domingo, 29 de maio de 2011

Moda – Combinando Bolsas e Sapatos

Em matéria de moda, a gente muda bastante de preferência. Do nada, passo a gostar do que eu detestava e detestar o que gostava. Isso acontece mais com as mulheres e talvez por isso tantas errem quando precisam combinar roupas com sapatos e bolsas, por exemplo. A regra, para esse caso, é a receita para o chique. Cintos, bolsas e sapatos devem combinar, eu estou falando de cor. Porém, é possível usar uma bolsa de cor diferente, para isso o cinto e os sapatos devem ser da cor da roupa, vestido ou da peça de baixo: calça ou saia. Esse exemplo pode ser visto no desfile da Dior em Shangai, que além de propor o chique, ainda mostra a beleza que é usar uma bolsa de tiras – ou alças, como preferir – longas nas mãos, não somente presa ao braço, aumentando o charme, a feminilidade, o balançado da garota. Claro que numa atualidade de valorização à sedução e beleza, o mínimo que se espera é que a pessoa tenha bom gosto e bem-vestir.

sábado, 28 de maio de 2011

Alta Costura – CARMEN MAYRINK VEIGA e a Filha ANTONIA, as Mais Deslumbrantes Noivas do Brasil

CARMEN e ANTONIA, respectivamente: noivas de alta costura, elegância e tradição.

O casamento dos sonhos pode ser descrito em duas cerimônias brasileiras de uma única família. Atendendo aos pedidos. O primeiro, em 1956, da lindíssima e deslumbrante Carmen Mayrink Veiga, a brasileira mais badalada no mundo da moda e jet-set internacionais. Usando alta costura de Pierre Balmain, Carmen, já uma das garotas mais bonitas e elegantes do mundo, casou-se atraindo todas as atenções da imprensa de moda internacional, como Paris Match, Vogue, Vanity Fair. O vestido, pesado e imponente foi combinado com duas jóias de família: uma mantilha belga que pertencera a sua avó, a baronesa de Arari e um terço de cristal e diamantes ao invés do buquê. Em 1985 foi a vez do Rio de Janeiro parar para receber repórteres do mundo todo, atraídos pela fama de Carmen, o casamento de Antonia Mayrink Veiga, filha da chiquérrima jet-setter, é considerado o mais pomposo casamento que o Brasil já viu e também foi fotografado e publicado em todo o mundo. Antonia desembarcou da mesma Rolls Royce que transportou sua mãe para a igreja, usando a mesma mantilha e terço, também com um gigantesco vestido da alta costura. Ambos os vestidos de noiva são acinturados, cintura de vespa, com gola chinesa. Carmen, para o casamento da filha, encomendou um modelo exclusivo da alta costura de Yves Saint Laurent, um luxo para os amantes da moda e da elegância. Vejam as fotos, são de abafar. Durante o Fashion Rio, que começa segunda-feira, dia 30, uma exposição mostrará fotografias da chique Carmen para os presentes e ambas, mãe e filha, estão no Vogue Brasil deste mês [páginas 234 e 246], edição de aniversário, numa foto de página inteira que vale pela revista toda, além do elogio merecido: "Carmen Mayrink Veiga é musa absoluta da Vogue." Concordo.

sábado, 21 de maio de 2011

Moda – A Roupa Para o Fim do Mundo

Tom Ford para YSL Rive Gauche
Talvez o título do texto de hoje tenha causado estranheza em muita gente, mas não em quem está de olho nas notícias, mesmo que seja pelo Twitter, enquanto seu anel Cartier arranha o Ipad e sua rotina é descrita, digitada, "twittada". Ontem, religiosos americanos saíram às ruas em Nova York para avisarem que hoje é o fim do mundo. Eu acho essas coisas interessantes. Será que, com uma notícia assim, as pessoas que habitam os planetas na galáxia da moda, repensam sua identidade fashion? Provavelmente. A gente lida com tantos acontecimentos surreais, casacos gigantes e modelagens que camuflam nossa pele real, revelando as ilusões que a moda mais vende para quem busca ser bem superficial, artificial, fashion. No estilo, nada é mais verdadeiro que seu poder aquisitivo, sua vaidade, sua fome por tudo que é fashion. Não seria apropriado pensar nos elementos que fazem a moda para definirem quem somos. Então, enquanto as pessoas querem ser sensuais e atraentes, eu considero apropriado prestar atenção ao que está cada vez mais banalizado: as pessoas mais acostumadas com violência na TV, no cinema, nas ruas e escolas, em tudo que vemos. Cada vez mais gente quer sentir-se forte, valorizada por isso. Porém, para as mulheres, pouca coisa, quando não se é da alta sociedade ou não se tem um temperamento fantástico, é mais forte que seios e salto alto. Quanto sexo há na moda do povão! É mais fácil decidir o que despir: tudo. Isso é horrível para decidir o que vestir. Então, enquanto a maioria corre para baixo, eu quero falar de mim e minhas exclusividades, e de você, leitor. Para os muito consumidores de luxo, o ideal é a junção de tecidos tecnológicos, luxuosos, magníficos, em visuais modernos para dia e noite. Conforto e beleza com sobriedade. Nessa loucura de roupas, a qualidade para um evento tão brutal seria Tom Ford. Mas, prepare-se, pois, ao contrário do povão, preso aos vícios, promoções e falsos luxos, as roupas especiais só serão vistas na hora da festa.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Moda - A Moda que Tende ao Comercial e o Estilo que Tende à Raridade

