sexta-feira, 5 de abril de 2013

Moda - Um 'Descombinado' Destaque Oriental

Quem acompanha moda tem notado cada vez mais orientais assistindo desfiles da alta costura de Paris e seus nomes constando nas minúsculas listas de clientes. As ruas de Tokyo, por exemplo, sempre foram uma passarela de ousadia fashion, muitas misturas nas roupas de jovens interessados em marcas e editoriais de moda ocidentais e cada vez mais adeptos da receita de exageros que a moda vem ditando para cobrir o entediante show de um vestuário idêntico a cada estação. Acessórios exageradamente misturados e combinados sobre uma roupa totalmente correta parece não ser o limite. Portanto, agora, além de filtrarmos a questão da qualidade que define boas marcas, é preciso uma carga de tolerância com as misturas de estilos, cores e tecidos que ultrapassaram a barreira dos acessórios e atingiram a roupa em si, com peças de alfaiataria, como jaquetas, usadas sobre os ombros como um casaco de peles, "combinadas" com calças e sapatos esportivos que, numa tentativa de nivelar, têm a manobra de combinar cores e proporções. Como uma noiva que usa decote, porque nunca teve oportunidade de ir a um baile, as misturas gritam uma intenção de "sabedoria" e vivência numa realidade ainda desconhecida e, portanto, estranha, que desfaz o respeito pela estrutura da roupa, mas, que, às vezes, é divertido e com um certo bom gosto. Porém, quando a moda chega a esse estágio, novamente volta a questão estética que faz com que o jovem oriental da foto pareça bem por estar magro, o mesmo não aconteceria se um gordo usasse a mesma "descombinação".

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