sexta-feira, 29 de abril de 2011

Social – Simplicidade no Casamento de KATE e WILLIAM

O príncipe William e Kate, na carruagem que há 30 anos Diana e Charles usaram.
LONDRES – Às 11 horas da manhã, no horário de Londres, 7 da manhã no horário do Brasil, dentro da pontualidade que todo casamento mundial deveria ter, a noiva Kate Middleton desembarcou da Rolls Royce e casou-se com o Príncipe William, nomeado duque de Cambridge, tornando-se, então, duquesa de Cambridge. William optou pelo uniforme da Guarda Irlandesa, mas a escolha do irmão, Harry , estava muito mais bonita, ele, aliás, estava mais bonito que o noivo, com uniforme de capitão do regimento Blues and Royals da Guarda Real e organiza uma balada para a noite. O vestido de Kate foi feito por Sarah Burton, da grife McQueen, que achei muito simples, quase uma pobreza para uma “princesa”, como será chamada popularmente. A brasileira, amiga da realeza, Carmen Mayrink Veiga, acha que a noiva estava “muito bem-vestida, elegante”. Óbvio que pelo protocolo o vestido estava ótimo, apesar do decote tomara-que-caia, havia renda revelando os braços. Só não poderia ser decotado ou simplesmente tomara-que-caia sem a renda, pois seria inaceitável em qualquer casamento. 
O vestido simples de Kate, feito por Sarah Burton da grife McQueen.
Pouco armado, para um casamento Real, o vestido lembrou o modelo usado por Grace Kelly e apesar da tiara que Elizabeth II ganhou aos 18 anos, a noiva não deveria ter usado cabelo solto com véu, mas eu, particularmente, acho um luxo cabelo solto com véu. Se o próprio Alexander McQueen tivesse feito o vestido, aí sim poderíamos ver uma mistura de luxo, sofisticação, modernidade e exclusividade. O amarelo de Elizabeth II foi repetido, talvez não pela mesma designer, por uma convidada. O que gostei foi da saída do casal num Aston Martin conversível dirigido pelo William. Mas, a Kate apesar de ser bonita, não tem uma beleza marcante e o vestido estava simples demais para um casamento real. Também pudera, com aquela Camila Parker Bowles não tem casamento que fique perfeito, não gosto dela.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Click – CARMEN MAYRINK VEIGA, Uma das Dez Mais Elegantes do Mundo

Bom dia. Ontem, minha mãe e eu tivemos a honra de conversar à tarde com minha querida amiga e madrinha Carmen Mayrink Veiga, no dia de seu aniversário e todo mundo sabe como a jet-setter é discreta em seu aniversário. Nossas conversas sempre me alegram, pois além de aprender muito com ela, nos divertimos comentando assuntos do cotidiano. Como me sinto feliz cada vez que converso com ela. Minha família ama a Carmen Mayrink Veiga, mas eu amo mais. O Click de hoje é a minha linda e elegante amiga jet-setter publicada como uma das 10 mulheres mais elegantes do mundo, pela revista Veja, em 1979. Leiam a publicação, que faz parte da minha coleção e a curiosidade é que a exuberante Carmen não apenas entrou no Hall of Fame da Vanity Fair, como nunca deixou de ser uma das 10 mais elegantes do jet-set internacional. Isso é um luxo!

domingo, 24 de abril de 2011

Social – É Aniversário da CARMEN MAYRINK VEIGA! A Top das Tops!