Bom dia. Quem espera da moda um apoio para o temperamento, erra. A moda é uma máscara para a personalidade, a gente finge melhor quando está bem-vestida e essa ilusão está cada vez mais presente na passarela, nas músicas que embalam os desfiles e também na exigência, no rigor pela magreza. Isso pode ser tendência, quando tendência para uma pessoa da moda é a qualidade, eu estou falando de qualidade técnica e material. A moda existe para dobrar-se, até literalmente, ao gosto da(a) cliente. O marketing pouco importa, porque a gente sabe como as coisas funcionam. Muitas vezes um desfile mostra alguém famoso, a fama mais atrai do que a roupa. Mas, na solidão, é na escolha da roupa que nos camuflamos, que fingimos um treino para um encontro, ou mesmo para ir à escola com qualquer que seja o uniforme. Daí a gente escolhe a que tribo pertence, o bolso de cada um pesa na escolha. As marcas compreendem que para manter a economia precisam recriar objetos de desejo, como uma bolsa que por mais técnica e qualidade, serve para o mesmo que uma bolsa menos sofisticada. Então, eu pergunto: “por que continuar comprando?” Para não deixar a moda perder a graça, porque está cada vez mais ‘na moda’ mostrar que pode acompanhar as tendências e que por mais que isso se repita, a moda não deixa de ser solitária. Você, o espelho, um elogio. Três objetos que podem ser avaliados pela cinemática. A gente nem sabe o motivo das coisas. A gente só quer saber se ‘está na moda’, pra falar bem, pra falar mal. A gente se ocupa do que é desinteressante... A gente é interessante para a moda quando pode bancar essa ilusão. Ah, que raro é encontrar quem tem estilo criativo e de vestir!

Ilustração: Pierre Cardin e os modismos livres de comércio, uma expressão artística, 1968, arquivo do Jamill.

domingo, 15 de maio de 2011

Opinião - Uma Virada da Moda em Alucinação e Pesadelo | Brüno

Bom dia. Vale a pena gastar numa meia o que o povão ganha em um ano? Claro que sim. A moda é, antes de tudo, qualidade e conforto, ninguém se importa com dinheiro quando se tem muito dinheiro, muito estilo, muito acesso ao fashion. Porém, a moda não é somente uma oferta linear, a gente também tem de rir. A moda continua louca e nós continuamos no embalo da coisa. Você pode achar que a moda é democrática, usar roupas e acessórios que são a cara do cantor popular ou da atriz da novela, mas, isso é bem cafona. Em meio aos devaneios do que é fashion, de quem tem o que pensar, comprar e usar, uma frase atrai atenção: “eu quero o terno de velcro do Brüno!” [risos] Isso é hilário, é hilariante. Enquanto as pessoas falam do bullying e querem fazer disso um modismo, eu não tenho paciência para o óbvio: filhos que são criados em lares desestruturados, vendo brigas dos pais e separações, para dizer o mínimo, vão mesmo repetir fora de casa. “O costume de casa se leva à praça”, é o que se diz e o que se faz. Então, ninguém pode me criticar por valorizar a elegância. Uma mulher elegante, um homem elegante, tem antes de tudo uma família organizada, sabe aconselhar que o filho consiga agir de acordo com os direitos que tem: se o aluno é agredido na escola, ele tem que comunicar à diretoria e exigir que seja feita uma reunião entre os envolvidos no bullying e os pais. Agredidos e agressores são vítimas da cultura louca das famílias. Eu não conheço quem já tenha passado por isso e acho que não deve acontecer tanto, sou otimista, não gosto de modismo que não leva a nada. Então, se a loucura está até na educação familiar, você quer que eu exclua a moda? Nem vem. Mas, eu tenho bom gosto, sei como fazer a coisa. Claro que tem o povão que rema contra a maré, mas daí é só mudar de rota, desviar, ninguém é obrigado a conviver com qualquer coisa. Ah, gente, me poupe. Quem liga de fazer você uma vítima de bullying quando você pode simplesmente intimidar as pessoas com seu poder aquisitivo ou com seu estilo hilariante? Isso é uma coisa popular. Nunca vi uma pessoa que trabalha ou que dirige carro popular ser fashion de verdade. Eu estou falando do patamar correto da coisa. Então, vamos encarar as coisas com realidade, só assim essa realidade pode ser uma doce fantasia, pelo menos na moda. Dentro de nossa superficialidade individual e confusa, o que conta mesmo é o grau de loucura que damos às coisas. À moda, já falei! Tentemos encarar a moda com o lado mais hilário da coisa. Gente como Anna Piaggi e Anna Delo Russo, elas são um exemplo de piada pronta na moda. Depois, você encara quem está em cima do muro, Suzy Menkes com os dois pés para o lado do bom gosto, enquanto dá uma olhada para a loucura e marca seu topete. O Karl Lagerfeld correndo de uma balança para outra, até fazer seu próprio estilo que camufla direitinho seu temperamento, pelo menos para os novatos. A gente faz essas coisas por ser bacana. Eu estou falando do que a gente mais gosta, quando o assunto é divertir-se: a superficialidade que temos, vendemos, compramos e convivemos... Dou risada assistindo Brüno, mas, muita coisa é tão real no mundo da moda que eu poderia facilmente atrair atenção com um terno de velcro, enquanto o povão, sem entender, falaria asneiras. Mostrar asneiras é diferente de dizê-las. Somente com muito temperamento uma pessoa culta, com cacife para o mundo do consumismo fashion, pode desenvolver uma personalidade hilariantemente fashion, alienadamente fashion, emoldurado com âmbar e ouro das maiores assinaturas. É fazendo logoff dos limites que conseguimos entender o quão importante são as divisas sociais, sobretudo quando o assunto é moda, luxo e não economizar em recursos. A loucura está na moda. Nisso, só com muito estilo e temperamento, é possível virar a moda em alucinação, mesmo que beire o pesadelo, porque até mesmo aproveitando a desordem da moda, a cereja do bolo é de quem merece. O que é seu, é seu. Agora, ria com Brüno e, se ainda não assistiu, assista.

