domingo, 11 de julho de 2010

Alta Costura – ELIE SAAB, JEAN-PAUL GAULTIER e GIVENCHY São os Destaques, o Resto é Uma Pobreza.

Uma pobreza a coleção de alta costura da Dior, por John Galliano. Pelo menos, ele tem sido sabido em usar a técnica aprendida na Dior, para incrementar sua própria marca e aquele desfile que ele fez com as bolhas de fumaça foi bem bonito. Inspirar-se na natureza pode parecer óbvio demais, mas, prefiro sentir pelo lado da sensibilidade, das possibilidades quando se trata de inteligência, criatividade, beleza que atrai clientes e imprensa para acompanhar, vestir e divulgar a nova coleção. Se não fosse a assinatura Dior, a coleção passaria como decoração de festa infantil, alguma coisa ainda de 'Alice no País das Maravilhas', que já passou e não é mais moda. Será que a cartela de cores é para chamar a cliente que comprava Christian Lacroix? Não acho que exista desespero na legítima alta costura, porque é o máximo da moda... Mas, pensando bem, a Dior, como tantas marcas, pertence a um grupo interessado em negócios e, portanto, como não entendo de negócios tanto quanto entendo de atividades exercidas com prazer, não saberia afirmar. É melhor deixar isso de lado e falar da beleza. Cor é importante para a moda, para tudo, mas apesar de bem combinadas, a intenção às vezes atrapalha e ao invés de deixar a mulher chique, ficará desnorteada. Tudo bem que parecer sem rumo é ainda um modismo em alta, mas pouca gente ainda dá valor às loucuras da Amy Winehouse. Ficou mais sutil, as pessoas estão se tocando de que certos devaneios não devem ir da moda para a saúde, então fica mesmo nessa coisa fantasiosa da onda Lady Gaga. Independente dessas tendências que alimentam ilusões, eu me preocupo mesmo com a beleza das coisas, por isso Givenchy fez a coleção mais bonita de alta costura dessa temporada. Elie Saab também é de abafar com seu glamour numa alta costura que conquista clientes como a brasileira Carmen Mayrink Veiga. Outra coleção que me atrai pela beleza é a de Jean-Paul Gaultier, que tem como cliente outra brasileira, Beth Lagardère; ele sabe fazer luxo sem fantasia e isso é difícil, útil, comercial e moderno, mesmo quando falta novidade. Mas, a novidade mais recente na moda é a minissaia.

Claro que estou sendo chato, porque gostei dos sapatos bola e da cintura muito baixa de Alexander McQueen, que deveria ter ficado na alta costura. Ele fazia técnica, não se interessava em tendência nem impressionar. Eu sei que alta costura não é feita para uma temporada, porque é arte e arte é atemporal, mas, para avaliar eu tenho de considerar tudo que envolve ilusão, fantasia, tendências e assim, eu me refiro ao conjunto apresentado nessa temporada. Riccardo Tisci está de parabéns, apesar da expressão caída da manequim, está um luxo a mulher Givenchy, com seus vestidos luxuosos que ocuparão as salas de roupas das ricas e elegantes que ficaram viciadas no luxo de Christian Lacroix. Prefiro nem comentar Chanel, porque Karl Lagerfeld está ficando repetitivo e insosso para quem entende de arte na moda e não liga para ostentação de marca. A gente mistura tudo numa panela pra ver se sai uma boa combinação, uma boa explicação quando a colherada é tirada. A moda está pobre, a moda não causa mais sensação. Acompanhar os desfiles é bom, pois isso ainda é moda, mas dizer que ainda há luxo é demais, se a intenção é classificar o que deveria estar além da qualidade dos tecidos e da técnica. Falta alguma coisa.


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