CARMEN MAYRINK VEIGA, uma das mais elegantes do mundo, posa para Vogue com beauty styling de Ronald Pimentel e vestido Lino Villaventura.
Imagine o deslumbramento de morar numa grande chácara no interior de São Paulo, repleta de animais bonitos e dezenas de empregados treinados, com idas constantes a São Paulo e países europeus, frequentando o top das artes, dos salões sociais, desfiles de moda e o fascinante mundo da ópera em Paris e Londres. Agora, imagine uma garotinha penteando-se em sua penteadeira de prata, pronta para divertir-se com um super vestido rodado, todo bordado, com mangas bufantes e bem pregueadas, luvas, meias, sapatos com laçarotes e cabelo bem arrumado, correndo entre as árvores, acompanhada por duas amas, para conseguir pegar um nhambu. Pois bem, essa garotinha, aos 13 anos, já com altura física e educação fenomenais, uma it-girl, considerada uma das garotas mais bonitas do mundo. Frequentadora assídua dos desfiles de alta costura, mantém o mesmo peso, o mesmo manequim desde os 13 anos, para envergar sua rica coleção de alta costura de abafar qualquer baile no mais nababesco castelo. Isso mesmo! Uma das garotas mais bonitas do Planeta! A deslumbrante história de Carmen Mayrink Veiga, minha amiga, com muita honra, parece um conto de fadas. Ainda adolescente foi convidada para ser atriz de cinema, circulando com amigos de Hollywood e cantores, além dos mais esnobes bailes de reis e rainhas europeus. No Festival de Cannes, charmosa e exuberante, girando seu gigantesco vestido para as câmeras e flashes do mundo todo, apaixonando artistas e produtores de cinema, príncipes e, anos depois, a mim. Muitos são os apaixonados por Carmen Mayrink Veiga. Quando pequeno, quem me perguntasse: ”quem o Jamill ama?” A resposta, em total honestidade, firmeza e inocente pronúncia: ’Carmen Maiiiiiiiin Vêga’. Esse amor permanece. Se não fosse a Carmen Mayrink Veiga eu não seria nada em matéria de auto-estima, felicidade, acesso à moda, este blog ou o carinho de vocês. Devo tudo que sou aos meus pais e à Carmen Mayrink Veiga, minha querida amiga, que mora no meu coração, minha madrinha, incentivadora, alguém que tem meu amor e hoje está fazendo aniversário. Parabéns, Carmen Mayrink Veiga. Amor não se mede, é para sempre! Vamos cantar o “Parabéns pra você” mais bonito que pudermos, porque a Carmen é verdadeiramente um luxo como ser-humano, um luxo muito superior a tudo que podemos imaginar. Tem mais...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Moda – Descomplicando os Óculos de Sol Para Outono/Inverno

Óculos Dolce&Gabbana escuros e as lentes "salmão" na oferta da Pucci.
Bom dia. O frio está chegando e se no verão eu adotei os óculos fumês de acetato branco, para o outono e inverno prefiro manter o mesmo material, preto, com lentes rosadas ou escuras. É modismo, mas é bacana, pois é atemporal, não sai de moda, não tem, nada a ver com tendência, apesar da coincidência. As tendências de moda que valem a pena devem ser usadas, claro que investir no acessório certo sai caro; mas, ninguém que é elegante quer saber de preço. Só que eu tenho que avisar. Aliás, é praticamente impossível manter tudo que enaltece a elegância através do chique, se a pessoa não for rica ou, pelo menos, ganhar bons presentes. Aproveito para deixar claro que óculos de sol não podem ter armação abaixo das sobrancelhas, porque fica jeca e ninguém, pelo menos que eu conheça, quer ser jeca.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Moda – Com o Uso de Pele Verdadeira, a Arezzo Ganha Desprezo