domingo, 1 de maio de 2011

Casamento – CARMEN MAYRINK VEIGA Fala Sobre o Casamento do Príncipe WILLIAM e KATE MIDDLETON

CARMEN: “O casamento foi como eu esperava".
Maio é o mês das noivas, pelo menos no Brasil, e muita gente – centenas – entrou em contato pedindo mais informações sobre a opinião da chiquérrima brasileira Carmen Mayrink Veiga sobre o casamento do príncipe William da Inglaterra com Kate Middleton. Noivos e convidados foram analisados por mais de 2 bilhões de pessoas através da televisão e pelos presentes no local, além dos convidados. Mesmo assim, somente uma brasileira de importância única no jet-set internacional, considerada uma das mulheres mais elegantes do mundo, amiga da realeza e que, obviamente, conheceu Diana Spencer, a Lady Di, pode nos dar a dimensão exata de um casamento real com tanta naturalidade.
CARMEN, vestindo Ungaro, cumprimenta o príncipe CHARLES e LADY DI.
Habituada aos mais importantes e imponentes eventos sociais, Carmen aceitou meu pedido para essa entrevista e ensina, de começo, que é possivelmente normal que uma convidada, como aconteceu com uma das convidadas e com a irmã da noiva, Pippa Middleton, que, segundo Carmen, “certamente foi bem orientada pela equipe da família real”, use branco off-white. “Só no Brasil tem esse negócio de não usar branco em casamento”, completa. A jet-setter mais badalada do país já usou branco em casamentos importantes, num deles combinou seu mais recente, gigante e plissado chapéu assinado por Givenchy com um tailleur Yves Saint Laurent, tudo branco e muito chique. Óbvio que uma mulher de importância mundial para a moda, como Carmen, faz tudo virar moda. Um exemplo: seus acessórios que quando usados no dia seguinte estão réplicas à venda para fashionistas, inclusive para homens – porque eu compro mesmo. Num momento também falamos em peles e a chique Carmen, que possui muitas peles vintage de abafar, disse: “Jamill, eu gosto mais das peles do que de jóias e nunca fui vítima de protestos, mesmo no auge das manifestações em Nova York e outras cidades do mundo.” Atualmente, o comércio de peles, mesmo no restrito grupo da alta costura, está sendo substituído pelas peles tecnológicas.

CARMEN, de alta costura Givenchy, e a condessa de MOTAL.
Voltando a falar no casamento, que teve uma estética vintage, como o vestido amarelo da rainha Elizabeth II que sempre mantém seu próprio estilo, sem seguir moda, agradou a jet-setter que elogiou: “A rainha estava muitíssimo bem”. Sobre o casamento, no geral, Carmen disse: “O casamento foi como eu esperava, a Kate é inteligente, esperta, eles namoraram 8 anos e ela escolheu um vestido bonito que agradou o povo”. Concordo com ela em tudo, claro. Sobre Lady Di, disse que “Diana era muito culta, linda, alta, de uma família tradicional, a Kate é bonita, mas não é uma beleza sensacional, não pode ser comparada com ela”. Novamente concordo com a linda Carmen. Leio muitos jornais que fazem questão de comparar as duas, Kate e Diana, e não tem nada a ver mesmo.

WILLIAM e KATE no Aston Martin decorado.
E o que a Carmen mais gostou foi quando o casal saiu de Aston Martin, enfeitado com balões, com o príncipe dirigindo. “O Aston Martin é um carro muito exclusivo, poucas unidades são produzidas. Achei o máximo a desenvoltura do William, coisa que o príncipe Charles não fez, preferindo uma carruagem puxada por oito cavalos!” A Carmen Mayrink Veiga é um luxo!