domingo, 21 de agosto de 2011

Alta Costura – O Luxo Copiado, Identificado e Valioso.


Casaco Alta Costura Givenchy, 1952: o luxo imutável. [Arquivo Pessoal]

Enquanto a moda masculina tem sido sutilmente mudada, oferecendo jaquetas ajustadas, gravatas mais finas, tudo em tecidos muito tecnológicos, caros e chiques, a alta costura, também com seus tecidos e metais nobres, esteticamente mantém o ar de fantasia que transforma a silhueta, a partir de uma interpretação que reduz as linhas clássicas e revela, como esse casaco da foto, da alta costura Hubert de Givenchy dos anos 50, uma peça realmente atemporal, facilmente identificada em desfiles atuais e que torna-se valorizado pelo gestual, o charme e a feminilidade da cliente. Portanto, mesmo quando um desfile mostra um grande casaco, embalado pelo remix de uma ópera em Paris, com maquiagens exageradamente teatrais e saltos de picos, é possível que tenhamos a sensibilidade perceptiva sobre como essa peça foi "idealizada", desnudando-a do show. Se o espectador desavisado imagina tratar-se de um novo episódio na moda, as coleções que apresentam grandes casacos como esse, de lã marinho forrado com seda rosa, exemplificam de forma direta que a moda atual não apenas estuda grandes peças já feitas, como as copia de forma descarada. Obviamente que alguns costureiros conseguem dar à moda uma identidade pessoal, como é o caso das roupas feitas por Cristóbal Balenciaga, que podem ser vistas como base de muitas peças desfiladas por Dior, por exemplo, ou o brasileiro Lino Villaventura, que consegue ser identificado até pelo menos treinado dos olhares para a moda. A partir daí, devemos ser mais exigentes com o que usamos, compramos e indicamos; é preciso que saibamos identificar talentos criativos e, assim, possamos compreender que em meio às ofertas que se amontoam no mercado de luxo e de alto luxo, há quem está preparado para ver, tocar e escolher o que realmente significa qualidade. Então, quando eu digo que o vintage é um luxo de abafar, é isso que é.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Click – A Beleza de CHARLOTTE CASIRAGHI no Vogue Paris

Charlotte por Mario Testino: A beleza na realeza.

Boa tarde. O Click de hoje é da princesa Charlotte Casiraghi na capa do Vogue Paris de setembro, clicada por Mario Testino. Consumidora da alta costura, Charlote esteve no casamento do tio, Albert II, em Mônaco, usando um modelo rosa assinado por Karl Lagerfeld para a alta costura Chanel. Seus olhos, que parecem jóias, mostram a beleza de uma princesa de contos de fadas, dentro da realidade.

domingo, 7 de agosto de 2011

Alta Costura – Vivenciando um Sonho de Valor Inestimável.

Alta Costura Dior.
Bom dia. Se a alta costura descortina um nível excepcional de técnica e luxo, exemplificando de forma única a elegância e o bem-vestir, fascinando jornalistas, especialistas em arte, compradores e também curiosos que copiam no mundo todo, as clientes que usam essas criações de arte posam no topo da pirâmide social como elementos indispensáveis para a história da moda. A primeira fila está completa delas, em seus manequins 40 ou 42, às vezes 44, todas altas, educadas, mãos delicadas acenando umas para as outras; algumas de óculos escuros cravejados de diamantes com seus casacos vintage bordados por Lesage de Paris, alguns trajes ajustados ou com tantas camadas de tecidos nobres e pedrarias que pesam bastante; um luxo trabalhoso, mas essencial, para as mulheres mais elegantes do mundo! As luzes mudam, focalizando a passarela, a batida techno embala as manequins que desfilam preciosidades da moda, as clientes observam, marcando no programa do desfile a prova e a compra, observadas pelas vendedoras individuais. Se falar em “tendência” é um desafio proibido para quem oferece um produto tão luxuoso e artístico, uma característica comum a todos os costureiros da alta costura é a elegância numa habilidade incomum de simplificar o luxo no habitual que somente as clientes, muito ilustres, podem representar. A linha do chique marca penteados que chegam a alturas exageradamente desconfortáveis, mas artisticamente belas. Os bailes prometem estilos construídos sob a elegância clássica de alfaiatarias assinadas por grandes nomes da alta costura; calças largas, saias retas, casacos de pele vintage, basicamente acompanhados por pesadas e 'inconfortáveis' jóias que paparicam a feminilidade e brindam um padrão de bem-vestir quase inimaginável, de valores inestimáveis. Mangas drapeadas, amarrações, tecidos carinhosos, esculpidos com prazer no corpo dessas perfumadas e excepcionais mulheres. As sedas fluem livremente em seus desenhos mágicos de assimetrias. As musselinas expõem braços, busto, costas, ou sugerem um atrevimento fashion e muito sexy. A alta costura é apenas um detalhe da festa que as clientes oferecem aos bordados, tecidos, pedrarias, à arte e ao costureiro; é como fogos de artificio, obras primas, individuais, exclusivas, que fazem dos sonhos do mundo a realidade de poucos privilegiados. Por mais fúteis que possam ser chamadas as pessoas da elite mundial, elas são tudo o que todas as outras sonham ser. Mas, enquanto sonhar é para muitos, o luxo é para poucos.