A brutal coleção "Pelemania" da popular Arezzo, que rendeu revolta nas pessoas
Muita gente foi contra a coleção da marca popular de calçados Arezzo usando pele de raposa e coelho, eu também sou contra. Antes de tudo, quem gosta de moda tem de ter a consciência de que há sintéticos modernos com caimento, toque e durabilidade idênticos à pele verdadeira, até na atual “alta moda” que não deve mais ser chamada de alta costura, pois virou descartável – esses sintéticos são usados e até deixam as peças mais caras, para deleite dos novos ricos que mais ostentam as notas fiscais de compra do que têm bom gosto. Então, a gente precisa saber até onde as peles verdadeiras podiam estar na moda e hoje são consideradas arte. Antes dos sintéticos, havia necessidade do uso de peles, sobretudo nos países nórdicos, daí o mercado de luxo também oferecia e há até hoje preciosidades assinadas por Maximilian de Nova York, que são um luxo. É vintage, mas, é atemporal, é também arte e história. Agora, com os sintéticos tecnológicos, o uso de pele verdadeira é pura brutalidade, então, é preciso entender o processo de fabricação de uma peça feita de pele verdadeira. A brutalidade começa na retirada da pele, que deve ser feita com o animal ainda vivo, para manter a maleabilidade, o animal é então jogando ao monte de outros que ainda respiram empilhados. Quem não tiver acesso a esse tipo de registro, há no YouTube. Eu sou contra que em pleno século XXI, quando o mundo está preocupado com clima, extinções de espécies e a banalização da violência, as empresas valorizem o uso de pele verdadeira; mas, acho um luxo quando uma mulher ou sua neta usam uma pele vintage, legítima obviamente, com assinatura de abafar. Pois, hoje, mais do que nunca, é para quem pode, para quem teve acesso. Não tem jeito para novos ricos ou para quem não se importa e quer ser "chique", não vai ser se não for vintage. Ainda bem que depois das reclamações no Twitter, a Arezzo resolveu retirar das lojas todas as peças dessa coleção. Uma atitude de bom senso. Mas eu, Jamill, se já não ia, não passo mais na Arezzo pra comprar presente pra ninguém. Nem na Fendi eu vou por causa disso, imagina se vou pensar em Arezzo? Não dá.

sábado, 16 de abril de 2011

Alta Costura – JOHN GALLIANO Foi ao Chão

No auge, John Galliano brilha vestindo as mulheres mais ricas do mundo.
Algumas das experiências mais marcantes que tive, com relação à alta costura, foram as duas coleções de 2004 da Dior. Lembro-me perfeitamente da tecnologia na passarela, da primeira fila com clientes muito exigentes e bem-vestidas, esperando o que vestiriam nos próximos seis meses nos mais nababescos bailes black-tie nos castelos mais esnobes do mundo. Ser esnobe, quando a pessoa é inteligente, é muito chique. Então, as luzes e a música modernas chamam atenção para um gigantesco vestido pronto para ser apresentado, avaliado e comprado. Com bordados em ouro e jóias de abafar, o gigante rabo-de-peixe desliza o rebolado sensual da manequim, enquanto vários outros looks vêm trazendo muito, muito luxo. Esse é um grau de sofisticação quase inimaginável para quem jamais teve acesso direto à alta costura. Você deve ser capaz de imaginar os detalhes técnicos, os materiais nobres. A exclusividade. Isso nos faz sentir o luxo total de quando a minha deslumbrante amiga e madrinha Carmen Mayrink Veiga citada ontem por Pierre Cardin como especial cliente brasileira da alta costura, numa entrevista na Folha de São Paulo [Clique para ler] – descendo do jatinho em São Paulo, já vestida para um baile, usando um vestido tão grande e pesado da alta costura de Paris, atraindo todas as atenções no aeroporto e renderia facilmente uma capa no W inglês de tão extravagantemente chique. 

