domingo, 21 de dezembro de 2014

David Beckham Into the Unknown




Jamill Barbosa Ferreira - @JAMILLISSIMO - Na madrugada de hoje eu assisti ao documentário "David Beckham Into the Unknown", pela Netflix. Estou afastado das redes sociais, é uma chatice você abrir sua página no FaceBook e se deparar com a mesma receita exibicionista adotada pela maioria: postam fotos e comentários sobre tudo que elas filtram ser "interessante" e regam tudo com ar de boa vida, muitos gastos, etc. E mesmo que você consiga enxergar muito vazio nisso, as mesmas postagens se repetem, e novamente... É fácil ver alguém numa varanda da Atlântica; mas, foto na Avenida Suburbana ninguém posta. De algum modo, há muito artificialismo e um grande esforço por aceitação. Mas, cada um posta o que quer no seu perfil da rede social, nada contra as pessoas, eu não entendo o motivo desse ser o único caminho que a maioria percorre. Quando não é isso, são as terríveis fotografias mostrando casos de maus tratos e crueldades contra os animais - e quem é meu amigo, conhece a minha luta para frear essas brutalidades. Eu não como carnes! Eu não compro nada feito de couro, ou penas, etc.! Sou muito radical comigo mesmo, com relação a colaborar com isso, mas, não pego no pé de ninguém. Acredito que a evolução da humanidade está muito mais ligada com a maneira como lidamos com a natureza e tudo que Deus Fez, do que simplesmente esperarmos que a ciência indique o caminho das coisas. Obviamente, mantemos nossa jovialidade e boas roupas a bons e muitos custos, mas, cair na real, além do que é aparente e supérfluo, enxergar e valorizar os amigos, assim como descartar quem não o é, tem grande valor. Por isso, eu finalmente quis ver esse documentário do ex-jogador de futebol David Beckham, que é tão marcado com rótulos artificiais e mundanos que não levam a nada, o que aumenta a curiosidade sobre como será... Eu estranhei que ele e os amigos quisessem percorrer alguns caminhos pela floresta Amazônica em motos. Mais estranho ainda foi quando eles, já num barco no Rio Negro, tendo deixado as motos para trás - ou quase -, decidem resgatá-las e encaram mais desafios dentro da floresta. O encontro com os Yanomami foi, sem dúvida, algo especial na vida deles, especialmente do David, que é tão cercado por pessoas que forçam a barra por uma amizade em troca de algo, como uma fotografia que será objeto de ostentação na rede social ou preocupações tão bobas, quanto a da mulher dele, Victoria Beckham, que em meio às possibilidades de perigo na floresta, pensava apenas em como ficaria o cabelo do marido num país de clima úmido... Quem não viu, deveria ver.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Moda - O Padrão de Cada Um


Jamill Barbosa Ferreira - @JAMILLISSIMO - A proposta de estilo padrão, com peças e combinações idênticas de roupas e acessórios não é nada chique, a menos que você queira falar de escola, Exército, ou que a pessoa trabalhe com algo que seja de circo, aqueles grupos de malabaristas que se vestem de maneira igual, ou treinadores da Shamu. Não vejo graça em fardamento se o assunto é estilo próprio, pelo óbvio: não tem nada de individual. Eu gosto de alguns exageros da moda, dentre eles os volumosos casacos que o John Galliano mostrava nas passarelas e que, jamais, eram vendidos. Os preços, astronômicos, e a falta de clientes da alta costura faziam das produções nada mais que simples figurinos de apresentações teatrais na passarela. Atualmente, a roupa não pode nem deve ser apenas bonita, ela tem de ter algo a mais, um detalhe tecnológico ou puramente caro, como bordados de ouro, por exemplo, alguma coisa que dê identidade mundana a quem usa. Claro que estou falando da alta costura, pois, apesar do prêt-à-porter estar no páreo, de igual para igual na questão visual, alguns materiais, cada vez mais específicos, ainda mantém a alta costura. Essa coisa do padrão visual entre as ofertas de moda tem sido apresentada por muitas marcas. Dior e Louis Vuitton, por exemplo, são um exemplo, mas, a Chanel está de lascar. Karl Lagerfeld emagreceu, paga o preço da aparência construída e encenada com base no comportamento e nas palavras e duras expressões de Coco Chanel e, por isso, é alvo da atenção de jornalistas, dos espectadores de moda que pouco analisam seu histórico de criações. Lagerfeld está aproveitando que as pessoas são ofuscadas por sua embalagem e está simplificando seu trabalho criativo, praticamente tendo igualado a alta costura Chanel ao prêt-à-porter da mesma grife. Mais chato que isso é que até os bordados e tecidos são aparentemente ‘reaproveitados’ uma ou duas coleções depois, como se a alta costura fosse para um nível de desmemoriadas clientes. Talvez, com a escassez de clientes, Lagerfeld queira atrair compradores emergentes, que têm mesmo memória fraca e facilitariam ainda mais seu trabalho, cada vez mais desinteressante e muito aplaudido, como foram os feios calçados que ele desenhou para a Melissa. Os jornalistas, na maioria, perderam o senso de beleza e de valor do que assinam, quando elogiaram aqueles calçados. Tudo bem que, hoje em dia, muita gente que escreve sobre moda precisa elogiar algumas pessoas como uma troca de favores, até que o leitor não sabe mais quando um elogio é honesto ou comercial. Antes, com o Ibrahim Sued, ele falava e escrevia de maneira natural, elogiava quem queria e tinha suas pessoas preferidas. Hoje é uma pobreza pensar que existe esse mesmo padrão em manter naturalidade, honestidade e transparência. As pessoas não têm mais nenhum padrão de qualidade referente a temperamento e personalidade… Restou o padrão na moda, a uniformização. Que pobreza. E aí, Galliano, como está sendo não ter de participar desse circo? Será que virá café requentado para a Maison Martin Margiela?

