sábado, 28 de agosto de 2010

Moda – Plus Size, Plus Chic

Está mais difícil falar sobre moda, as coleções são repetitivas e apenas ganham pequenas diferenças em acessórios. É mais fácil, então, falar dos acessórios e, talvez por isso, nunca se falou tanto em sapatos Christian Louboutin e nos filmes fantasiosos que inspiram joalheiros, etc. Mas, minha gente, acessório é coisa opcional, não envolve necessidade de roupa. Há muito para se fazer na moda, necessidades reais: roupas com recursos tecnológicos de possíveis combinações e de bom gosto para pessoas gordas, por exemplo. Dizer que não atende mercado é invenção, pois nunca as pesquisas mostraram tanto aumento da obesidade. Isso é ganhar com um problema? Pode ser, mas é a realidade, é a necessidade. Eu sei que size zero é moda, mas, moda que não muda é uniforme. Não falo só de gordos, não, eu falo também, por exemplo, de gente alta que tem de passar pelo constrangimento de comprar uma calça 46 ou 48 e mandar apertar até largura duma 42 se não quiser ficar com as canelas de fora. É um absurdo. E, voltando sobre acessórios, a diferença do Karl Lagerfeld gordo para magro estava naquele horrível leque e no cabelo despenteado, às vezes parecia um doido. Se continuasse com o leque e o despenteado continuaria um estilo feio, mesmo magro. Acessório nem sempre é solução. Então, a gente quer saber como fazer e usar o look certo e encontrar alguma emoção numa roupa que nos valorize como pessoas reais e não somente como personagens de filmes. Você quer roupas que transmitam a melhor forma de ser você mesma(o). Eu sei que fantasia é bacana para a moda, porque ninguém quer perder a mágica natural que faz com que sonhemos. Seriedade só interessa quando o assunto é a base, depois a gente brinca de escolher os acessórios. Seja qual for seu tipo físico, há risco de vestir roupa feia, combinação horrível de roupas e acessórios, mas, mesmo assim ninguém pode nem deve ser excluído da tentativa de explorar essas possibilidades. Quero que a moda continue fútil, fantasiosa, mas com base na utilidade, senão não serve. Se não serve, não vende.

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