o visual. Ao invés de entrar na coisa de ser todo mundo igual, o negócio é aproveitar as (boas) diferenças. Mas, como é que a gente pode usufruir do fútil, do útil, da fantasia e da realidade? Com sabedoria. Ser rico ou ser pobre também envolve a capacidade que a pessoa tem de ser bem cuidada, de ser vaidosa, de se permitir o melhor. Dinheiro pouco interessa, porque tudo funciona igual: um Rolex mostra horas, igual a qualquer relógio, uma Rolls Royce 'anda' igual a qualquer carro. Mas, me espanto quando a classe média, cheia de escolhas cuidadosas, prefira fazer um longo financiamento para comprar um carro popular, quando poderia investir os mesmos R$ 100.000 do carro em terapia biomolecular, na saúde. Depois reclama da economia, dos juros, do stress e da aparência. É tudo questão de escolha. Não é por que a gente vai a um desfile que não tem interesse de ver a exuberante natureza. Tem coisa que melhora nosso ego, mas tem coisa que melhora nossa alma. É preferível fazer o melhor por você, do que tentar ter algum reconhecimento vindo de quem vai sentir inveja do seu carro, ao mesmo tempo em que vai rir da "bobagem" que é dirigir um carro financiado em muitas parcelas. A inveja, o ciúme, alterações de sensações camufladas sob uma fisionomia de quem comeu e não gostou, ou de falsos sorrisos, ou da pressa de ter pressa para não ter que comentar. Que tipo de gente você quer que conviva com você? É melhor encontrar os prazeres saudáveis, os prazeres da beleza. A gente precisa ter certa compreensão do lado sério da filosofia epicurista, e não estou querendo parecer pedante, não; eu só quero mesmo é alertar. Quando você for comprar qualquer coisa material, esperando disso alguma resposta para sua solidão, pense que a felicidade não vem de bônus numa grande casa à venda, nem num novo carro, ou qualquer outro objeto de consumo, mesmo que você seja riquíssimo. Você paga e leva, mas não se compra felicidade, savoir-vivre, savoir-faire, naturalidade e elegância. Gente rica não se importa de aterrissar de helicóptero sujando de terra sua Lotus conversível. Ser rico não é apenas ter dinheiro, não; ser rico é ter sabedoria, é ter riqueza interior. Como se percebe? Pelo olhar da pessoa, não pelas jóias; pelo comportamento da pessoa, não pelas roupas; é assim. Hoje em dia, quase não há nada mais cafona quanto acumular dinheiro para ostentar riqueza. Ostentar qualquer coisa é cafona. A verdadeira riqueza é o que você é, o que decide e o que faz, desde que com os meios para não precisar ter para ser. Seu nome deve valer mais do que qualquer coisa.

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