BlackFish: Alerta Sobre o que Fazemos, Incentivamos e Devemos Mudar


Eu aderi ao comportamento americano de ver filmes e documentários pela internet; por isso, muitas vezes eu assisto aos documentários do aplicativo da NetFlix. Eu sei que quase não há nada mais 'careta' do que assistir filmes e documentários em casa - até ir ao cinema já é considerado 'careta' também. Imagina só como as coisas estão malucas! Estou evoluindo e me permitindo. Eu aconselho que você instale NetFlix na sua televisão, veja "BlackFish" e indique aos seus amigos, sobretudo aos que, como eu, também gostavam tanto do Show da Shamu... O documentário mostra, de forma muito desmascarada, a realidade das orcas - índios chamavam as orcas de "black fish", por isso o nome do documentário - que são capturadas, ainda bebês, e transformadas em atrações em parques aquáticos como o Sea World, por exemplo. Muitas pessoas ainda têm resistência para o óbvio: os animais são seres vivos, merecem a liberdade e devem ser respeitados. Para quem mantém essa teimosa e, atualmente, ignorante resistência e para quem escolheu lutar pela igualdade entre os seres vivos, esse é um documentário sensacional. Eu gostava do Sea World, como escrevi antes, até saber que a embalagem que vemos e mantemos com nosso dinheiro é somente a ponta de uma montanha de brutalidades. Em BlackFish você se surpreenderá com relatos embebidos em arrependimento e dor de quem colaborou com a captura, diante dos olhos da família de orcas que assiste tudo, em desespero, emitindo sons de sofrimento, depois de uma luta na tentativa para despistar os caçadores, por desvios logo vistos por um helicóptero preparado para avisar quando elas viessem à superfície respirar. É uma brutalidade terrível. A evolução humana está muito ligada a forma como tratamos os animais, os seres vivos no geral, tudo que não é baseado em amor e igualdade não vale a pena neste mundo. E, certamente, não valerá no outro. Assista ao documentário BlackFish. É emocionante e revela uma realidade que precisa de nossa ajuda, assinando petições e combatendo que a humanidade continue tão monstruosa.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Moda - Fashion Rebobinado


Jamill Barbosa Ferreira - @JAMILLISSIMO - Estou atrasado, mas, valerá a pena… A magreza continua em voga na moda e isso vem levando a maioria dos consumidores a extremos. É uma informação boba, desde que você não esteja no meio disso. Não me admiraria se alguém tentasse suicídio por não conseguir entrar numa roupa… “São os ossos”, diriam as palavras mais amáveis. Nós ainda estamos na metade do caminho… Por mais paliativos que cada pessoa seja capaz de aceitar, cada um está disposto a, simplesmente, entrar na ‘forma’ que estiver em moda. Parece assustador, eu sei, mas, mais assustador é não conseguir entrar nessa linha, nesse ritmo que evolui e exige sacrifícios e provas maiores, como - permita-me um pouco de romantismo - era preciso para provar o amor por alguém. Antes, a moda era capaz de adaptar-se ao nosso cotidiano - como veio o jeans, por exemplo -, e tudo se tornava mais confortável, mais fácil… Como a moda era carinhosa, “abraçando” nossas necessidades e fazendo valer cada lançamento e investimento. Hoje, é o oposto. A moda tomou vida! Sim, essa conclusão dramática! Como as doenças, que nos forçam a tomar remédios para sobreviver, precisamos estar inseridos no fashion, comprando a novidade, precisamos manter a ideia de ‘estar vivo’. Eu me assusto quando percebo que ainda há quem acredita em amor, o sentimento, entre casais; amor que romperia o pensamento moderno dos casamentos que já começam terminando, que ainda fosse como os romances que continuam existindo nos livros. É tudo tão raro e as demonstrações tornaram-se evoluídas. Os romances continuam em alta na intenção, nas fantasias e sonhos; e, se você não tem o luxo para moldar sua estética e te ajudar quando tiver o baque com a realidade, de que tudo isso de amor pode ser somente, na melhor das hipóteses, um fetiche, um gancho para sustentar toda a expectativa, algo que pode ser mantido, melhorado, com os modismos, simplesmente não conseguirá evoluir. Isso é tão cruel! Donatella Versace é uma mulher extremamente magra, em forma e chique. Você concorda comigo, obviamente. Quando você for capaz de ver a Donatella e dizer, com todas as letras, que a tem como um referencial de boa forma, seu ‘bom-senso-estético-fashion’ estará afiado; mas, se a coisa for mais adiante e você começar a desejar ter o mesmo caminho de mudanças faciais, haverá a certeza de que a sua evolução começou, que você entrou em velocidade supersônica e precisará, somente, do combustível: grana. O futuro nos reserva a aparência mais esnobe, inumana, sobre-humana, tudo que estava apenas começando nos anos 80 - quando o bacana era ser “excêntrico” através da roupa, acessórios, da decoração da casa -, agora exige, de forma mais invasiva, a mudança física. Magreza excessiva, espartilhos, cirurgias de tirar costelas, plásticas e enchimentos faciais, olhar sereno, leve, de quem sabe que tudo isso faz parte de você… E que você gosta. Esperem! Mas, pisem no freio, desacelerem o supersônico da evolução fashion! Sim, é a Madonna na nova campanha publicitária da Versace! Como o mundo dá voltas. E lá vamos nós… Vamos recomeçar, antes que o que nos salva, que é o clássico, seja forçado a mudar.