Você já parou para imaginar-se num alto grau de sofisticação? Há quem tenha chance de entrar nesse mundo tão bonito, há quem participe da criação dele. Porém, basta um deslize, para que o convidado a novo fino ou o estilista, criador e/ou costureiro, ambos geralmente chegam ao topo através de outros privilegiados por natureza, despenque do que poderia ser uma experiência inesquecivelmente mágica e daí todos viram as costas. John Galliano protagonizou cenas teatrais nos bailes mais chiques do mundo, onde suas clientes usavam criações tão embonecadas e bonitas que valia a pena cada pequena fortuna investida em suas obras de arte de caríssimos e exclusivos materiais e resultados. Casacos gigantes, com dobraduras e técnica magistral, bordados de abafar, que demoram, tudo, mais de 8 meses para ficar no ponto certo. O resultado é deslumbrante. Assim como o branco ajustado e cheio de curvas sensuais que atravessa a passarela com tufos de pele sintética da mais alta tecnologia, sem que precisem mais massacrar bebês foca ou raposas, transformando a mulher numa criatura especialmente feminina e sedutora para o jet-set internacional. O sonho do luxo inteligente, tecnológico e muito, muito apaixonante. Vestidos de abafar, desenhados por Galliano, que levaram o Antigo Egito em seu mais espetacular fashion show de luzes, músicas e vestidos adornados com as famosas preciosidades e máscaras faraônicas, enquanto as manequins posavam virando 90 graus e entortavam-se com as mãos apoiadas nas costas, como faziam os faraós em aparições públicas. Um luxo! Ontem, segundo WWD, Galliano, que já havia sido retirado da criação da Dior, também foi retirado da própria marca que leva seu nome, pois 92% do que ele construiu com o próprio nome, pertence ao grupo que é dono da Dior. John Galliano não soube lidar com as oportunidades que teve e estaria se tratando em Los Angeles por causa do consumo exagerado de remédios para aguentar a queda. Um cristal quebrado não volta, nunca mais, a ser o mesmo.

sábado, 2 de abril de 2011

Moda – O Luxuoso Mundo de OZ

Bom dia. Não é por que a pessoa está febril que vai recusar ir a um almoço ou jantar com lugar marcado. Há injeções modernas que seguram a febre por 8 horas, tudo tem risco e é caro, mas você pega um jato, fala com seu médico e faz. Usa uma jóia verdadeira, se veste pra abafar mesmo e aprecia as belezas que somente poucos como você e eu temos acesso, quando nossa genética nos embeleza sob a luz artificial em nossas pálidas peles. Pura fantasia, claro, mas, fantasiar é preciso. O restrito mundo dos chiques é acessível para qualquer pessoa, é só prestar atenção às chances, ao poder do bolso, da beleza, do charme. Num passe de mágica alguém pode te atrair, não deixe escapar. Os graus de sofisticação são inimagináveis, jovens que na adolescência, ou infância, junto aos pais, cruzavam o Atlântico a bordo do Concorde em voos de duas vezes a velocidade do som, já usando as criações de Tom Ford e o top da joalheria mais fina do mundo, enquanto o camarão é servido e da janela a curvatura da Terra cumprimenta seu privilégio. É preciso ter uma noção exata das opções mais tops que existem no mundo, é preciso valorizar nossa memória fotográfica e nosso histórico de acontecimentos únicos e bonitos. As pessoas mais chiques do mundo lêem os textos da fascinante e linda Carmen Mayrink Veiga, os livros da linda e chique Valerie Steele, também os textos de Suzy Menkes e conhecem muito bem O Livro Completo de Etiqueta de Amy Vanderbilt. É inteligente se deixar acompanhar por gente tão fina, é burrice afastar-se de quem tem tanto a ensinar. Aceite a admiração que você tem por pessoas tão especiais. Na verdade, é uma chance única que cada pessoa tem, e acontece até mesmo com quem usa o “ouro dos pobres”, que é aquele ouro chinfrim que você compra em qualquer lugar com 750 marcando peças malfeitas, nem tem certificado nem nada e quando você manda avaliar é literalmente uma pobreza. Sem falar na cor horrenda, típica de quem frequenta shopping center para ir à praça de alimentação. Gente, crítica é coisa séria. Já falei que há certos sacrifícios que valem a pena: preferir um Harry Winston do que um carro popular, por exemplo. Ninguém quer saber de básico se pode ter algum luxo, eu já disse. Eu digo que é feliz quem escuta e se deixa envolver pela qualidade das coisas. Ah, como a vida é bonita.