domingo, 8 de março de 2015

DILMA ROUSSEFF não vai cair



Jamill Barbosa Ferreira - @JAMILLISSIMO - Um partido derrotado ainda merece uma súplica. Perder as eleições presidenciais não foi tão grave quanto o modo escolhido para percorrer um caminho que acabou em ruínas. É claro que a grande maioria prefere a polêmica, o escândalo, a baixaria... A escola vem de tantos lados, programas de televisão, por exemplo, mostram, dia após dia, esse tipo de conteúdo durante a hora do almoço, do jantar, quando as pessoas estão reunidas em casa, numa lanchonete durante a folga do trabalho, etc. Os vilões das novelas, que atraem mais admiração... O candidato derrotado buscou encarnar essa mesma linha e fez a sua campanha montada em ódio e desrespeito, trazendo uma mensagem subjetiva que encorajou as pessoas ao ato bruto e odioso que, como todo mal, tem uma concentração pesada de discórdia, mantendo um tipo de polarização que não leva a nada. Mas, o mal se extingue e logo todos cairão na real. O candidato derrotado pagou caro pela sua derrota, enquanto sonhava ser o que não conseguiu - é uma vergonha comparar sua imagem, a que fica de troco, ao seu parente político que era de uma educação e postura tão civilizada. Na época do Fernando Henrique Cardoso, que veio depois da criação do Real, no Governo de Itamar Franco, a pobreza era tão terrível que o Jornal Nacional ganhou um prêmio por comover tantas pessoas com uma série de reportagens, do ano de 2001, chamada "A Fome no Brasil" - que você pode assistir clicando no título. Pouca gente podia comprar uma bicicleta e televisão era artigo de luxo. Associações que não tinham nenhuma ajuda do Governo, geralmente apoiadas financeiramente por estrangeiros, ajudavam os brasileiros com comida, educação e construções de casas e sistemas de saneamento básico. Pouca gente podia contar com o Governo, para dizer a verdade. Não adiantava nada para os pobres que o Brasil tivesse uma moeda "estável" - comparada ao dollar -, se eles não tinham absolutamente nada. O desemprego, com a queda do PIB, chegou a aterrorizantes 38% no governo FHC, noticiava a Folha de São Paulo, em 31 de janeiro de 1999, página 8 - veja você mesmo clicando AQUI. Era um verdadeiro terror! Quem apoiava o Fernando Henrique Cardoso, como o meu pai e a minha família, por questões absolutamente egoístas - eles hoje admitem -, já tinha casas equipadas com geradores de luz e poços artesianos com sistema de dessalinização para enfrentar os apagões, o racionamento de luz e a seca enfrentada sem nenhuma estrutura pela maioria das pessoas - e olha que ninguém falava em impeachment - e manter o queixo bem erguido num tipo de orgulho que até hoje eu nunca vou entender. O salário mínimo subia apenas R$6,00 (Seis Reais) por ano, as ruas eram livres, pois, quase ninguém tinha carro. Era normal, por exemplo, aeroportos quase vazios, com 10 pessoas embarcando num avião de Recife para São Paulo, sendo que 5 dessas 10 ficavam numa saleta reservada para "clientes especiais", um tipo de privilégio para quem tinha cartões de crédito, por exemplo. Algumas vezes, você notava uma multidão emocionada, que acompanhava alguém que estava indo fazer algum tratamento médico fora e que conseguiu comprar a passagem na base da caridade daquela turma, num bingo. Era tudo muito específico com relação a classificação social. Você acha que isso era realmente bom para o Brasil? Estados pobres como Paraíba, sempre penaram com administrações de fachada, enquanto os pobres comiam farinha. Parece quando alguém desavisado desembarca em Johannesburg e imagina que a África toda é naquela linha de cartão-postal para o mundo. A realidade é dura e naquela época havia pobreza de verdade. Então, os jovens brasileiros, que vêm da geração que não viu o país passar fome, começa a se assustar com o alarde sobre a inflação, sem analisar a situação em toda a América do Sul e, principalmente, não atenta para todo o nosso passado, a fim de perceber que apesar do que parece, está tudo muito bem e melhor do que já foi. E se já foi, não adianta mais, por isso a Dilma Rousseff foi reeleita, para manter a coisa bem, apesar da maré, dos ventos e das súplicas dos derrotados, nessa sede por revirar qualquer coisa que possa ser lançada sobre ela e o inconformismo por nada encontrar que possa nutrir a maluquice de pensar em impeachment ou a desesperada corrida pela construção, a qualquer custo,  de um golpe de Estado. Eu votei na Dilma pelos que mais precisam e pelos que recebem Bolsa Família, e não pensem que quem recebe o benefício vai gastar em baladas ou qualquer devaneio dos grandes centros, o dinheiro é para sustentar a família, incentivando o comércio de onde cada família beneficiada vive, sem precisar que os parentes peguem a estrada em busca de emprego e, juntos, enfrentando a seca com os poços artesianos que foram perfurados pelo Governo desde o Lula, construindo um futuro através do fácil acesso ao estudo universitário e pela bondade que ainda há numa parcela de brasileiros honestos e gratos, que reelegeram quem está, apesar de tudo, enfrentando os desafios e mantendo as rédeas. A Dilma não está sozinha, o Brasil que tem o pé no chão sabe o que é passar por uma crise real e previu, também, o terror que seria se o resultado das urnas fosse outro... Um homem capaz de desrespeitar a Presidente da República, não respeitaria o povo. O Brasil precisa ser unido, pois, temos de limpar a sujeira sob os pés dos adversários e semear a paz entre os inimigos. Para isso, os brasileiros inconformados com a vitória da Dilma precisam saber tudo sobre o que está acontecendo ao seu redor, através das lições do passado, que é verdadeiro e coloca todos na escuta para os sons de terror que vêm da neblina do ontem e para o que o presente grita sob o céu de verão: "Não há nada a investigar sobre a presidente Dilma", disse José Eduardo Cardozo, Ministro da Justiça.